Determinação do defeito crítico em ulna de codorna-doméstica (Coturnix coturnix japonica)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silva, Bruna Zafalon da
Orientador(a): Alievi, Marcelo Meller
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/194563
Resumo: O presente estudo teve como objetivo determinar o defeito ósseo crítico em diáfise ulnar de codorna-doméstica (Coturnix coturnix japonica). Para o experimento, 36 codornas-domésticas foram distribuídas de forma randomizada, em dois grupos (GI e GII), sendo que no grupo I (GI) não foi utilizada qualquer estabilização da ulna e no grupo II (GII) a ulna foi estabilizada com um pino liso de Kirschner de 0,8 mm de diâmetro. Cada grupo foi subdividido em três subgrupos de 6 animais, onde foram realizados 3 diferentes defeitos ósseos em diáfise de ulna: subgrupo osteotomia (GI-0 e GII-0) e ostectomia de 2 (GI-2 e GII-2) e 4 vezes (GI-4 e GII-4) o diâmetro diafisário ulnar. Para avaliação de não-união e determinação do defeito crítico foram realizados exames radiográficos do membro operado aos 10, 30 e 60 dias de pós-operatório e, a partir desses, foram estabelecidos escores de não-união, avaliação da taxa de consolidação e análise goniométrica da articulação úmero-radio-ulnar e carpo. Na análise estatística foram observadas diferenças entre os grupos GI e GII e entre os diferentes tempos de avaliação pós-operatória (p<0,05) para avaliação dos escores de não-união. Para análise goniométrica, não foram observadas diferenças significativas, inferindo adequação dos métodos. Foram observadas consolidações somente no grupo osteotomia (GI-0 e GII-0) com diferença estatística (p=0,01) aos 60 dias de pós-operatório, sendo as maiores taxas de consolidação (100%) no GII-0. Para os subgrupos GI-2 e GI-4 e GII-2 e GII-4 foi constatada a não-união radiográfica em todos os animais, corroborando o defeito crítico em duas vezes o diâmetro da ulna (média de 6 mm). Assim, conclui-se que o defeito crítico da diáfise de ulna em codornas-domésticas é duas vezes o diâmetro deste osso independentemente da utilização de pino intramedular.
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