Belo Monte e a extinção dos baixões de Altamira -PA : a difícil territorialização dos reassentados no RUC São Joaquim
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/226192 |
Resumo: | Nesta pesquisa aborda-se a perda dos vínculos territoriais das populações da Área Diretamente Afetada (ADA) do perímetro urbano de Altamira, as quais foram realocadas no RUC São Joaquim. A referida realocação objetivava dar lugar ao lago da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A construção da hidrelétrica foi um projeto capitalista que aconteceu de forma violenta e desarticulada com a realidade da população local e da região amazônica. Comunidades inteiras foram remanejadas compulsoriamente de suas moradias para atender ao desenvolvimento energético brasileiro, desencadeando a partir disto a luta dos moradores dos Baixões pelo direito ao seu território. Para além da reflexão acerca das lutas dos moradores dos Baixões, a investigação examinou como se deu os vínculos de pertencimentos construídos no território dos Baixões e como foi afetado o lugar de vida, os vínculos afetivos, a partilha de informações e as experiências vividas antes da construção da Hidrelétrica através de relatos dos realocados no decorrer da pesquisa. Por fim, verificou-se através de análise como ocorreu o processo de deslocamento compulsório, assim como o de reassentado no RUC São Joaquim. Dado que os caminhos foram percorridos através do sentimento do atual lugar de moradia e das possibilidades das novas territorialidades. Pois mesmo sendo vista como uma população resistente e com vigor para se adaptar ao novo, a comunidade do RUC São Joaquim continua enfrentando dificuldade para se territorializar e construir novos vínculos no reassentamento. As lutas travadas na desterritorialização dessa população ao longo do processo maculou a vida deles e as fragilizou, deixando-as sem perspectivas para a re/construção de novos territórios. Tudo isto, somente foi possível através de uma pesquisa minuciosa e relatos dos moradores que contribuíram para a efetivação documental deste trabalho que evidencia como transcorreu o processo de desterritorialização e reterritoralização dos atingidos realocados no RUC São Joaquim. |
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Nunes, Patrícia BarbosaHeidrich, Álvaro Luiz2021-08-26T04:09:51Z2021http://hdl.handle.net/10183/226192001130589Nesta pesquisa aborda-se a perda dos vínculos territoriais das populações da Área Diretamente Afetada (ADA) do perímetro urbano de Altamira, as quais foram realocadas no RUC São Joaquim. A referida realocação objetivava dar lugar ao lago da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A construção da hidrelétrica foi um projeto capitalista que aconteceu de forma violenta e desarticulada com a realidade da população local e da região amazônica. Comunidades inteiras foram remanejadas compulsoriamente de suas moradias para atender ao desenvolvimento energético brasileiro, desencadeando a partir disto a luta dos moradores dos Baixões pelo direito ao seu território. Para além da reflexão acerca das lutas dos moradores dos Baixões, a investigação examinou como se deu os vínculos de pertencimentos construídos no território dos Baixões e como foi afetado o lugar de vida, os vínculos afetivos, a partilha de informações e as experiências vividas antes da construção da Hidrelétrica através de relatos dos realocados no decorrer da pesquisa. Por fim, verificou-se através de análise como ocorreu o processo de deslocamento compulsório, assim como o de reassentado no RUC São Joaquim. Dado que os caminhos foram percorridos através do sentimento do atual lugar de moradia e das possibilidades das novas territorialidades. Pois mesmo sendo vista como uma população resistente e com vigor para se adaptar ao novo, a comunidade do RUC São Joaquim continua enfrentando dificuldade para se territorializar e construir novos vínculos no reassentamento. As lutas travadas na desterritorialização dessa população ao longo do processo maculou a vida deles e as fragilizou, deixando-as sem perspectivas para a re/construção de novos territórios. Tudo isto, somente foi possível através de uma pesquisa minuciosa e relatos dos moradores que contribuíram para a efetivação documental deste trabalho que evidencia como transcorreu o processo de desterritorialização e reterritoralização dos atingidos realocados no RUC São Joaquim.To give room to the construction of Belo Monte hydroelectric dam and reservoir, in the State of Pará, entire communities of residents were forced from their homes. Regarded as obstacles to Brazilian further energy development, they were forcibly displaced, thereby triggering the struggle of Baixões’s people (riverside counties) for the right to their territory. Grounded in a fiercely capitalist stance, the building of the hydroelectric plant wreaked havoc with its full disjointed plan of action from the reality of locals and the Amazon region itself. In this research, the loss of territorial ties by these people who had before lived in the directly affected area, within Altamira’s urban perimeter, and its consequent relocation in the urban collective resettlement of São Joaquim, is addressed. The historical bonds of people living at the riverside were carefully examined. Asking them about its sense of place and those emotional space ties that lead to attachment and belonging, the everyday life experience before the dam’s construction, a broader picture of this project’s aftermath was portrayed. Their cooperation enabled us to build documentary evidence to report the real impact of the de/reterritorialization process on those affected. It was indeed verified the ongoing and binding displacement of locals and its further allocation at the urban collective resettlement, in São Joaquim. In conclusion, become clear to us that paths were taken based on locals’ sense of place to give rise to new territoriality. Tragically, the abrupt displacement of this population stained and weakened their lives, destroying any remaining prospects to reconstruct new territories. But these displaced people, living now in the urban resettlement community of São Joaquim, resist and adapt to such a wrenching changes in all manners of ways, struggling with die-hard determination to achieve a concrete territorialization.application/pdfporTerritorializaçãoReassentamento urbanoHidrelétricas : Aspectos sociaisGeografia da populaçãoAltamira (PA)Compulsory DisplacementTerritorialization-Deterritorialization- ReterritorializationBelo Monte Hydroelectric – Amazônia – BrazilResettlementAltamira-ParáBelo Monte e a extinção dos baixões de Altamira -PA : a difícil territorialização dos reassentados no RUC São Joaquiminfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de GeociênciasPrograma de Pós-Graduação em GeografiaPorto Alegre, BR-RS2021mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001130589.pdf.txt001130589.pdf.txtExtracted Texttext/plain305379http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/226192/2/001130589.pdf.txt04bc42ec3dcf0d0f1ae1af45c2e34696MD52ORIGINAL001130589.pdfTexto completoapplication/pdf6582543http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/226192/1/001130589.pdfb84656707e7e121835ba8cb45efef7c2MD5110183/2261922021-09-19 04:35:08.080996oai:www.lume.ufrgs.br:10183/226192Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532021-09-19T07:35:08Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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