Avaliação da comunidade fitoplanctônica em lagoas de estabilização utilizadas no tratamento de efluentes domésticos : estudo de caso - ETE - UCS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Soldatelli, Volnei Flávio
Orientador(a): Schwarzbold, Albano
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/10953
Resumo: Este trabalho teve por objetivo relacionar a estrutura da comunidade fitoplanctônica com as variáveis físicas, físico-químicas e químicas das Lagoas de Maturação da Estação de Tratamento de Esgotos da Universidade de Caxias do Sul, no período de um ano. Foram considerados os atributos da comunidade (riqueza, composição, densidade, diversidade e eqüitabilidade), suas relações com as variáveis abióticas (temperatura do ar e da água, turbidez, transparência da água, pH, condutividade elétrica, OD, DBO5 total e solúvel, DQO total e solúvel, sólidos suspensos totais e voláteis, nitrato, nitrito, nitrogênio amoniacal e fósforo total), além da precipitação pluviométrica e da intensidade do vento. As amostragens foram mensais no período de agosto/05 a julho/06. As análises quali-quantitativas do fitoplâncton foram realizadas em microscópio binocular, sendo que, para a quantificação, utilizou-se a câmara de Sedwick-Rafter. Na análise quali-quantitativa foram identificados 242 táxons em níveis genérico, específico e infra-específico.A comunidade fitoplanctônica mostrou-se semelhante nos doze meses amostrados, sendo que as classes Chlorophyceae e Zignematophyceae foram as mais representativas nos períodos mais quentes. No período de temperaturas mais baixas, predominaram as classes Cianophyceae, Bacillariophyceae e Euglenophyceae. Os gêneros com maior densidade anual, dentre as classes estudadas, foram representados por: Chlamydomonas, Synechocystis, Surirella, Euglena e Cosmarium. As espécies com maior densidade anual, dentre os gêneros registrados, foram: Chlorella miniata, Synechocystis aquatilis, Surirella ovata, Lepocinclis fusiformis e Cosmarium sp c. Os resultados mostraram que ocorreu uma variação sazonal no "standing-stock" com um máximo no outono e verão e um mínimo na primavera e no inverno. O "standing-stock" foi de 589.060 ind./mL a 1.181.498 ind./mL, com o valor médio anual de 898.166 ind./mL. Os índices de diversidade e eqüitabilidade, bem como os valores de riqueza, apresentaram uma pequena diferença entre as estações do ano e entre as estações amostradas, porém revelaram uma maior diferença entre os meses amostrados.Na análise de agrupamento, tanto a riqueza quanto a abundância de indivíduos encontradas na Entrada da Lagoa de Maturação 1 (ELM1) e Saída da Lagoa de Maturação 1 (SLM1) foram similares entre si, no entanto diferiram da encontrada na Saída da Lagoa de Maturação 2 (SLM2). Essa diferença foi determinada, provavelmente, pelas variações existentes entre as variáveis ambientais estudadas da Lagoa de Maturação 1 (LM1) e da Lagoa de Maturação 2 (LM2) e pelo tempo de detenção hidráulica de cada Lagoa de Maturação. Na análise de regressão linear múltipla, constatou-se que a turbidez foi a única variável que influenciou diretamente na riqueza, abundância e diversidade fitoplanctônica. Isso ocorreu, provavelmente, porque essa variável reduz a penetração da luz, fator que controla a temperatura e a fotossíntese, alterando, com isso, a estrutura da comunidade fitoplanctônica.
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spelling Soldatelli, Volnei FlávioSchwarzbold, AlbanoBeal, Lademir Luiz2007-10-16T16:05:03Z2007http://hdl.handle.net/10183/10953000600635Este trabalho teve por objetivo relacionar a estrutura da comunidade fitoplanctônica com as variáveis físicas, físico-químicas e químicas das Lagoas de Maturação da Estação de Tratamento de Esgotos da Universidade de Caxias do Sul, no período de um ano. Foram considerados os atributos da comunidade (riqueza, composição, densidade, diversidade e eqüitabilidade), suas relações com as variáveis abióticas (temperatura do ar e da água, turbidez, transparência da água, pH, condutividade elétrica, OD, DBO5 total e solúvel, DQO total e solúvel, sólidos suspensos totais e voláteis, nitrato, nitrito, nitrogênio amoniacal e fósforo total), além da precipitação pluviométrica e da intensidade do vento. As amostragens foram mensais no período de agosto/05 a julho/06. As análises quali-quantitativas do fitoplâncton foram realizadas em microscópio binocular, sendo que, para a quantificação, utilizou-se a câmara de Sedwick-Rafter. Na análise quali-quantitativa foram identificados 242 táxons em níveis genérico, específico e infra-específico.A comunidade fitoplanctônica mostrou-se semelhante nos doze meses amostrados, sendo que as classes Chlorophyceae e Zignematophyceae foram as mais representativas nos períodos mais quentes. No período de temperaturas mais baixas, predominaram as classes Cianophyceae, Bacillariophyceae e Euglenophyceae. Os gêneros com maior densidade anual, dentre as classes estudadas, foram representados por: Chlamydomonas, Synechocystis, Surirella, Euglena e Cosmarium. As espécies com maior densidade anual, dentre os gêneros registrados, foram: Chlorella miniata, Synechocystis aquatilis, Surirella ovata, Lepocinclis fusiformis e Cosmarium sp c. Os resultados mostraram que ocorreu uma variação sazonal no "standing-stock" com um máximo no outono e verão e um mínimo na primavera e no inverno. O "standing-stock" foi de 589.060 ind./mL a 1.181.498 ind./mL, com o valor médio anual de 898.166 ind./mL. Os índices de diversidade e eqüitabilidade, bem como os valores de riqueza, apresentaram uma pequena diferença entre as estações do ano e entre as estações amostradas, porém revelaram uma maior diferença entre os meses amostrados.Na análise de agrupamento, tanto a riqueza quanto a abundância de indivíduos encontradas na Entrada da Lagoa de Maturação 1 (ELM1) e Saída da Lagoa de Maturação 1 (SLM1) foram similares entre si, no entanto diferiram da encontrada na Saída da Lagoa de Maturação 2 (SLM2). Essa diferença foi determinada, provavelmente, pelas variações existentes entre as variáveis ambientais estudadas da Lagoa de Maturação 1 (LM1) e da Lagoa de Maturação 2 (LM2) e pelo tempo de detenção hidráulica de cada Lagoa de Maturação. Na análise de regressão linear múltipla, constatou-se que a turbidez foi a única variável que influenciou diretamente na riqueza, abundância e diversidade fitoplanctônica. Isso ocorreu, provavelmente, porque essa variável reduz a penetração da luz, fator que controla a temperatura e a fotossíntese, alterando, com isso, a estrutura da comunidade fitoplanctônica.The aim of this paper is to establish a relationship between the phytoplanktic’s community structure with the physical, physical-chemical and chemical variables of the Maturation Lakes from Station Sewerage Treatment of Caxias do Sul University, over a year. It has been considered the community’s features (richness, composition, density, diversity and equitability), their relationships between the abiotic variables (air and water temperature, turbidity, water transparency, pH, eletric conductivity, DO, total and soluble BOD5, total and soluble COD, total and volatile suspendend solids, nitrate, nitrite, ammonium nitrogen and total phosphorus), as well as the rainfalls and the wind’s intensity. The samples were taken monthly from August 2005 to July 2006. The quali-quantitative phytoplankton analysis were carried out in a binocular optic microscope and for the quantification a of Sedwick-Rafter’s chamber was used as well. In the quali-quantitative analysis were identified 242 taxa in generic levels, specific and infra-specific. The phytoplanktic community was similar all over the 12 months sampled, however the Chlorophyceae and Zignematophyceae were more significant in the hot months. In the low temperature months it could be perceived the Cianophyceae, Bacillariophyceae and the Euglenophyceae more significantly.The genre with higher annual density among the classes been studied were: Chlamydomonas, Synechocystis, Surirella, Euglena and Cosmarium. The species with highest annual density among the classes been studied were: Chorella miniata, Synechocystis aquatilis, Surirella ovata, Lepocinclis fusiformis and Cosmarium sp c. The results showed a seasonal variation in the standing-stock with a maximum in the fall and summer and a minimum in the spring and winter. The standing-stock was 589.060 ind./mL a 1.181.498 ind./mL, with the medium annual rate of 898.166 ind./mL. The diversity and equality levels, as well as the richness values showed a slight difference among the seasons of the year themselves and the seasons sampled, however, they showed a bigger difference in the sampled months. In the grouping analysis, either the richness or the abundance of individuals found in the entrance of Maturation Lake 1 (EML1) and the exit of the Maturation Lake1 (SML1), were alike each other, however, they differ from those found in the exit of the Maturation Lake 2 (SML2). This difference was probably defined by the remaining environmental variables studied from Maturation Lake 1 (ML1) and from the Maturation Lake 2 (ML2) and for the time of hydraulical retention of each Maturation Lake. In the linear multiple regression analysis, the results showed that the turbidity was the only variable that influenced directly in the phytoplanktic’s richness, abundance and diversity. That probably might have happened due to the turbity which reduces the light penetration, a factor which controls the temperature, the photosyntesis, changing that way the structure of the phytoplanktic community.application/pdfporFitoplânctonLagoas de estabilizacaoEstação de tratamento de esgotoPhytoplanktonCommunity’s structureEnvironmental variablesStabilization lakesStation sewerage treatmentAvaliação da comunidade fitoplanctônica em lagoas de estabilização utilizadas no tratamento de efluentes domésticos : estudo de caso - ETE - UCSinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de BiociênciasPrograma de Pós-Graduação em EcologiaPorto Alegre, BR-RS2007mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000600635.pdf000600635.pdfTexto completoapplication/pdf1416732http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/10953/1/000600635.pdf4481c78a2adc10cc0d8f6f71c73200e9MD51TEXT000600635.pdf.txt000600635.pdf.txtExtracted Texttext/plain314894http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/10953/2/000600635.pdf.txt2d24bb635611f5b3e24507f9486b3b2dMD52THUMBNAIL000600635.pdf.jpg000600635.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1155http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/10953/3/000600635.pdf.jpgd06990b4fd4b2347a99ec3d9eacf6066MD5310183/109532018-10-15 07:49:57.785oai:www.lume.ufrgs.br:10183/10953Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-15T10:49:57Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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