Sociedade Floresta Aurora : patrimônio cultural negro e o protagonismo de duas rainhas, Orlandina Alves e Nilda Felisberta Correa de Freitas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Alves, Nereidy Rosa
Orientador(a): Escobar, Giane Vargas
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/301470
Resumo: A pesquisa percorre as trajetórias de Orlandina Alves (1934) e de Nilda Felisberta Correa de Freitas (1970), duas mulheres negras ativistas e sócias que fazem parte da história da SFA -Sociedade Floresta Aurora, entidade reconhecida pela população como bem cultural negro de Porto Alegre - Rio Grande do Sul. O objetivo é produzir narrativas de suas trajetórias de vida, dando destaque aos eventos em que as mesmas protagonizaram, que impulsionaram transformações políticas, sociais, individuais e coletivas, fortalecendo a memória social e identitária. Saíram vencedoras dos concursos de Rainha do Carnaval e do Esporte e suas experiências carecem de registro, pois fortaleceram o movimento de mulheres negras na SFA, deixando legado. A pesquisa problematiza, sob a perspectiva de gênero, classe e raça, os fatores que encobriram a visibilidade interna e externa de suas atuações. A investigação utiliza o método qualitativo, com suporte metodológico da análise bibliográfica, documental e entrevistas. Para embasamento teórico do trabalho foram utilizados os fundamento da teoria social crítica da interseccionalidade (Collins, 2016), na perspectiva do pensamento feminino negro (Gonzales, 1984), valendo-se da técnica da escrevivência (Evaristo,1996). As Rainhas, como sujeitas, fazem parte da historiografia da Sociedade Floresta Aurora. A incorporação de suas trajetórias amplia a perspectiva da construção, preservação e salvaguarda de histórias que foram silenciadas. O trabalho busca a visibilidade alcançada por Orlandina Alves e Nilda Felisberta Correa de Freitas pela dimensão afirmativa pela análise da memória social como patrimônio cultural negro.
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