Tradução, adaptação cultural e validação de dois instrumentos de avaliação do sono : escala de sonolência de Epworth e índice de qualidade de sono de Pittsburgh
| Ano de defesa: | 2008 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/14041 |
Resumo: | Objetivo: Validar a Escala de Sonolência de Epworth e o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh para o português do Brasil. Materiais e Método: As versões no português do Brasil de ambos os questionários, a ESSBR e o PSQI-BR, foram desenvolvidas de acordo com as seguintes etapas: a) tradução; b) retrotradução; c) comparação da tradução e retrotradução por um grupo de especialistas; d) aplicação em bilíngües. A ESS-BR foi posteriormente aplicada em pacientes de 18 a 65 anos, com diagnóstico clínico de ronco, insônia psicofisiológica ou idiopática ou Síndrome da Apnéia-Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS), que realizaram o exame de polissonografia (PSG) no período de Janeiro de 2006 a Setembro de 2007. O PSQI-BR foi aplicado através de procedimento semelhante, nos pacientes com os seguintes diagnósticos: depressão, insônia psicofisiológica ou idiopática ou SAHOS. Um grupo controle foi composto por pacientes e funcionários do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), que não apresentavam queixas relacionadas ao sono e cujo resultado da PSG foi normal. Resultados: Um total de 114 pacientes (34 com ronco, 21 com insônia e 59 com SAHOS) e 21 controles completaram a ESS-BR e realizaram a PSG. O coeficiente de confiabilidade (α de Cronbach) dos 8 itens da escala foi de 0,83; indicando alto grau de consistência interna. A média ± desvio padrão (DP) dos escores da ESS-BR nos grupos foi de: 5,2 ± 3,0 nos controles; 8,8 ± 3,4 no ronco primário; 5,3 ± 2,6 na insônia; 13,5 ± 5,1 na SAHOS. Demonstrou-se diferenças significativas nos escores do ESS-BR entre os quatro grupos (p<0,001). Testes Posthoc de Duncan entre grupos pareados mostraram que os escores totais do ESS-BR nos insones não diferiram dos controles (p>0,05). Os escores no grupo de pacientes com SAHOS e no grupo de pacientes com ronco foram significativamente maiores que os escores no grupo dos controles (p<0,05). No entanto, quando comparados SAHOS e ronco, os escores do primeiro grupo foram significativamente maiores que os do segundo (p<0,05). No PSQI-BR, 83 pacientes (43 com SAHOS, 21 com insônia e 19 com depressão) e 21 controles completaram o questionário e realizaram a PSG. Observou-se que os 7 componentes do questionário tiveram um α de Cronbach de 0,82. A média ± desvio padrão (DP) dos escores do PSQI-BR nos grupos foi de: 2,48 ± 1,99 nos controles; 8,14 ± 3,97 na SAHOS; 12,81 ± 3,68 na insônia; e 14,53 ± 3,67 na depressão. Diferenças significativas nos escores totais do PSQI-BR entre os 4 grupos (p<0,001) foram observadas. Os grupos de SAHOS, depressão e insônia obtiveram escores do PSQI-BR significativamente maiores quando comparados ao grupo de controles (p<0,05). Não houve diferença significativa entre os escores dos grupos de insones e de depressão (p>0,05), porém ambos foram maiores que no grupo com SAHOS (p<0,05). Conclusões: Os dados desse estudo demonstram que a ESS-BR e o PSQI-BR são instrumentos equivalentes a suas respectivas versões originais, quando aplicados em indivíduos de língua portuguesa do Brasil. |
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Bertolazi, Alessandra NaimaierMenna Barreto, Sérgio Saldanha2008-09-26T04:12:58Z2008http://hdl.handle.net/10183/14041000653543Objetivo: Validar a Escala de Sonolência de Epworth e o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh para o português do Brasil. Materiais e Método: As versões no português do Brasil de ambos os questionários, a ESSBR e o PSQI-BR, foram desenvolvidas de acordo com as seguintes etapas: a) tradução; b) retrotradução; c) comparação da tradução e retrotradução por um grupo de especialistas; d) aplicação em bilíngües. A ESS-BR foi posteriormente aplicada em pacientes de 18 a 65 anos, com diagnóstico clínico de ronco, insônia psicofisiológica ou idiopática ou Síndrome da Apnéia-Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS), que realizaram o exame de polissonografia (PSG) no período de Janeiro de 2006 a Setembro de 2007. O PSQI-BR foi aplicado através de procedimento semelhante, nos pacientes com os seguintes diagnósticos: depressão, insônia psicofisiológica ou idiopática ou SAHOS. Um grupo controle foi composto por pacientes e funcionários do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), que não apresentavam queixas relacionadas ao sono e cujo resultado da PSG foi normal. Resultados: Um total de 114 pacientes (34 com ronco, 21 com insônia e 59 com SAHOS) e 21 controles completaram a ESS-BR e realizaram a PSG. O coeficiente de confiabilidade (α de Cronbach) dos 8 itens da escala foi de 0,83; indicando alto grau de consistência interna. A média ± desvio padrão (DP) dos escores da ESS-BR nos grupos foi de: 5,2 ± 3,0 nos controles; 8,8 ± 3,4 no ronco primário; 5,3 ± 2,6 na insônia; 13,5 ± 5,1 na SAHOS. Demonstrou-se diferenças significativas nos escores do ESS-BR entre os quatro grupos (p<0,001). Testes Posthoc de Duncan entre grupos pareados mostraram que os escores totais do ESS-BR nos insones não diferiram dos controles (p>0,05). Os escores no grupo de pacientes com SAHOS e no grupo de pacientes com ronco foram significativamente maiores que os escores no grupo dos controles (p<0,05). No entanto, quando comparados SAHOS e ronco, os escores do primeiro grupo foram significativamente maiores que os do segundo (p<0,05). No PSQI-BR, 83 pacientes (43 com SAHOS, 21 com insônia e 19 com depressão) e 21 controles completaram o questionário e realizaram a PSG. Observou-se que os 7 componentes do questionário tiveram um α de Cronbach de 0,82. A média ± desvio padrão (DP) dos escores do PSQI-BR nos grupos foi de: 2,48 ± 1,99 nos controles; 8,14 ± 3,97 na SAHOS; 12,81 ± 3,68 na insônia; e 14,53 ± 3,67 na depressão. Diferenças significativas nos escores totais do PSQI-BR entre os 4 grupos (p<0,001) foram observadas. Os grupos de SAHOS, depressão e insônia obtiveram escores do PSQI-BR significativamente maiores quando comparados ao grupo de controles (p<0,05). Não houve diferença significativa entre os escores dos grupos de insones e de depressão (p>0,05), porém ambos foram maiores que no grupo com SAHOS (p<0,05). Conclusões: Os dados desse estudo demonstram que a ESS-BR e o PSQI-BR são instrumentos equivalentes a suas respectivas versões originais, quando aplicados em indivíduos de língua portuguesa do Brasil.application/pdfporSonoEstudo de validaçãoInquéritos e questionáriosTraduçãoComparação transculturalFases do sonoTranstornos do sono-vigíliaQualidade de vidaTradução, adaptação cultural e validação de dois instrumentos de avaliação do sono : escala de sonolência de Epworth e índice de qualidade de sono de Pittsburghinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Medicina: Ciências MédicasPorto Alegre, BR-RS2008mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000653543.pdf000653543.pdfTexto completoapplication/pdf439050http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/14041/1/000653543.pdfeed7c6ae2face8aebd52c25f3c30ddf5MD51TEXT000653543.pdf.txt000653543.pdf.txtExtracted Texttext/plain146136http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/14041/2/000653543.pdf.txtfec15e1ed7b32eedf40b842bd99e291eMD52THUMBNAIL000653543.pdf.jpg000653543.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1245http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/14041/3/000653543.pdf.jpg0bd3363ea4ef6608f62ef14ffc56c96fMD5310183/140412024-11-24 07:55:10.074304oai:www.lume.ufrgs.br:10183/14041Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532024-11-24T09:55:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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