Identificação e caracterização de patógenos associados a oliveira (Olea Europaea L.) no Rio Grande do Sul
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/297338 |
Resumo: | A oliveira (Olea europaea L.) originária da Bacia do Mediterrâneo, está sendo cultivada em vários países e possui cada vez mais importância no setor econômico mundial. No Brasil, áreas cultivadas com oliveira estão aumentando a cada ano, entretanto, existem poucas informações, principalmente, sobre as doenças que afetam o cultivo. A antracnose da oliveira causada por diferentes espécies do fungo Colletotrichum, é uma doença comum em olivais e afeta a produtividade e a qualidade do azeite. Nesse estudo foram realizados isolamentos de Colletotrichum spp. de material vegetal contendo sintomas de antracnose em olivais localizados no Rio Grande do Sul. Foi avaliado o crescimento micelial de oito isolados de Colletotrichum de diferentes regiões do Estado, frente a seis fungicidas em diferentes concentrações. Foram realizadas a caracterização e identificação de isolados de Colletotrichum associadas com a antracnose da oliveira em nível de complexo e espécie, bem como, a identificação de patógenos associados com a síndrome de decaimento da oliveira, uma nova doença de etiologia desconhecida que está afetando olivais no Rio Grande do Sul. Todos os fungicidas inibiram o crescimento micelial de Colletotrichum quando comparados com a testemunha, e piraclostrobina foi o mais eficiente na inibição do crescimento micelial na menor concentração, seguido por oxicloreto de cobre, porém, na maior concentração. Mancozeb foi o fungicida que obteve o menor controle do crescimento micelial a qualquer concentração. Os resultados de identificação dos isolados demonstraram que o complexo C. acutatum é predominante em olivais do Rio Grande do Sul e C. nymphaeae, pertencente a este complexo, é a espécie prevalente. Esse é o primeiro relato de C. nymphaeae causando antracnose da oliveira no Brasil. Vários fungos foram isolados de material com sintomas da síndrome do decaimento, e testes de patogenicidade em mudas de oliveira foram positivos, mas não foi possível realizar o cultivo puro do agente causal e comprovar os postulados de Kock. Os resultados desse trabalho são importantes para o desenvolvimento de estratégias de manejo, para diminuir perdas no rendimento e qualidade do azeite causadas por patógenos. |
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Finger, GeisaDionello, Rafael Gomes2025-09-24T06:57:52Z2019http://hdl.handle.net/10183/297338001209919A oliveira (Olea europaea L.) originária da Bacia do Mediterrâneo, está sendo cultivada em vários países e possui cada vez mais importância no setor econômico mundial. No Brasil, áreas cultivadas com oliveira estão aumentando a cada ano, entretanto, existem poucas informações, principalmente, sobre as doenças que afetam o cultivo. A antracnose da oliveira causada por diferentes espécies do fungo Colletotrichum, é uma doença comum em olivais e afeta a produtividade e a qualidade do azeite. Nesse estudo foram realizados isolamentos de Colletotrichum spp. de material vegetal contendo sintomas de antracnose em olivais localizados no Rio Grande do Sul. Foi avaliado o crescimento micelial de oito isolados de Colletotrichum de diferentes regiões do Estado, frente a seis fungicidas em diferentes concentrações. Foram realizadas a caracterização e identificação de isolados de Colletotrichum associadas com a antracnose da oliveira em nível de complexo e espécie, bem como, a identificação de patógenos associados com a síndrome de decaimento da oliveira, uma nova doença de etiologia desconhecida que está afetando olivais no Rio Grande do Sul. Todos os fungicidas inibiram o crescimento micelial de Colletotrichum quando comparados com a testemunha, e piraclostrobina foi o mais eficiente na inibição do crescimento micelial na menor concentração, seguido por oxicloreto de cobre, porém, na maior concentração. Mancozeb foi o fungicida que obteve o menor controle do crescimento micelial a qualquer concentração. Os resultados de identificação dos isolados demonstraram que o complexo C. acutatum é predominante em olivais do Rio Grande do Sul e C. nymphaeae, pertencente a este complexo, é a espécie prevalente. Esse é o primeiro relato de C. nymphaeae causando antracnose da oliveira no Brasil. Vários fungos foram isolados de material com sintomas da síndrome do decaimento, e testes de patogenicidade em mudas de oliveira foram positivos, mas não foi possível realizar o cultivo puro do agente causal e comprovar os postulados de Kock. Os resultados desse trabalho são importantes para o desenvolvimento de estratégias de manejo, para diminuir perdas no rendimento e qualidade do azeite causadas por patógenos.The olive tree (Olea europaea L.), which originated in the Mediterranean Basin, is being cultivated in several countries and is becoming increasingly important in the global economic sector. In Brazil, areas under olive cultivation are increasing every year, but there is little information, especially on the diseases that affect the crop. Olive anthracnose, caused by different species of the fungus Colletotrichum, is a common disease in olive groves and affects productivity and oil quality. In this study, Colletotrichum spp. were isolated from plant material containing anthracnose symptoms in olive groves located in Rio Grande do Sul. The mycelial growth of eight isolates of Colletotrichum from different regions of the state was evaluated against six fungicides at different concentrations. The characterization and identification of Colletotrichum isolates associated with olive anthracnose at the complex and species level was carried out, as well as the identification of pathogens associated with olive decay syndrome, a new disease of unknown etiology that is affecting olive groves in Rio Grande do Sul. All the fungicides inhibited Colletotrichum mycelial growth when compared to the control, and pyraclostrobin was the most efficient at inhibiting mycelial growth at the lowest concentration, followed by copper oxychloride, but at the highest concentration. Mancozeb was the fungicide that achieved the least control of mycelial growth at any concentration. The results of the identification of the isolates showed that the C. acutatum complex is predominant in olive groves in Rio Grande do Sul and C. nymphaeae, which belongs to this complex, is the prevalent species. This is the first report of C. nymphaeae causing olive anthracnose in Brazil. Several fungi were isolated from material with symptoms of decay syndrome, and pathogenicity tests on olive seedlings were positive, but it was not possible to carry out pure cultivation of the causal agent and prove Kock's postulates. The results of this work are important for developing management strategies to reduce losses in olive oil yield and quality caused by pathogens.application/pdfporPatógenoAzeitonaDoença de plantaRio Grande do SulIdentificação e caracterização de patógenos associados a oliveira (Olea Europaea L.) no Rio Grande do SulIdentification and characterization of pathogens associated to olive trees (Olea Europaea L.) in Rio Grande do Sul state info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de AgronomiaPrograma de Pós-Graduação em FitotecniaPorto Alegre, BR-RS2019doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001209919.pdf.txt001209919.pdf.txtExtracted Texttext/plain146755http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297338/2/001209919.pdf.txt86ac36846b3ec5593424bc53ee675f95MD52ORIGINAL001209919.pdfTexto completoapplication/pdf2279656http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297338/1/001209919.pdf80bfa033c09ffc6a4733ae0f74fce17cMD5110183/2973382025-09-25 08:04:01.844149oai:www.lume.ufrgs.br:10183/297338Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-25T11:04:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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A oliveira (Olea europaea L.) originária da Bacia do Mediterrâneo, está sendo cultivada em vários países e possui cada vez mais importância no setor econômico mundial. No Brasil, áreas cultivadas com oliveira estão aumentando a cada ano, entretanto, existem poucas informações, principalmente, sobre as doenças que afetam o cultivo. A antracnose da oliveira causada por diferentes espécies do fungo Colletotrichum, é uma doença comum em olivais e afeta a produtividade e a qualidade do azeite. Nesse estudo foram realizados isolamentos de Colletotrichum spp. de material vegetal contendo sintomas de antracnose em olivais localizados no Rio Grande do Sul. Foi avaliado o crescimento micelial de oito isolados de Colletotrichum de diferentes regiões do Estado, frente a seis fungicidas em diferentes concentrações. Foram realizadas a caracterização e identificação de isolados de Colletotrichum associadas com a antracnose da oliveira em nível de complexo e espécie, bem como, a identificação de patógenos associados com a síndrome de decaimento da oliveira, uma nova doença de etiologia desconhecida que está afetando olivais no Rio Grande do Sul. Todos os fungicidas inibiram o crescimento micelial de Colletotrichum quando comparados com a testemunha, e piraclostrobina foi o mais eficiente na inibição do crescimento micelial na menor concentração, seguido por oxicloreto de cobre, porém, na maior concentração. Mancozeb foi o fungicida que obteve o menor controle do crescimento micelial a qualquer concentração. Os resultados de identificação dos isolados demonstraram que o complexo C. acutatum é predominante em olivais do Rio Grande do Sul e C. nymphaeae, pertencente a este complexo, é a espécie prevalente. Esse é o primeiro relato de C. nymphaeae causando antracnose da oliveira no Brasil. Vários fungos foram isolados de material com sintomas da síndrome do decaimento, e testes de patogenicidade em mudas de oliveira foram positivos, mas não foi possível realizar o cultivo puro do agente causal e comprovar os postulados de Kock. Os resultados desse trabalho são importantes para o desenvolvimento de estratégias de manejo, para diminuir perdas no rendimento e qualidade do azeite causadas por patógenos. |
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