Satisfação, sintomas psíquicos e qualidade de vida de familiares de pacientes após alta de unidade de terapia intensiva
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/249348 |
Resumo: | Introdução: A satisfação do paciente e da família é reconhecida como domínio essencial da qualidade do cuidado na unidade de terapia intensiva. As necessidades e o grau de satisfação dos familiares de pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTI) tornam-se parte essencial dos cuidados dos profissionais de saúde, que têm, entre seu compromisso com o cuidado, diminuir a dor e o sofrimento daqueles que possuem um familiar criticamente enfermo. Objetivo geral: Analisar a satisfação dos familiares de pacientes internados em uma UTI. Objetivos específicos: Comparar sintomas de ansiedade e depressão, sintomas de estresse pós-traumático e qualidade de vida em familiares de pacientes sobreviventes e não sobreviventes após 3 meses da alta da UTI. Avaliar sintomas de ansiedade e depressão, estresse pós-traumático, distúrbios de cognição e qualidade de vida em pacientes após 3 meses da alta da UTI. Métodos: Estudo com delineamento longitudinal prospectivo, desenvolvido em duas UTI de um hospital púbico e universitário do sul do Brasil. A amostra foi composta por pacientes que permaneceram por pelo menos 48 horas na UTI e seus familiares próximos. Após a alta, em um período de até 96 horas, o paciente e seu familiar foram abordados na unidade de internação pela equipe da pesquisa. A satisfação dos familiares foi avaliada pelo FS-ICU 24. Os desfechos avaliados em pacientes foram qualidade de vida relacionada à saúde (EQ-5D-3L), disfunção cognitiva (MoCA), sintomas de ansiedade e depressão (HADS A e D) e estresse pós-traumático (IES-6). Em familiares foram avaliados sintomas de ansiedade e depressão (HADS A e D) e sintomas de estresse pós- traumático (IES-6), e qualidade de vida relacionada à saúde (EQ-5D-3L). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da instituição, número 3.058.810. Resultados: Foram avaliados 69 pacientes e 73 familiares. Nos pacientes predominaram o sexo feminino 42 (62,70%), com idade média de 56,03±15,49 anos. Após três meses da alta da UTI, 22 pacientes foram a óbito, os sobreviventes apresentaram prejuízo da cognição, e ausência de sintomas de ansiedade e depressão (HADS A e D 5,10±3,46 e 5,97±3,77, respectivamente) e piores índices qualidade de vida. Na amostra de familiares a média de idade foi de 48,65±13,80, prevalecendo sexo feminino em 58 (79,5%), filhos (38,4%) e cônjuges (38,4%). A satisfação dos familiares foi de 76,47%, ou seja, considerada satisfatória. Quanto à avaliação destes familiares 3 meses após a alta da UTI, houveram 16 familiares de pacientes não sobreviventes. Destes, houve diferença significativa em relação aos sintomas de depressão (HADS D) 10,50 (7,25-12,0) versus 3,0 (2,0-80), (p=0,049), estresse pós-traumático 11,19±3,17 versus 6,13±3,74, p=0,000, e qualidade de vida, que apresentou diferença significativa nos itens “problemas com cuidados pessoais”, p=0,007 e “ansiedade e depressão”, p=0,009, quando comparados familiares de pacientes não sobreviventes e sobreviventes. Já os sintomas de ansiedade avaliados pelo HADS A não demonstraram diferença significativa entre os familiares (p=0,077). Conclusão: A satisfação com os cuidados foi satisfatória entre os familiares. Entre familiares de pacientes não sobreviventes e sobreviventes, os que perderam seus entes estavam mais deprimidos, mas estressados e com piores escores de qualidade de vida. Também os pacientes tiveram prejuízos cognitivos, 3 meses após alta da UTI. |
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Viana, Diogo da RosaAzzolin, Karina de Oliveira2022-09-28T04:37:09Z2021http://hdl.handle.net/10183/249348001146675Introdução: A satisfação do paciente e da família é reconhecida como domínio essencial da qualidade do cuidado na unidade de terapia intensiva. As necessidades e o grau de satisfação dos familiares de pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTI) tornam-se parte essencial dos cuidados dos profissionais de saúde, que têm, entre seu compromisso com o cuidado, diminuir a dor e o sofrimento daqueles que possuem um familiar criticamente enfermo. Objetivo geral: Analisar a satisfação dos familiares de pacientes internados em uma UTI. Objetivos específicos: Comparar sintomas de ansiedade e depressão, sintomas de estresse pós-traumático e qualidade de vida em familiares de pacientes sobreviventes e não sobreviventes após 3 meses da alta da UTI. Avaliar sintomas de ansiedade e depressão, estresse pós-traumático, distúrbios de cognição e qualidade de vida em pacientes após 3 meses da alta da UTI. Métodos: Estudo com delineamento longitudinal prospectivo, desenvolvido em duas UTI de um hospital púbico e universitário do sul do Brasil. A amostra foi composta por pacientes que permaneceram por pelo menos 48 horas na UTI e seus familiares próximos. Após a alta, em um período de até 96 horas, o paciente e seu familiar foram abordados na unidade de internação pela equipe da pesquisa. A satisfação dos familiares foi avaliada pelo FS-ICU 24. Os desfechos avaliados em pacientes foram qualidade de vida relacionada à saúde (EQ-5D-3L), disfunção cognitiva (MoCA), sintomas de ansiedade e depressão (HADS A e D) e estresse pós-traumático (IES-6). Em familiares foram avaliados sintomas de ansiedade e depressão (HADS A e D) e sintomas de estresse pós- traumático (IES-6), e qualidade de vida relacionada à saúde (EQ-5D-3L). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da instituição, número 3.058.810. Resultados: Foram avaliados 69 pacientes e 73 familiares. Nos pacientes predominaram o sexo feminino 42 (62,70%), com idade média de 56,03±15,49 anos. Após três meses da alta da UTI, 22 pacientes foram a óbito, os sobreviventes apresentaram prejuízo da cognição, e ausência de sintomas de ansiedade e depressão (HADS A e D 5,10±3,46 e 5,97±3,77, respectivamente) e piores índices qualidade de vida. Na amostra de familiares a média de idade foi de 48,65±13,80, prevalecendo sexo feminino em 58 (79,5%), filhos (38,4%) e cônjuges (38,4%). A satisfação dos familiares foi de 76,47%, ou seja, considerada satisfatória. Quanto à avaliação destes familiares 3 meses após a alta da UTI, houveram 16 familiares de pacientes não sobreviventes. Destes, houve diferença significativa em relação aos sintomas de depressão (HADS D) 10,50 (7,25-12,0) versus 3,0 (2,0-80), (p=0,049), estresse pós-traumático 11,19±3,17 versus 6,13±3,74, p=0,000, e qualidade de vida, que apresentou diferença significativa nos itens “problemas com cuidados pessoais”, p=0,007 e “ansiedade e depressão”, p=0,009, quando comparados familiares de pacientes não sobreviventes e sobreviventes. Já os sintomas de ansiedade avaliados pelo HADS A não demonstraram diferença significativa entre os familiares (p=0,077). Conclusão: A satisfação com os cuidados foi satisfatória entre os familiares. Entre familiares de pacientes não sobreviventes e sobreviventes, os que perderam seus entes estavam mais deprimidos, mas estressados e com piores escores de qualidade de vida. Também os pacientes tiveram prejuízos cognitivos, 3 meses após alta da UTI.application/pdfporSatisfação do pacienteFamíliaUnidades de terapia intensivaQualidade de vidaFamilyPatient satisfactionIntensive care unitsQuality of lifeSatisfação, sintomas psíquicos e qualidade de vida de familiares de pacientes após alta de unidade de terapia intensivaSatisfaction, psychological symptoms and quality of life of family members of patients after discharge from the intensive care unit info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de EnfermagemPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemPorto Alegre, BR-RS2021mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001146675.pdf.txt001146675.pdf.txtExtracted Texttext/plain97474http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/249348/2/001146675.pdf.txte6d563679d04b5340c941471ab602a78MD52ORIGINAL001146675.pdfTexto completoapplication/pdf1646277http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/249348/1/001146675.pdff22342a3e4a9ec37b58b61f84d5202b8MD5110183/2493482022-09-29 04:46:08.260842oai:www.lume.ufrgs.br:10183/249348Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532022-09-29T07:46:08Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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