Evolução clínica, reações transfusionais e eficácia da transfusão nos receptores de hemocomponentes provenientes de doador com sorologia positiva e/ou PCR detectável para SARS-CoV-2

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Bulhões, Moniky Brito Silva
Orientador(a): Arbo, Bruno Dutra
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/296819
Resumo: A pandemia de Covid-19 levantou preocupações sobre a possibilidade de transmissão do vírus por transfusões sanguíneas, tornando essencial a investigação da segurança das práticas transfusionais. Este estudo teve como objetivo verificar a eficácia da transfusão de hemocomponentes advindos de doador de sangue com sorologia positiva e/ou Reação em Cadeia da Polimerase em tempo real (rtPCR) detectável para Covid-19 em soro. Foi realizado um estudo observacional analítico, longitudinal e de coorte retrospectivo com 208 amostras de soro de doações de sangue coletadas entre janeiro e março de 2021 no Banco de Sangue do HCPA. As amostras foram divididas em Grupo Teste (GT), com 98 amostras positivas para SARS-CoV-2, e Grupo Controle (GC), com 110 amostras negativas. Avaliamos os doadores quanto ao perfil demográfico e tipo de doação, rastreamos os hemocomponentes e avaliamos os receptores em relação ao perfil demográfico, dados de internação, reações transfusionais e testes para Covid-19 até 28 dias após a transfusão. Das 208 amostras analisadas, 123 eram de homens, 105 de indivíduos com ensino superior, com média de idade de 38,9 anos. O GT teve 43,9% de doações de reposição, enquanto o GC apresentou 63,6% de doações espontâneas. No GT, 50% das amostras foram positivas para IgM e 97% para IgG; 99% foram não detectáveis para rtPCR, com um resultado inconclusivo. Foram transfundidos 381 hemocomponentes em 217 transfusões para 124 receptores. A média de idade dos receptores foi 43,4 anos, sendo 53% homens, com 49,2% em leitos clínicos e mediana de internação de 28 dias. A frequência de reações transfusionais foi 2,3%, sendo que 16,9% dos casos apresentaram dispneia/dessaturação, sem diferença entre os grupos. Dos 36 pacientes com rtPCR e sorologia para SARS-CoV-2, 5 tiveram rtPCR detectável e 1 sorologia reagente. Conclusão: As análises mostraram que não houve diferença no desfecho transfusional entre os grupos, e não foram identificados casos de transmissão do SARS-CoV-2 por via sanguínea. Assim, a transfusão sanguínea permanece uma prática segura em relação à transmissão do vírus.
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Avaliamos os doadores quanto ao perfil demográfico e tipo de doação, rastreamos os hemocomponentes e avaliamos os receptores em relação ao perfil demográfico, dados de internação, reações transfusionais e testes para Covid-19 até 28 dias após a transfusão. Das 208 amostras analisadas, 123 eram de homens, 105 de indivíduos com ensino superior, com média de idade de 38,9 anos. O GT teve 43,9% de doações de reposição, enquanto o GC apresentou 63,6% de doações espontâneas. No GT, 50% das amostras foram positivas para IgM e 97% para IgG; 99% foram não detectáveis para rtPCR, com um resultado inconclusivo. Foram transfundidos 381 hemocomponentes em 217 transfusões para 124 receptores. A média de idade dos receptores foi 43,4 anos, sendo 53% homens, com 49,2% em leitos clínicos e mediana de internação de 28 dias. A frequência de reações transfusionais foi 2,3%, sendo que 16,9% dos casos apresentaram dispneia/dessaturação, sem diferença entre os grupos. Dos 36 pacientes com rtPCR e sorologia para SARS-CoV-2, 5 tiveram rtPCR detectável e 1 sorologia reagente. Conclusão: As análises mostraram que não houve diferença no desfecho transfusional entre os grupos, e não foram identificados casos de transmissão do SARS-CoV-2 por via sanguínea. Assim, a transfusão sanguínea permanece uma prática segura em relação à transmissão do vírus.The COVID-19 pandemic has raised concerns about the possibility of virus transmission through blood transfusions, making it essential to investigate the safety of transfusion practices. This study aimed to verify the efficacy of transfusion of blood components from blood donors with positive serology and/or detectable PCR for COVID-19 in serum. An observational, analytical, longitudinal, and retrospective cohort study was conducted with 208 serum samples from blood donations collected between January and March 2021 at the HCPA Blood Bank. The samples were divided into a Test Group (TG), with 98 samples positive for SARS-CoV-2, and a Control Group (CG), with 110 negative samples. We collected data regarding the demographic profile of donors and type of donation, tracked blood components, and evaluated recipients regarding their demographic profile, hospitalization data, transfusion reactions, and COVID-19 tests up to 28 days after transfusion. Of the 208 samples analyzed, 123 were from men, 105 from individuals with higher education, with a mean age of 38.9 years. The TG had 43.9% of replacement donations, while the CG had 63.6% of spontaneous donations. In the TG, 50% of the samples were positive for IgM and 97% for IgG; 99% were undetectable by rtPCR, with one inconclusive result. A total of 381 blood components were transfused in 217 transfusions to 124 recipients. The mean age of the recipients was 43.4 years, 53% were men, with 49.2% in clinical beds and a median hospital stay of 28 days. The frequency of transfusion reactions was 2.3%, with 16.9% of cases presenting dyspnea/desaturation, with no difference between the groups. Of the 36 patients with rtPCR and serology for SARS-CoV-2, 5 had detectable rtPCR and 1 had reactive serology. Conclusion: The analyses showed that there was no difference in the transfusion outcome between the groups, and no cases of SARS-CoV-2 transmission via blood were identified. Thus, blood transfusion remains a safe practice regarding virus transmission.application/pdfporSARS-CoV-2Transfusão de sangueReação transfusionalCOVID-19Covid-19HemotherapySARS-CoV-2Transfusion safetyEvolução clínica, reações transfusionais e eficácia da transfusão nos receptores de hemocomponentes provenientes de doador com sorologia positiva e/ou PCR detectável para SARS-CoV-2info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Ciências Básicas da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Farmacologia e TerapêuticaPorto Alegre, BR-RS2024mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001293564.pdf.txt001293564.pdf.txtExtracted Texttext/plain96817http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296819/2/001293564.pdf.txt56a9f9ffa3b4be03344f08902ee615e7MD52ORIGINAL001293564.pdfTexto parcialapplication/pdf671129http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296819/1/001293564.pdff81ba9d59e4620333b70afdf18784cb8MD5110183/2968192025-09-18 08:01:16.225724oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296819Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-18T11:01:16Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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