A pontuação : em busca de uma definição
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302690 |
Resumo: | Partindo da premissa de que os sinais de pontuação são entendidos e tratados de modos diferentes por diferentes autores, o objetivo geral desta pesquisa é averiguar se há algo de comum nos diferentes entendimentos dos sinais de pontuação que possa unificar esses entendimentos e justificar o uso do artigo definido “a” para falarmos em “a pontuação”. A abordagem escolhida para a investigação foi a de caráter exploratório, com base na metodologia de revisão narrativa de literatura. A fim de compreender que perspectivas, entendimentos e conceituações podem ser depreendidos dos sinais de pontuação, três diferentes domínios são abordados neste trabalho: a história dos sinais, a gramática e os manuais. Na tradição histórica, as marcas de pontuação aparecem como uma técnica gráfica, intimamente ligada à leitura, à escrita e ao poder. Nas gramáticas, por sua vez, são vistas principalmente como um sistema de sinais que desempenham alguma função; essa função, por sua vez, é definida a partir da forma como as diferentes gramáticas organizam esse sistema – seja dando privilégio à sintaxe, à oralidade, à representação ou às convecções. Já nos manuais, as marcas passam a ser compreendidas como recursos textuais que tanto influenciam quanto orientam o leitor, auxiliando na clareza e na construção dos efeitos de sentido do texto. A diversidade dos trabalhos e das abordagens aponta para uma mesma direção: é impossível reduzir a pontuação a um sistema único, porque ela se constitui conforme o olhar que a recorta, o método que a descreve – que é sempre de um sujeito. Falar em “a pontuação”, portanto, não significaria postular uma unidade, mas sim reconhecer que existe um conjunto de práticas, de objetos e de funções que, mesmo que muito diverso, insiste em se predicar sob um mesmo nome. A unidade, portanto, não está no objeto, mas no uso do nome que o referencia. |
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Rigo, Vinícius FestaEndruweit, Magali Lopes2026-03-26T07:59:35Z2025http://hdl.handle.net/10183/302690001302472Partindo da premissa de que os sinais de pontuação são entendidos e tratados de modos diferentes por diferentes autores, o objetivo geral desta pesquisa é averiguar se há algo de comum nos diferentes entendimentos dos sinais de pontuação que possa unificar esses entendimentos e justificar o uso do artigo definido “a” para falarmos em “a pontuação”. A abordagem escolhida para a investigação foi a de caráter exploratório, com base na metodologia de revisão narrativa de literatura. A fim de compreender que perspectivas, entendimentos e conceituações podem ser depreendidos dos sinais de pontuação, três diferentes domínios são abordados neste trabalho: a história dos sinais, a gramática e os manuais. Na tradição histórica, as marcas de pontuação aparecem como uma técnica gráfica, intimamente ligada à leitura, à escrita e ao poder. Nas gramáticas, por sua vez, são vistas principalmente como um sistema de sinais que desempenham alguma função; essa função, por sua vez, é definida a partir da forma como as diferentes gramáticas organizam esse sistema – seja dando privilégio à sintaxe, à oralidade, à representação ou às convecções. Já nos manuais, as marcas passam a ser compreendidas como recursos textuais que tanto influenciam quanto orientam o leitor, auxiliando na clareza e na construção dos efeitos de sentido do texto. A diversidade dos trabalhos e das abordagens aponta para uma mesma direção: é impossível reduzir a pontuação a um sistema único, porque ela se constitui conforme o olhar que a recorta, o método que a descreve – que é sempre de um sujeito. Falar em “a pontuação”, portanto, não significaria postular uma unidade, mas sim reconhecer que existe um conjunto de práticas, de objetos e de funções que, mesmo que muito diverso, insiste em se predicar sob um mesmo nome. A unidade, portanto, não está no objeto, mas no uso do nome que o referencia.Based on the premise that punctuation marks are understood and treated in different ways by different authors, the objective of this research is to investigate whether there is something common among these various understandings that could unify them and justify the use of the definite article “the” when referring to “the punctuation”. The methodological approach follows an exploratory design, grounded in a narrative literature review. To understand the perspectives, comprehensions, and conceptualizations that can be inferred from punctuation marks, three different domains are analyzed: the history of the marks, grammar reference guides, and writing manuals. In the historical tradition, punctuation marks appear as a graphic technique closely tied to reading, writing, and power. In grammar guides traditions, they are viewed primarily as a system of signs that perform certain functions; these functions are defined according to how different guides organize this system – whether privileging syntax, orality, representation, or conventions. In writing manuals, punctuation marks come to be understood as textual resources that both influence and guide the reader, helping to ensure clarity and to construct effects of meaning in the text. The diversity of works and approaches nonetheless points in the same direction: it is impossible to reduce punctuation to a single system, because it is constituted according to the perspective through which it is framed and the method through which it is described – always guided by a specific point of view. Referring to punctuation as “the punctuation,” therefore, does not mean positing a unified object, but rather acknowledging that there exists a set of practices, objects, and functions that, although highly diverse, persist in being designated by the same name. The unity, therefore, does not lie in the object itself, but in the use of the name that refers to it.application/pdfporPontuaçãoGramáticaLinguagemPunctuation marksHistory of punctuationGrammarWriting manualsDefinitionA pontuação : em busca de uma definiçãoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de LetrasPrograma de Pós-Graduação em LetrasPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001302472.pdf.txt001302472.pdf.txtExtracted Texttext/plain46455http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302690/2/001302472.pdf.txtb7178ab9e2e6e81dd519a9ad1303ed7eMD52ORIGINAL001302472.pdfTexto parcialapplication/pdf590675http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302690/1/001302472.pdf53de204bacd8a4fdb59c06a5d992f393MD5110183/3026902026-03-27 08:04:20.769349oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302690Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-03-27T11:04:20Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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