Associação do risco de fraturas com fragilidade clínica e sarcopenia na atenção primária à saúde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Dal Osto, Léo Canterle
Orientador(a): Fighera, Tayane Muniz
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/302182
Resumo: A avaliação do risco de fraturas na população idosa exige abordagens que transcendam a mensuração isolada da densidade mineral óssea (DMO). Ferramentas complementares, como o trabecular bone score (TBS), bem como parâmetros musculares e funcionais, têm sido progressivamente incorporadas para uma compreensão mais abrangente da saúde musculoesquelética. O primeiro artigo dessa tese teve como objetivo comparar indivíduos com alta massa óssea com controles quanto aos valores de TBS e à presença de sinais de osteoartrite em exames de densitometria óssea. Os resultados demonstraram que, apesar das diferenças significativas na DMO, os valores de TBS não diferiram entre os grupos, indicando que a alta massa óssea não se traduz necessariamente em melhor qualidade trabecular. Além disso, o TBS apresentou fraca correlação com a DMO, reforçando seu caráter complementar na avaliação da saúde óssea. O segundo estudo desta tese investiga a associação entre fragilidade, parâmetros relacionados à sarcopenia e risco de fraturas em mulheres idosas da comunidade. Observou-se que mulheres com maior risco de fraturas apresentaram menores valores de TBS, força muscular e massa magra, mesmo na ausência de fragilidade ou sarcopenia formalmente diagnosticadas. Parâmetros simples, como força de preensão manual e circunferência da panturrilha, destacaram-se como importantes discriminadores de risco. Em conjunto, os trabalhos reforçam que a avaliação do risco de fraturas deve integrar medidas de qualidade óssea e parâmetros musculares, superando abordagens centradas exclusivamente na DMO e contribuindo para estratégias mais eficazes de rastreamento e prevenção de fraturas na população idosa da atenção primária.
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