Validade da variação da pressão de pulso (ΔPP) como preditor de responsividade a volume em pacientes ventilados com volumes correntes reduzidos
| Ano de defesa: | 2010 |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/24320 |
Resumo: | INTRODUÇÃO: A ressussitação volêmica é uma terapia frequentemente usada em pacientes criticamente enfermos com falência circulatória aguda. O benefício hemodinâmico esperado é um aumento no volume de ejeção do ventrículo esquerdo e, portanto, no débito cardíaco. Em pacientes com falência circulatória aguda, a taxa média de respondedores à expansão volêmica é de aproximadamente 50%. São usados à beira do leito parâmetros estáticos e dinâmicos. Os parâmetros dinâmicos apresentam melhor correlação com a resposta a desafio hídrico do que os estáticos. Em particular, o ΔPP é o mais acurado em pacientes ventilados com volume corrente (VAC) ≥ 8ml/kg do peso ideal, mas não com volumes correntes menores. Portanto, este estudo foi desenhado para avaliar a variação da pressão de pulso (ΔPP) como preditor de responsividade a volume em pacientes ventilados com volumes correntes reduzidos (< 8ml/kg do peso ideal). MÉTODOS: Estudo transversal, não-intervencionista, realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Foram incluídos 38 pacientes internados no CTI adulto, de ambos os sexos, com idade ≥ 16 anos, sedados e em ventilação mecânica invasiva, monitorizados com linha arterial e catéter de artéria pulmonar, que necessitariam receber volume. Um paciente foi excluído por apresentar parada cardiorrespiratória durante a execução do protocolo. Foram feitas medidas hemodinâmicas (ΔPP, pressão arterial média [PAM], pressão venosa central [PVC], pressão média da artéria pulmonar [PMAP], pressão de oclusão da artéria pulmonar [POAP], débito cardíaco [DC]) e ventilatórias (volume corrente expiratório [VACexp], pressão de platô [Ppl], pressão de pico [Ppico], complacência estática [Cest], driving pressure [DP], pressão expiratória final total [PEEPtot]) antes e após o desafio hídrico. RESULTADOS: Dos trinta e sete pacientes, 17 apresentaram um aumento do índice cardíaco ≥ 15% após o desafio hídrico (respondedores) e 20 pacientes apresentaram um aumento do índice cardíaco < 15% (não respondedores). Todos os pacientes, com exceção de um, que apresentaram ΔPP ≥ 10% foram respondedores. O melhor ponto de corte encontrado foi 10% (área sob a curva ROC 0,74, sensibilidade 53%, especificidade 95%, Likelihood ratio positivo 9,3 e negativo 0,34). Corrigindo o ΔPP pela driving pressure (DP), o resultado foi semelhante, com área sob a curva ROC 0,76. Dos 37 pacientes incluídos, 25 estavam em choque séptico. Para o ponto de corte 10%, a área sob a curva ROC encontrada foi 0,84, com sensibilidade 77,8% e especificidade 93,3%. CONCLUSÃO: De acordo com os resultados obtidos nesse estudo, a variação da pressão de pulso teve valor limitado como preditor de resposta a volume em pacientes ventilados com volumes correntes reduzidos. O melhor ponto de corte encontrado foi 10%. Embora um ΔPP baixo não contraindique o desafio hídrico, um ΔPP ≥10% pode auxiliar na identificação de respondedores com choque séptico. |
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Costa, Clarisse Daniele Alves de OliveiraVieira, Silvia Regina RiosFriedman, Gilberto2010-07-06T04:18:08Z2010http://hdl.handle.net/10183/24320000744476INTRODUÇÃO: A ressussitação volêmica é uma terapia frequentemente usada em pacientes criticamente enfermos com falência circulatória aguda. O benefício hemodinâmico esperado é um aumento no volume de ejeção do ventrículo esquerdo e, portanto, no débito cardíaco. Em pacientes com falência circulatória aguda, a taxa média de respondedores à expansão volêmica é de aproximadamente 50%. São usados à beira do leito parâmetros estáticos e dinâmicos. Os parâmetros dinâmicos apresentam melhor correlação com a resposta a desafio hídrico do que os estáticos. Em particular, o ΔPP é o mais acurado em pacientes ventilados com volume corrente (VAC) ≥ 8ml/kg do peso ideal, mas não com volumes correntes menores. Portanto, este estudo foi desenhado para avaliar a variação da pressão de pulso (ΔPP) como preditor de responsividade a volume em pacientes ventilados com volumes correntes reduzidos (< 8ml/kg do peso ideal). MÉTODOS: Estudo transversal, não-intervencionista, realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Foram incluídos 38 pacientes internados no CTI adulto, de ambos os sexos, com idade ≥ 16 anos, sedados e em ventilação mecânica invasiva, monitorizados com linha arterial e catéter de artéria pulmonar, que necessitariam receber volume. Um paciente foi excluído por apresentar parada cardiorrespiratória durante a execução do protocolo. Foram feitas medidas hemodinâmicas (ΔPP, pressão arterial média [PAM], pressão venosa central [PVC], pressão média da artéria pulmonar [PMAP], pressão de oclusão da artéria pulmonar [POAP], débito cardíaco [DC]) e ventilatórias (volume corrente expiratório [VACexp], pressão de platô [Ppl], pressão de pico [Ppico], complacência estática [Cest], driving pressure [DP], pressão expiratória final total [PEEPtot]) antes e após o desafio hídrico. RESULTADOS: Dos trinta e sete pacientes, 17 apresentaram um aumento do índice cardíaco ≥ 15% após o desafio hídrico (respondedores) e 20 pacientes apresentaram um aumento do índice cardíaco < 15% (não respondedores). Todos os pacientes, com exceção de um, que apresentaram ΔPP ≥ 10% foram respondedores. O melhor ponto de corte encontrado foi 10% (área sob a curva ROC 0,74, sensibilidade 53%, especificidade 95%, Likelihood ratio positivo 9,3 e negativo 0,34). Corrigindo o ΔPP pela driving pressure (DP), o resultado foi semelhante, com área sob a curva ROC 0,76. Dos 37 pacientes incluídos, 25 estavam em choque séptico. Para o ponto de corte 10%, a área sob a curva ROC encontrada foi 0,84, com sensibilidade 77,8% e especificidade 93,3%. CONCLUSÃO: De acordo com os resultados obtidos nesse estudo, a variação da pressão de pulso teve valor limitado como preditor de resposta a volume em pacientes ventilados com volumes correntes reduzidos. O melhor ponto de corte encontrado foi 10%. Embora um ΔPP baixo não contraindique o desafio hídrico, um ΔPP ≥10% pode auxiliar na identificação de respondedores com choque séptico.application/pdfporDébito cardíacoRespiração artificialValidade da variação da pressão de pulso (ΔPP) como preditor de responsividade a volume em pacientes ventilados com volumes correntes reduzidosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Medicina: Ciências MédicasPorto Alegre, BR-RS2010mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000744476.pdf000744476.pdfTexto completoapplication/pdf403201http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/24320/1/000744476.pdf0e7a2ee7bb24e09a73776c72c97793c2MD51TEXT000744476.pdf.txt000744476.pdf.txtExtracted Texttext/plain80091http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/24320/2/000744476.pdf.txt1e3892663974f624886a875beca9dd30MD52THUMBNAIL000744476.pdf.jpg000744476.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1377http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/24320/3/000744476.pdf.jpg32ec292a23219739ba60025eff759cddMD5310183/243202018-10-18 07:42:08.467oai:www.lume.ufrgs.br:10183/24320Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-18T10:42:08Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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