Greves do professorado angolano 2017-2024 : uma escuta dos seus sujeitos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Artur, Alonso Carlos
Orientador(a): Búrigo, Elisabete Zardo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/284799
Resumo: Para entender como as greves realizadas pelo Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) repercutem na valorização do trabalho docente em Angola, conduzimos uma pesquisa que contextualiza os eventos deflagrados pelos movimentos grevistas entre 2017 e 2024, analisando suas motivações. O objetivo geral foi analisar como as greves do professorado angolano repercutem na valorização do trabalho docente. A pesquisa foi fundamentada em autores que tratam de trabalho docente e movimentos sociais, especialmente Alberto Melucci e Dalila Oliveira. Para a condução e o desenvolvimento da pesquisa utilizamos uma abordagem metodológica qualitativa, incluindo consultas a documentos legais que regulamentam a educação em Angola, jornais impressos e digitais de circulação em Angola, na intenção da produzir dados os mais próximos da realidade que estamos estudando, entrevistamos professores/as de duas regiões do país, com apoio de um roteiro semiestruturado, buscando entender efeitos do movimento grevista sobre a valorização do trabalho docente. Na análise, são considerados os avanços já alcançados pelos docentes e os objetivos futuros, considerando as demandas do Sinprof e as respostas do governo angolano, representado pelo Ministério da Educação (MED). Os resultados da pesquisa demonstram que as greves têm repercutido positivamente na valorização do trabalho docente em Angola. No entanto, os/as professores/as consideram os avanços insuficientes, embora reconheçam melhorias desde o início das greves lideradas pelo Sinprof. Eles/as também acreditam que, se a categoria mantiver o ritmo atual de reivindicações, grandes vitórias poderão ser alcançadas no futuro para melhorar as condições de trabalho docente.
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