Estudo de toxicidade aguda e crônica do extrato de Acacia mearnsii em camundongos : base para uso seguro em dietas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Oliveira, Juliana Moura
Orientador(a): Trevizan, Luciano
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/303739
Resumo: O presente estudo teve como objetivo avaliar a toxicidade aguda e crônica do extrato aquoso da casca de Acacia mearnsii, utilizando camundongos como modelo experimental, visando estabelecer parâmetros de segurança para sua futura aplicação em dietas para cães. No estudo de toxicidade aguda, foi administrada uma dose única de 2.000 mg/kg do extrato, enquanto no estudo crônico os animais receberam ração com inclusões crescentes do extrato (0%, 0,5% e 1,2%), dos quais consumiram por todo o período experimental. Foram avaliados parâmetros clínicos, consumo alimentar e hídrico, peso corporal, hemograma, além de análises histopatológicas de órgãos-alvo, incluindo bexiga, fígado, rins, intestinos, baço, pulmões, coração e cérebro. Os resultados demonstraram ausência de mortalidade e de sinais clínicos compatíveis com toxicidade sistêmica, indicando que o extrato apresenta baixa toxicidade nas condições avaliadas. No estudo agudo, observou-se redução significativa na contagem total de leucócitos em relação ao grupo controle, sem repercussões clínicas ou histopatológicas associadas, enquanto no estudo crônico as alterações hematológicas permaneceram dentro dos valores de referência. Não foram identificadas lesões histopatológicas relevantes em nenhum dos órgãos analisados, em ambos estudos. Adicionalmente, o consumo de ração e água não foi negativamente impactado, sugerindo boa tolerabilidade do extrato. De forma conjunta, os achados indicam que o extrato de Acacia mearnsii, nas doses avaliadas, apresenta um perfil de segurança favorável em modelos murinos, sustentando o potencial de uso como ingrediente funcional e antioxidante natural em dietas animais, desde que respeitados limites de inclusão adequados.
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