Plasticidade fenótípica de Passiflora suberosa linnaeus e consequências na herbivoria por duas espécies de heliconíneos (lepidoptera: nymphalidae)
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/234346 |
Resumo: | A plasticidade fenotípica é reconhecida como uma das principais fontes de diversidade, principalmente em relação às espécies vegetais. Passiflora suberosa Linnaeus apresenta dois morfotipos denominados formas “verde” e “roxa”. A forma roxa, que está associada a maior rigidez foliar, é resultado da ativação da síntese de antocianinas e derivados fenólicos, como resposta fenotípica ao estresse por incidência de luz solar. A alteração da cor foliar pode influenciar a escolha de oviposição pelas fêmeas de Heliconiini, as quais são capazes de avaliar caracteres morfológicos da planta hospedeira usando a visão. Os lepidópteros Heliconius erato phyllis (Fabricius, 1775) e Dryas iulia alcionea (Cramer, 1779) (Nymphalidae) utilizam no estágio larval plantas de Passifloraceae como hospedeiras, as quais são partilhadas quanto à idade da folha. Neste estudo, determinou-se o uso de H. erato phyllis e D. iulia alcionea em relação aos fenótipos verde e roxo de P. suberosa. Para tal, foram conduzidos experimentos de preferência de oviposição em condições semi-naturais, preferência alimentar das larvas em laboratório e performance. De forma geral, o fenótipo roxo foi menos escolhido pelas fêmeas e pelos imaturos desses heliconíneos. Fêmeas e larvas de H. erato phyllis mostraram uma preferência marcante pelo fenótipo verde em testes tanto sem chance como de dupla escolha e oviposição, respectivamente, exibindo uma alta mortalidade e adultos de menor tamanho no fenótipo roxo; enquanto larvas de primeiro instar de D. iulia alcionea consumiram os dois fenótipos indiscriminadamente, sem ter repercussões na performance nem no tamanho dos adultos associadas ao consumo do fenótipo roxo. Assim, demonstramos que o fenótipo roxo de P. suberosa representa um mecanismo de escape à herbivoria para ambos os heliconíneos, sendo aqui proposto como um novo registro quanto às defesas apresentadas por passifloráceas contra seus herbívoros. |
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