Loucura, raça e criminalidade : a emergência do manicômio judiciário no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Pacce, Benjamin Dias
Orientador(a): Barbosa Filho, Fábio Ramos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/290352
Resumo: Este trabalho busca compreender as condições discursivas da emergência do primeiro manicômio judiciário brasileiro, criado em 1921, no Rio de Janeiro. Para tanto, parte-se de uma teorização sobre a relação entre o arquivo e o acontecimento na análise de discurso materialista que instrumentaliza esta pesquisa. Inicialmente, aborda-se a historicidade da necessidade de separar os alienados e os criminosos que é identificada como um efeito discursivo da posição alienista. Examina-se o decreto nº 1132 de 1903, que regulamentou a assistência aos alienados no Brasil e especificou os “tipos individuais” a serem administrados no âmbito do manicômio judiciário e instaurou mais um desdobramento dessa necessidade de separar. O trabalho também analisa o impacto da teoria da degenerescência do século XIX no discurso que sustentou a construção deste manicômio como uma estratégia de contenção dos “loucos perigosos”. Por fim, são analisados três casos emblemáticos que evidenciaram a demanda pelo manicômio criminal: o Caso Custódio Serrão (1896); o assassinato de Clarice Índio do Brasil (1919) e a Revolta dos Loucos no Hospital Nacional de Alienados (1920).
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