Aptidão cardiorrespiratória na relação da saúde metabólica em adolescentes obesos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Flores, Larissa Sabbado
Orientador(a): Meyer, Flavia
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/220498
Resumo: A obesidade infantojuvenil é um problema vigente de saúde pública mundial, pois pesquisas apontam que pode prejudicar a saúde metabólica. No adolescente, ainda é incerto a existência da condição de obesidade metabolicamente saudável, a qual pressupõe que a boa aptidão cardiorrespiratória (APCR) atenuaria o risco cardiometabólico. O objetivo deste estudo foi analisar os parâmetros de risco metabólico, a relação da adiposidade e APCR, a flexibilidade e potência de membros inferiores em relação ao grau de obesidade e APCR. Também, o estudo identificou o componente da composição corporal que melhor se associou com a APCR. Foram avaliados 117 adolescentes púberes alocados em oito grupos, separados por sexo, presença de obesidade e nível de APCR. A obesidade foi classificada considerando o percentual de gordura (%TG) ≥30 para as meninas e ≥25 para os meninos. A APCR, determinada em teste cicloergômetro, foi considerada alta para valores ≥+0,25 Z-escore e baixa para valores ≤-0,25 Zescore do VO2pico (mL.Kg-1MM.min-1 ). Como variáveis dependentes foram verificados os fatores de risco cardiometabólico: pressão arterial (sistólica e diastólica (PAS e PAD)) e no sangue: glicose (GL), insulina, colesterol total (CT), HDL, LDL e triglicerídeos (TRIG). Foram, também, realizadas medidas antropométricas, um teste de flexibilidade (banco de Wells) e um teste de potência de membros inferiores (salto em distância). Nas análises estatísticas foi utilizado um valou de p≤0,005, sendo na comparação entre sexos realizado o teste t independente ou Mann-Whitney. Para a análise entre os grupos, utilizou-se o teste ANOVA one way ou Kruskal-Wallis, com post-hoc de Bonferroni. O teste ANOVA de duas vias foi utilizado para verificar a interação e o efeito da adiposidade e APCR na relação com os parâmetros de saúde metabólica nos diferentes grupos. Como resultados, encontramos que cerca de 50% dos adolescentes apresentaram pelo menos um dos componentes da saúde metabólica alterado, independente da adiposidade e APCR. O %TG apresentou uma tendência de relação com a insulina, CT e TRIG, enquanto a APCR com a GL e PAD. A variável da composição corporal que se relacionou com a APCR foi o IMC, mostrando que uma APCR satisfatória reduz em cerca de 50% o risco de terem excesso de peso. Tanto a flexibilidade como a potência dos membros inferiores foram diferentes entre os sexos e o salto também mostrou diferença entre os valores médios dos grupos. Concluindo, o estudo indicou uma tendência de relacionar a APCR como favorável para os valores de parâmetros de risco metabólico e a obesidade permaneceu, também, como uma condição de risco relacionada à saúde de adolescentes.
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spelling Flores, Larissa SabbadoMeyer, Flavia2021-05-04T04:27:52Z2020http://hdl.handle.net/10183/220498001124795A obesidade infantojuvenil é um problema vigente de saúde pública mundial, pois pesquisas apontam que pode prejudicar a saúde metabólica. No adolescente, ainda é incerto a existência da condição de obesidade metabolicamente saudável, a qual pressupõe que a boa aptidão cardiorrespiratória (APCR) atenuaria o risco cardiometabólico. O objetivo deste estudo foi analisar os parâmetros de risco metabólico, a relação da adiposidade e APCR, a flexibilidade e potência de membros inferiores em relação ao grau de obesidade e APCR. Também, o estudo identificou o componente da composição corporal que melhor se associou com a APCR. Foram avaliados 117 adolescentes púberes alocados em oito grupos, separados por sexo, presença de obesidade e nível de APCR. A obesidade foi classificada considerando o percentual de gordura (%TG) ≥30 para as meninas e ≥25 para os meninos. A APCR, determinada em teste cicloergômetro, foi considerada alta para valores ≥+0,25 Z-escore e baixa para valores ≤-0,25 Zescore do VO2pico (mL.Kg-1MM.min-1 ). Como variáveis dependentes foram verificados os fatores de risco cardiometabólico: pressão arterial (sistólica e diastólica (PAS e PAD)) e no sangue: glicose (GL), insulina, colesterol total (CT), HDL, LDL e triglicerídeos (TRIG). Foram, também, realizadas medidas antropométricas, um teste de flexibilidade (banco de Wells) e um teste de potência de membros inferiores (salto em distância). Nas análises estatísticas foi utilizado um valou de p≤0,005, sendo na comparação entre sexos realizado o teste t independente ou Mann-Whitney. Para a análise entre os grupos, utilizou-se o teste ANOVA one way ou Kruskal-Wallis, com post-hoc de Bonferroni. O teste ANOVA de duas vias foi utilizado para verificar a interação e o efeito da adiposidade e APCR na relação com os parâmetros de saúde metabólica nos diferentes grupos. Como resultados, encontramos que cerca de 50% dos adolescentes apresentaram pelo menos um dos componentes da saúde metabólica alterado, independente da adiposidade e APCR. O %TG apresentou uma tendência de relação com a insulina, CT e TRIG, enquanto a APCR com a GL e PAD. A variável da composição corporal que se relacionou com a APCR foi o IMC, mostrando que uma APCR satisfatória reduz em cerca de 50% o risco de terem excesso de peso. Tanto a flexibilidade como a potência dos membros inferiores foram diferentes entre os sexos e o salto também mostrou diferença entre os valores médios dos grupos. Concluindo, o estudo indicou uma tendência de relacionar a APCR como favorável para os valores de parâmetros de risco metabólico e a obesidade permaneceu, também, como uma condição de risco relacionada à saúde de adolescentes.Pediatric obesity is a current worldwide public health problem, as it is believed to impair the metabolic health condition. In obese adolescents is still uncertain the existence of a metabolic healthy condition, which presupposes that a good cardiorespiratory fitness (CRF) would attenuate the cardiometabolic risk. The purpose of this study was to analyze the metabolic risk parameters, as related to body adiposity and CRF as well as the flexibility level and lower limbs power in adolescents. Another purpose was to identify the component of body composition that best relates to CRF. 117 pubescent adolescents were allocated in eight groups, separated by sex, presence of obesity and CRF level. Obesity was classified considering % body fat ≥30 for girls and ≥25 for boys. The CRF, determined through a progressive test on a cycle ergometer, was considered high for values ≥+0.25 Zscore and low for values ≤-0.25 Z-score of VO2peak (mL.Kg-1MM.min-1 ). As dependent variables, cardiometabolic risk factors were verified: blood pressure (systolic and diastolic (SBP and DBP)), and in the blood: glucose (GL), insulin, total cholesterol (TC), HDL, LDL and triglycerides (TRIG). Anthropometric measurements, a flexibility test (Wells bench) and a lower limb power test (long jump) were also performed. Comparisons between sex were analyzed through independent test t or Mann-Whitney. The analysis between the groups was realized through ANOVA one way or Kruskal-Wallis tests with Bonferroni post-hoc. The two-way ANOVA test was used to verify the interaction and effect of adiposity and CRF on the relationship with metabolic health parameters in different groups. As a result, we found that about 50% of adolescents presented at least one of metabolic health component altered, regardless of adiposity and CRF. The % fat showed a tendency of relationship with insulin, CT and TRIG, while the CRF with GL and PAD. The body composition variable that was related to the CRF was the BMI, showing that a satisfactory CRF reduced the risk of being overweight by 50%. Both flexibility and lower limbs power differed between sex and the jump distance also showed a difference among groups. In conclusion, this study indicated a tendency to relate the CRF effect as favorable for the metabolic risk values and obesity also remained a health risk condition related in adolescents.application/pdfporAptidão físicaObesidadeAdolescentesConsumo de oxigêniophysical capacityAptidão cardiorrespiratória na relação da saúde metabólica em adolescentes obesosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de Educação Física, Fisioterapia e DançaPrograma de Pós-Graduação em Ciências do Movimento HumanoPorto Alegre, BR-RS2020doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001124795.pdf.txt001124795.pdf.txtExtracted Texttext/plain179882http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/220498/2/001124795.pdf.txte123d477b4ee0a8eccf08af83c3e7e41MD52ORIGINAL001124795.pdfTexto completoapplication/pdf1643859http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/220498/1/001124795.pdff5eff53fc183c9257b90979e591a37fbMD5110183/2204982021-08-18 04:51:03.597034oai:www.lume.ufrgs.br:10183/220498Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532021-08-18T07:51:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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