Biossíntese de dolicol-fosfato-beta-manose e manoproteina na forma levedura do fungo Mucor rouxii

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1981
Autor(a) principal: Guaragna, Regina Maria Vieira da Costa
Orientador(a): Bernard, Elena Aida
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/275980
Resumo: A transferência de glicídios, a partir de seus respetivos nucleotídeos para compostos complexos (polissacarídeos e glicoproteínas), via lipídio intermediário, tem sido pouco investigada em fungos. O estudo desenvolvido nesta dissertação tentou acrescentar informações à respeito destes organismos. O trabalho teve como objetivo estudar o mecanismo de transferência de glicídios, a partir de nucleotídeos-açúcares, na biossíntese de polissacarídeos ou glicoproteínas no fungo dimórfico, Mucor rouxii. Verificou-se que, na fração particulada da forma levedura, deste fungo, ocorre a transferência de manose [C14], a partir de GDP-manose [C14] , a um composto de natureza lipídica e a outro de natureza protéica. Em primeiro lugar, determinou-se as condições ótimas de reação, quanto ao tempo de incubação, concentração de substrato, concentração de material enzimático, dependência de Íons e pH do meio. Observou-se que a 30°C obtém-se o máximo de incorporação de manose [C14] no lipídio e glicoproteína, em 20 minutos, porem a 0°C, só ocorreu transferência para o composto lipossolúvel. Constatou-se que a reação de transferência é dependente de íon divalente, Mg+2 ou Mn+2, sendo que Ca+2 ativa com muito menor intensidade, e que além disso, este último inibe o efeito dos dois primeiros. Analisando os produtos obtidos conclui-se que o glicolipídio é um composto poli-isoprênico, com unidade terminal saturada, ou seja, do tipo dolicólico. Este poli-isopreno se encontra esterificado com um fosfato, e a este, está ligada uma manose com configuração β. Ou seja, o produto foi identificado como dolicol-fosfato-β-manose. O composto insolúvel em butanol e água foi identificado como de natureza protéica, de acordo com o tratamentode pronase e eletroforese dos glicopeptídios liberados. A glicoproteína foi caracterizada por apresentar uma ligação do tipo 0-glicosídica, entre uma única manose e a cadeia lateral dos resíduos de aminoicidos, serina e/ou treonina, da cadeia polipeptídica.
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