Ìgbà Èwe Ni Ẹbùn Ayié : a Comunidade Terreira Ile Axé Iyemonja Omi Olodo e a preservação das infâncias

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Fortes, Carine Ortiz
Orientador(a): Lopes, Rita de Cassia Sobreira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/292273
Resumo: O presente trabalho caminhou com as potências infantis gestadas em uma comunidade tradicional de terreiro de matriz africana, territorializada na Vila São José em Porto Alegre/RS. As infâncias preservadas na Comunidade Terreira Ile Axé Iyemonja Omi Olodo anunciam vivências que ampliam, diversificam e (re)configuram dimensões importantes ao constituir-se com as tradições e costumes de terreiro. Deste encontro, emergem tensionamentos e novas possibilidades epistemológicas à Psicologia do Desenvolvimento Humano, com base no compromisso ancestral e na ética de cuidado comunitário. O objetivo deste estudo foi compreender-sentir o terreiro como espaço potencial das infâncias e do brincar - que se manifestam em crianças, adultos, divindades e territórios. A escassez de estudos com foco nos cosmossentidos que abraçam as infâncias em comunidades e povos tradicionais de terreiro justifica este trabalho, uma vez que as dinâmicas comunitárias fornecem novos sentidos e significados às práticas cotidianas. As crianças possuem papeis fundamentais na continuidade, manutenção, criação e recriação dos princípios e valores afrodiaspóricos, fundamentando suas subjetividades. Trata-se de uma pesquisa qualitativa afroperspectivista desenvolvida através do método de estudo de caso cujo a coleta dos dados contou com: entrevista semi-estruturada à liderança Bàbá Diba de Iyemonjá, observação participante da comunidade e construção de diários de campo. Na análise, conectam-se temáticas e cenas que dão origem a três eixos que vinculam as infâncias, as tradições e o brincar. Por fim, apresentou-se a infancialização (Noguera, 2018) como fruto da potência, valorização, reconhecimento e sustentação que tem como base o acolhimento e o afeto entre todos/as no território.
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