Mortalidade por infecções relacionadas à assistência em saúde em pacientes com síndrome respiratória aguda grave devida à COVID-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Gutierrez Barrera, Ricardo Josué
Orientador(a): Kuchenbecker, Ricardo de Souza
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/291329
Resumo: Em 2020, o CDC comparou a incidência de Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (IRAS) entre 2019 e 2020, revelando um aumento significativo em eventos associados à ventilação mecânica (EAV), infecções da corrente sanguínea associadas a cateter central (ICSRC) e infecções do trato urinário associadas a cateter (ITUAC), a superlotação, manejo inadequado do isolamento de pacientes, resistência medicamentosa, intervenções invasivas, administração de esteroides, presença de comorbidades e hospitalização prolongada são alguns fatores predisponentes para IRAS. A infecção resultante do vírus SARS-CoV-2 causas danos diretos às células epiteliais respiratórias, enfraquecendo as defesas do hospedeiro e podendo levar à colonização bacteriana, aumentando assim o risco de Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde IRAS. Estimou-se a incidência de pacientes diagnosticados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARG) devida à COVID-19 que desenvolvem IRAS e sofrem consequências adversas para a saúde, em comparação a seus pares que não sofrem infecções hospitalares. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo avaliando o período entre 2020 e 2022, com pacientes adultos (>18 anos) com SRAG confirmada por RT-PCR que evoluíram. Foi empregada análise multivariável utilizando o método de regressão logística para comparar os grupos, ajustando para o escore de Charlson e utilizando um modelo de pontuação de propensão para controlar por fatores de confusão. As variáveis para o modelo multivariado foram selecionadas a partir de um diagrama acíclico direcionado, visando reduzir o viés nas estimativas causais. Identificamos 286 pacientes (31%) com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pelo SARS-CoV-2 e infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS). Desses, 255 (28%) adquiriram a IRAS na unidade de terapia intensiva (UTI). A amostra era predominantemente masculina (64%), com idade média de 57 anos. A maior parte dos casos (58%) ocorreu em 2020. A análise multivariada revelou que um Índice de Comorbidade de Charlson (ICC)> 1, ventilação mecânica, cateter venoso central, idade avançada e a própria IRAS foram fatores associados a piores desfechos clínicos. Pacientes com SRAG que apresentaram IRAS, idade avançada, ICC >1, necessidade de ventilação mecânica e cateter venoso central tiveram maior tempo
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Estimou-se a incidência de pacientes diagnosticados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARG) devida à COVID-19 que desenvolvem IRAS e sofrem consequências adversas para a saúde, em comparação a seus pares que não sofrem infecções hospitalares. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo avaliando o período entre 2020 e 2022, com pacientes adultos (>18 anos) com SRAG confirmada por RT-PCR que evoluíram. Foi empregada análise multivariável utilizando o método de regressão logística para comparar os grupos, ajustando para o escore de Charlson e utilizando um modelo de pontuação de propensão para controlar por fatores de confusão. As variáveis para o modelo multivariado foram selecionadas a partir de um diagrama acíclico direcionado, visando reduzir o viés nas estimativas causais. Identificamos 286 pacientes (31%) com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pelo SARS-CoV-2 e infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS). Desses, 255 (28%) adquiriram a IRAS na unidade de terapia intensiva (UTI). A amostra era predominantemente masculina (64%), com idade média de 57 anos. A maior parte dos casos (58%) ocorreu em 2020. A análise multivariada revelou que um Índice de Comorbidade de Charlson (ICC)> 1, ventilação mecânica, cateter venoso central, idade avançada e a própria IRAS foram fatores associados a piores desfechos clínicos. Pacientes com SRAG que apresentaram IRAS, idade avançada, ICC >1, necessidade de ventilação mecânica e cateter venoso central tiveram maior tempoIn 2020, the CDC compared the incidence of Healthcare-Associated Infections (HAIs) between 2019 and 2020. The comparison revealed a significant increase in ventilator-associated events (VAEs), central line-associated bloodstream infections (CLABSIs), and catheter-associated urinary tract infections (CAUTIs). Factors such as overcrowding, inadequate patient isolation management, drug resistance, invasive interventions, steroid administration, presence of comorbidities, and prolonged hospitalization are some predisposing factors for HAIs. The infection resulting from the SARS-CoV-2 virus directly damages the respiratory epithelial cells, which weakens the body's defenses and may lead to bacterial colonization, thereby increasing the risk of HAIs. To estimate the incidence of healthcare-associated infections (HAIs) and their impact on the health of adult inpatients diagnosed with severe acute respiratory syndrome (SARS) due to COVID-19, compared to those without HAIs. A retrospective cohort study was conducted between 2020 and 2022, involving adult patients (>18 years) with SARS caused by COVID-19 confirmed through RT-PCR. Multivariable analysis using the Logistic regression method was used to compare the two groups, adjusting for the Charlson Comorbidity Index (CCI), and utilizing a propensity score model to control for confounding factors. Variables for the multivariate model were selected using a directed acyclic graph to minimize bias in causal estimates. Of the patients identified, 286 (31%) with SARS had healthcare-associated infections (HAIs), with 255 (28%) acquiring HAI in the intensive care unit (ICU). Most cases (58%) occurred in 2020, and the sample was predominantly male (64%), with an average age of 57 years. Multivariate analysis showed that a CCI > 1, mechanical ventilation, central venous catheter use, advanced age, and HAI were associated with poorer clinical outcomes. Patients with SARS who experienced HAIs, advanced age, CCI greater than 1, mechanical ventilation, and use of a central venous catheter had longer hospital stays, prolonged disease duration, and higher mortality rates.application/pdfporCOVID-19SARS-CoV-2ComorbidadeInfecção hospitalarMortalidadeSíndrome respiratória aguda graveHealthcare-associated infectionsHospital infectionsCharlson comorbidity indexMortalidade por infecções relacionadas à assistência em saúde em pacientes com síndrome respiratória aguda grave devida à COVID-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em EpidemiologiaPorto Alegre, BR-RS2024mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001255073.pdf.txt001255073.pdf.txtExtracted Texttext/plain117123http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/291329/2/001255073.pdf.txtf0e2155eb82a0dcdee2ce67d857a6e2aMD52ORIGINAL001255073.pdfTexto parcialapplication/pdf674798http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/291329/1/001255073.pdf2d426cc0324ebb6234d0baa3be6ea7faMD5110183/2913292025-05-10 06:55:20.718844oai:www.lume.ufrgs.br:10183/291329Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-05-10T09:55:20Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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