Construção e evidências de validade e fidedignidade de uma escala de adaptabilidade de carreira em contexto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Sacramento, Adriana Malheiros
Orientador(a): Teixeira, Marco Antonio Pereira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/256541
Resumo: O objetivo da pesquisa foi de construir e buscar evidências de validade e fidedignidade para uma versão alternativa da escala de adaptabilidade de carreira, tendo em vista a limitação observada no instrumento já existente em termos de poder discriminativo. Assim, pretendeu-se criar uma nova medida com o constructo sendo explorado em maior abrangência de conteúdo, conforme descrição teórica. Além disso, os itens do instrumento foram contextualizados para seu público alvo, em seguida dando origem a versão estudante e trabalhador. A etapa de construção do instrumento contou com a participação de um grupo de pós-graduandos familiarizados com os conceitos básicos de psicometria e de adaptabilidade de carreira para criar os itens, a avaliação destes conteúdos por juízes experts e, finalmente, um estudo piloto com cada público alvo (estudantes e trabalhadores). Os participantes foram convidados a participar através da plataforma online Survey Monkey e concordaram em participar da pesquisa através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Participaram das análises fatoriais exploratórias 810 estudantes e 540 trabalhadores, obtendo-se a partir dos dados evidências do ajustamento ao modelo de cinco fatores, conforme expectativa teórica, em ambas as versões do instrumento (estudantes e trabalhadores). Já nas análises fatoriais confirmatórias participaram 647 estudantes e 316 trabalhadores, encontrando-se maior ajuste ao modelo correlacionado do que ao hierárquico, tanto na versão de estudantes e como na de trabalhadores. Este achado difere de outros encontrados na literatura que encontraram maior ajuste ao modelo hierárquico. Além disso, alguns resultados são discutidos, chama-se atenção para dimensão controle, na qual sobreviveram apenas itens invertidos. É lançada a questão sobre a viabilidade de avaliar adaptabilidade de carreira a partir de seu pólo oposto. Talvez a “baixa adaptabilidade de carreira”, ou nesse caso mais específico, baixo controle sobre a carreira, esteja mais associado ao neuroceticismo ou a uma desregulação emocional. Ademais, os resultados que apresentaram poucos itens compondo o instrumento podem mostrar que os seus conteúdos, contextualizados e específicos podem ser exemplo de respostas adaptativas de carreira e não a adaptabilidade de carreira (conceito do modelo de adaptação de carreira da teoria construtivista). Finalmente, os resultados demonstram que infelizmente o objetivo de obter-se um instrumento com conteúdos mais abrangentes não foi atingido, algumas subescalas tiveram um índice de fidedignidade abaixo do ideal, em função da pouca quantidade de itens por dimensão.
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