Contribuição a evolução tectono-estratigráfica e termocronológica da região noroeste de Moçambique - África

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Bicca, Marcos Muller
Orientador(a): Jelinek, Andrea Ritter
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/157047
Resumo: O estudo da região noroeste de Moçambique demonstrou a importância de processos tectônicos distais (compressivos) e proximais (distensivos) na reativação de estruturas antigas do embasamento cristalino, influenciando em aspectos estruturais, sedimentares e erosivos. A caracterização tectono-estratigráfica na bacia rifte Moatize-Minjova demonstrou a forte influência de remobilização de estruturas noroeste regionais na sua configuração, sedimentação e magmatismo. A geração de espaço de acomodação na bacia foi impulsionada por esforços tectônicos na margem sul-sudoeste do Gondwana enquanto as estruturas registradas em escala de afloramento caracterizaram a influência de esforços distensivos/transtrativos pós-deposicionais atribuídos à separação Jurássico-Cretácica entre as placas da África e Antártica. A análise sedimentológica permitiu determinar na Formação Moatize (Permiano Inferior ao Superior) litofácies depositadas em sequências cíclicas marcadas por sucessões de alta e baixa energia, as quais permitiram definir associações de litofácies atribuídas a planície de inundação, depósitos de crevasse e canal fluvial caracterizando um sistema fluvial meandrante estando as camadas de carvão associados a lagos e pântanos em meandros abandonados. Esta sequência foi progradada por litofácies arenosas grossas a conglomeráticas com estratificações cruzadas planares e acanaladas pertencentes à Formação Matinde, composta por macroformas de leito de migração frontal e lateral associadas a um sistema fluvial entrelaçado. As medidas de paleocorrente nestas duas formações sugerem um paleofluxo para norte-noroeste. A análise de proveniência na Formação Matinde forneceu idades entre o Mesoproterozóico e Cambriano, que abrange importantes momentos de formação e deformação crustal nos domínios geotectônicos do norte de Moçambique. As populações de idades entre 950-550 Ma permitiram a definição de uma área fonte da região sul-sudoeste, juntamente com os dados de paleocorrente para norte-noroeste, correspondente aos domínios do Complexo Nampula e da Suite Guro. As análises térmicas das amostras do embasamento forneceram idades entre o Mesozóico e o Cenozóico e uma espessura denudada de ~ 2-3,5 kmdesde o Triássico Superior. Os estágios iniciais foram marcados por taxas de denudação muito baixas (1-10 m/Ma) atingindo ~ 500 m até o Cretáceo Inferior sofrendo um leve aumento até o Paleoceno (3-17 m/Ma). Altas taxas de denudação de 31-47 m/Ma trouxeram as amostras para as condições superficiais. A denudação inicial está associada a processos distensivos/transtrativos produzidos pela dissolução do Gondwana. O Jurássico Superior e o Cretáceo Superior foi um período de grande desenvolvimento do Oceano Índico e o início da deriva N-S da Antártica em relação à placa Africana. O período entre o Cretáceo Inferior e o Paleoceno, marca o desenvolvimento da margem africana e a reconfiguração dos padrões de drenagem na placa Africana. O último evento forneceu taxas de resfriamento da ordem de 1,17 a 0,88 °C/Ma, implicando na denudação de ~ 1,5 a 2 km desde o início do Neogeno até os tempos recentes. Este último evento foi relacionado ao desenvolvimento de topografia dinâmica induzida pela movimentação da pluma do manto do Rifte do Leste Africano.
id URGS_26ee560dbd62d21e74b58c92b2c3ff36
oai_identifier_str oai:www.lume.ufrgs.br:10183/157047
network_acronym_str URGS
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
repository_id_str
spelling Bicca, Marcos MullerJelinek, Andrea RitterPhilipp, Ruy Paulo2017-04-25T02:24:05Z2017http://hdl.handle.net/10183/157047001018314O estudo da região noroeste de Moçambique demonstrou a importância de processos tectônicos distais (compressivos) e proximais (distensivos) na reativação de estruturas antigas do embasamento cristalino, influenciando em aspectos estruturais, sedimentares e erosivos. A caracterização tectono-estratigráfica na bacia rifte Moatize-Minjova demonstrou a forte influência de remobilização de estruturas noroeste regionais na sua configuração, sedimentação e magmatismo. A geração de espaço de acomodação na bacia foi impulsionada por esforços tectônicos na margem sul-sudoeste do Gondwana enquanto as estruturas registradas em escala de afloramento caracterizaram a influência de esforços distensivos/transtrativos pós-deposicionais atribuídos à separação Jurássico-Cretácica entre as placas da África e Antártica. A análise sedimentológica permitiu determinar na Formação Moatize (Permiano Inferior ao Superior) litofácies depositadas em sequências cíclicas marcadas por sucessões de alta e baixa energia, as quais permitiram definir associações de litofácies atribuídas a planície de inundação, depósitos de crevasse e canal fluvial caracterizando um sistema fluvial meandrante estando as camadas de carvão associados a lagos e pântanos em meandros abandonados. Esta sequência foi progradada por litofácies arenosas grossas a conglomeráticas com estratificações cruzadas planares e acanaladas pertencentes à Formação Matinde, composta por macroformas de leito de migração frontal e lateral associadas a um sistema fluvial entrelaçado. As medidas de paleocorrente nestas duas formações sugerem um paleofluxo para norte-noroeste. A análise de proveniência na Formação Matinde forneceu idades entre o Mesoproterozóico e Cambriano, que abrange importantes momentos de formação e deformação crustal nos domínios geotectônicos do norte de Moçambique. As populações de idades entre 950-550 Ma permitiram a definição de uma área fonte da região sul-sudoeste, juntamente com os dados de paleocorrente para norte-noroeste, correspondente aos domínios do Complexo Nampula e da Suite Guro. As análises térmicas das amostras do embasamento forneceram idades entre o Mesozóico e o Cenozóico e uma espessura denudada de ~ 2-3,5 kmdesde o Triássico Superior. Os estágios iniciais foram marcados por taxas de denudação muito baixas (1-10 m/Ma) atingindo ~ 500 m até o Cretáceo Inferior sofrendo um leve aumento até o Paleoceno (3-17 m/Ma). Altas taxas de denudação de 31-47 m/Ma trouxeram as amostras para as condições superficiais. A denudação inicial está associada a processos distensivos/transtrativos produzidos pela dissolução do Gondwana. O Jurássico Superior e o Cretáceo Superior foi um período de grande desenvolvimento do Oceano Índico e o início da deriva N-S da Antártica em relação à placa Africana. O período entre o Cretáceo Inferior e o Paleoceno, marca o desenvolvimento da margem africana e a reconfiguração dos padrões de drenagem na placa Africana. O último evento forneceu taxas de resfriamento da ordem de 1,17 a 0,88 °C/Ma, implicando na denudação de ~ 1,5 a 2 km desde o início do Neogeno até os tempos recentes. Este último evento foi relacionado ao desenvolvimento de topografia dinâmica induzida pela movimentação da pluma do manto do Rifte do Leste Africano.The study of the northwestern region of Mozambique demonstrated the importance of distal (compressive) and proximal (extensional) tectonic processes in the reactivation of old structures of the crystalline basement, influencing structural, sedimentary and erosive aspects. The tectono-stratigraphic characterization in the Moatize-Minjova rifte basin demonstrated the strong influence of remobilization of northwest regional structures in its configuration, sedimentation and magmatism. Accommodation space generation in Permian times were driven by tectonic efforts on the south-southwestern margin of Gondwana, while the outcrop scale structures characterized the influence of postdepositional extensional/transtractive efforts attributed to the Jurassic-Cretaceous separation between the African and Antarctic plates. The sedimentary analysis allowed to determine in the Moatize Formation (Lower-Upper Permian) lithofacies deposited in cyclic sequences marked by deposits of high and low energy, which allowed to define associations of lithofacies attributed to floodplain, crevasse and fluvial channel deposits characterizing a meandering fluvial system, being the coal layers associated with lakes and swamps in abandoned meanders. This sequence was grade by coarse sandy to conglomerate lithofacies with planar and throughcross bedding belonging to the Matinde Formation, composed of frontal and lateral migration bed macroforms associated to a braided fluvial system. The paleoccurrent measurements in these two formations suggest a north-northwest paleoflux. The provenance analysis in the Matinde Formation provided ages between the Mesoproterozoic and Cambrian, which covers important crustal formation and deformation moments in the geotectonic domains of northern Mozambique Populations between 950-550 Ma allowed the definition of a source area of the south-southwest region, together with the north-northwest paleoccurrent data, corresponding to the Nampula Complex and Guro Suite domains. The thermal analyzes of the basement samples provided ages between the Mesozoic and the Cenozoic and a denuded thickness of ~ 2-3.5 km since Upper Triassic times. The initial stages denoted to very low denudation rates (1-10 m/Ma) reaching ~ 500 m until the Lower Cretaceous when the region undergoes a brief increase until the Paleocene (3-17 m/Ma). High denudation rates of 31-47 m/Ma brought the samples to the present surface conditions. Initial denudation is associated with extensional/transtractive processes produced by the dissolution of Gondwana. The Upper Jurassic to Upper Cretaceous was a period of great development of the Indian Ocean and the beginning of the N-S drift of Antarctica in relation to the African plate. The period between the Lower Cretaceous and the Paleocene marks the development of the African margin and the reconfiguration of drainage patterns on the African plate. The last event provided cooling rates in the order of 1.17 to 0.88 °C/Ma implying denudation of ~ 1.5 to 2 km from the beginning of Neogene to recent times which was attributed to the development of dynamic topography Induced by the movement of the mantle plume of the East African Rift.application/pdfporTermocronologiaEstratigrafiaMoçambiqueContribuição a evolução tectono-estratigráfica e termocronológica da região noroeste de Moçambique - Áfricainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de GeociênciasPrograma de Pós-Graduação em GeociênciasPorto Alegre, BR-RS2017doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL001018314.pdf001018314.pdfTexto completoapplication/pdf8279310http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/157047/1/001018314.pdf8a2ca6e8232de1f5ca90ff2a61733717MD51TEXT001018314.pdf.txt001018314.pdf.txtExtracted Texttext/plain252826http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/157047/2/001018314.pdf.txt04f45b9dd2c39d4d82cc6523714c0de7MD52THUMBNAIL001018314.pdf.jpg001018314.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1401http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/157047/3/001018314.pdf.jpg5930eaa039d55a5131c8e5cd37ef1f7aMD5310183/1570472018-10-29 08:43:39.519oai:www.lume.ufrgs.br:10183/157047Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-29T11:43:39Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Contribuição a evolução tectono-estratigráfica e termocronológica da região noroeste de Moçambique - África
title Contribuição a evolução tectono-estratigráfica e termocronológica da região noroeste de Moçambique - África
spellingShingle Contribuição a evolução tectono-estratigráfica e termocronológica da região noroeste de Moçambique - África
Bicca, Marcos Muller
Termocronologia
Estratigrafia
Moçambique
title_short Contribuição a evolução tectono-estratigráfica e termocronológica da região noroeste de Moçambique - África
title_full Contribuição a evolução tectono-estratigráfica e termocronológica da região noroeste de Moçambique - África
title_fullStr Contribuição a evolução tectono-estratigráfica e termocronológica da região noroeste de Moçambique - África
title_full_unstemmed Contribuição a evolução tectono-estratigráfica e termocronológica da região noroeste de Moçambique - África
title_sort Contribuição a evolução tectono-estratigráfica e termocronológica da região noroeste de Moçambique - África
author Bicca, Marcos Muller
author_facet Bicca, Marcos Muller
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Bicca, Marcos Muller
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Jelinek, Andrea Ritter
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv Philipp, Ruy Paulo
contributor_str_mv Jelinek, Andrea Ritter
Philipp, Ruy Paulo
dc.subject.por.fl_str_mv Termocronologia
Estratigrafia
Moçambique
topic Termocronologia
Estratigrafia
Moçambique
description O estudo da região noroeste de Moçambique demonstrou a importância de processos tectônicos distais (compressivos) e proximais (distensivos) na reativação de estruturas antigas do embasamento cristalino, influenciando em aspectos estruturais, sedimentares e erosivos. A caracterização tectono-estratigráfica na bacia rifte Moatize-Minjova demonstrou a forte influência de remobilização de estruturas noroeste regionais na sua configuração, sedimentação e magmatismo. A geração de espaço de acomodação na bacia foi impulsionada por esforços tectônicos na margem sul-sudoeste do Gondwana enquanto as estruturas registradas em escala de afloramento caracterizaram a influência de esforços distensivos/transtrativos pós-deposicionais atribuídos à separação Jurássico-Cretácica entre as placas da África e Antártica. A análise sedimentológica permitiu determinar na Formação Moatize (Permiano Inferior ao Superior) litofácies depositadas em sequências cíclicas marcadas por sucessões de alta e baixa energia, as quais permitiram definir associações de litofácies atribuídas a planície de inundação, depósitos de crevasse e canal fluvial caracterizando um sistema fluvial meandrante estando as camadas de carvão associados a lagos e pântanos em meandros abandonados. Esta sequência foi progradada por litofácies arenosas grossas a conglomeráticas com estratificações cruzadas planares e acanaladas pertencentes à Formação Matinde, composta por macroformas de leito de migração frontal e lateral associadas a um sistema fluvial entrelaçado. As medidas de paleocorrente nestas duas formações sugerem um paleofluxo para norte-noroeste. A análise de proveniência na Formação Matinde forneceu idades entre o Mesoproterozóico e Cambriano, que abrange importantes momentos de formação e deformação crustal nos domínios geotectônicos do norte de Moçambique. As populações de idades entre 950-550 Ma permitiram a definição de uma área fonte da região sul-sudoeste, juntamente com os dados de paleocorrente para norte-noroeste, correspondente aos domínios do Complexo Nampula e da Suite Guro. As análises térmicas das amostras do embasamento forneceram idades entre o Mesozóico e o Cenozóico e uma espessura denudada de ~ 2-3,5 kmdesde o Triássico Superior. Os estágios iniciais foram marcados por taxas de denudação muito baixas (1-10 m/Ma) atingindo ~ 500 m até o Cretáceo Inferior sofrendo um leve aumento até o Paleoceno (3-17 m/Ma). Altas taxas de denudação de 31-47 m/Ma trouxeram as amostras para as condições superficiais. A denudação inicial está associada a processos distensivos/transtrativos produzidos pela dissolução do Gondwana. O Jurássico Superior e o Cretáceo Superior foi um período de grande desenvolvimento do Oceano Índico e o início da deriva N-S da Antártica em relação à placa Africana. O período entre o Cretáceo Inferior e o Paleoceno, marca o desenvolvimento da margem africana e a reconfiguração dos padrões de drenagem na placa Africana. O último evento forneceu taxas de resfriamento da ordem de 1,17 a 0,88 °C/Ma, implicando na denudação de ~ 1,5 a 2 km desde o início do Neogeno até os tempos recentes. Este último evento foi relacionado ao desenvolvimento de topografia dinâmica induzida pela movimentação da pluma do manto do Rifte do Leste Africano.
publishDate 2017
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2017-04-25T02:24:05Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2017
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10183/157047
dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv 001018314
url http://hdl.handle.net/10183/157047
identifier_str_mv 001018314
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron:UFRGS
instname_str Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron_str UFRGS
institution UFRGS
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
bitstream.url.fl_str_mv http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/157047/1/001018314.pdf
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/157047/2/001018314.pdf.txt
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/157047/3/001018314.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv 8a2ca6e8232de1f5ca90ff2a61733717
04f45b9dd2c39d4d82cc6523714c0de7
5930eaa039d55a5131c8e5cd37ef1f7a
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
repository.mail.fl_str_mv lume@ufrgs.br||lume@ufrgs.br
_version_ 1831316014466334720