Estimulação farmacológica da ventilação
| Ano de defesa: | 1978 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/205998 |
Resumo: | O presente trabalho foi realizado com o objetivo de testar a validade da estimulação farmacológica da ventilação para prevenir a depressão ventilatória que pode ocorrer durante oxigenoterapia. Foram estudados 20 pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, hipercápnicos e hipoxêmicos, em face da inalação de oxigênio a 40%. A pressão parcial de CO2 (PaCO2), de oxigênio (Pa O2) e o pH do sangue arterial foram analisados ao longo de 150 minutos, a partir da instalação da oxigenoterapia, através de amostras colhidas a cada 30 minutos. Foram testados dois analépticos respiratórios, a niquetamida e o doxapram, escolhidos a partir da preferência que sobre eles tem recaído pelos grupos dedicados ao estudo da matéria. Foram utilizadas, em cada paciente, duas doses distintas de cada fármaco: a primeira, mínima, aquém dos níveis capazes de produzir evidência clínica de estimulação generalizada do sistema nervoso central; a segunda, várias vezes maior, capaz de por em evidência tal estimulação. A administração dos fármacos foi feita, através de infusão contínua, por gotejamento intravenoso, em solução glicosada isotônica. Como controle, foi observado o efeito, em período imediatamente anterior ou posterior, da administração da solução glicosada sem droga em solução. Em três pacientes, foi observado o efeito da simples permanência da agulha na artéria. Estes controles foram todos realizados nas mesmas dimensões temporais das observaçôes com os fármacos e sempre imediatamente antes e durante a vigência de oxigenoterapia a 40%. Os resultados obtidos mostraram que, em face de doses mínimas, a niquetamida e o doxapram não alteram os níveis da PaCO2 mas reduzem significantemente a elevação da PaO2, induzida pela oxigenoterapia. Em outros termos, durante a administração dos analépticos, a PaO2 não se eleva tanto quanto durante o simples gotejamento de solução glicosada. Em face de doses altas, tanto a niquetamida como o doxapram determinaram significante redução dos níveis da PaCO2, voltando a se observar uma relativa atenuação dos níveis alcançados pela PaO2. Nestas doses, efeitos colaterais, como agitação psicomotora, sudorese, tontura, sonolência, prurido, foram frequentes. Nos estudos realizados como controle, duas observações merecem destaque: Em nenhum dos pacientes recebendo apenas solução glicosada houve elevação progressiva da PaCO2. Tal elevação, no entanto, verificou-se nos três pacientes que tinham apenas a agulha na artéria. Para um erro a de 5%, os resultados obtidos sugerem que, em face da oxigenoterapia: 1) A niquetamida e o doxapram produzem efeitos subre a PaO2 em doses insuficientes para evidenciar alterações da ventilação (PaCO2) ou produzir efeitos colaterais. 2) A niquetamida e o doxapram só aumentam inequivocamente ventilação em face de doses que, como regra, acarretam efeitos colaterais. 3) O simples gotejamento de solução glicosada na veia previne a elevação da PaCO2. |
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