Associação entre a relação de neutrófilos e linfócitos e eventos cardiovasculares adversos em pacientes com infarto agudo do miocárdio submetidos à intervenção coronariana percutânea primária

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Machado, Guilherme Pinheiro
Orientador(a): Wainstein, Marco Vugman
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/188893
Resumo: O objetivo do presente trabalho é investigar a relação de neutrófilos e linfócitos (NLR) na predição de eventos adversos após intervenção coronariana percutânea (PCI) primária em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST). Foram incluídos 644 pacientes com IAMCSST submetidos à ICP primária. Foi realizada análise da curva ROC (receiver operating characteristic curve) para calcular a área sob a curva (AUC – area under the curve) para a ocorrência de complicações durante o procedimento, mortalidade e eventos cardiovasculares adversos maiores (ECAM). A idade média foi de 60,5 (±12,1) anos, 66,3% eram masculinos, e a mediana de NLR foi de 6,1. Na análise multivariada, NLR se manteve preditora independente de mortalidade intra-hospitalar (risco relativo [RR] = 1.03; 95% intervalo de confiança 95% [CI95%] = 1,00 – 1,08; p = 0,04), nefropatia induzida pelo contraste (RR = 2,35; CI95% = 1,11 – 4,71; p = 0,02), embolização distal (RR = 2,72; 95%CI = 1,55 – 4,75; p < 0,001), no-reflow (RR = 2,31; CI95% = 2,31 – 4,68; p = 0.01). A área sob a curva para embolização distal foi de 0,67, para no-reflow 0,64 e para complicações durante procedimento de 0,62. Um valor baixo de NLR teve um excelente valor preditivo negativo de 94,9% para embolização distal, 96,9% para no-reflow e 92,1% para complicações durante o procedimento e isto pode ser de relevância clínica na hora de identificar pacientes de melhor prognóstico.
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