O discurso mesmo e o seu outro : o aborto no jornalismo feminista da revista AzMina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bampi, Mariana Pimentel
Orientador(a): Furtado, Thaís Helena
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/292469
Resumo: Esta pesquisa de mestrado objetiva compreender como a revista AzMina, identificada como uma publicação jornalística feminista, aciona discursos de outros campos e o seu discurso Outro em suas reportagens sobre o aborto para construir o seu próprio discurso, ou o Mesmo do discurso (Maingueneau, 2005). Para isso, há uma breve recapitulação da história do jornalismo feminino, feminista e da mídia alternativa, além da situação do aborto no Brasil e no jornalismo. Para responder ao problema proposto, que é compreender como as relações interdiscursivas estruturam o discurso sobre o aborto nas reportagens da revista, a análise de discurso (AD) francesa é utilizada como método para examinar as formações discursivas presentes na revista. O corpus é composto por 7 reportagens selecionadas devido à sua ligação com a temática da interrupção da gravidez – dessa forma, o gancho temporal usado para selecionar os textos vai de setembro de 2023 (quando a então ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber votou pela descriminalização do aborto) a junho de 2024 (quando o Projeto de Lei de equiparar aborto a homicídio repercutiu nacionalmente). Cada reportagem é uma expressão do discurso da publicação, que se posiciona como a favor da descriminalização do aborto e da autonomia reprodutiva de mulheres e pessoas que gestam. A análise encontrou 145 Sequências Discursivas (SDs) relacionadas ao tema, 21 sentidos e 248 incidências discursivas. Também foi observado que, na revista, existem duas Formações Discursivas (FD): a Feminista, entendida como a FD Mesma do Discurso, ou a que compõe essencialmente o discurso d’AzMina, e a Formação Discursiva Conservadora, marcada por conceitos retrógrados sobre o aborto, e compreendida como o Outro do Discurso (Maingueneau, 2005). As duas FDs funcionam de maneira dialética. Portanto, sendo que a FD Feminista forma a sua identidade ao combater a FD Conservadora. Ambas acionam o interdiscurso com outros campos discursivos para fortalecer e justificar os seus próprios discursos.
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O corpus é composto por 7 reportagens selecionadas devido à sua ligação com a temática da interrupção da gravidez – dessa forma, o gancho temporal usado para selecionar os textos vai de setembro de 2023 (quando a então ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber votou pela descriminalização do aborto) a junho de 2024 (quando o Projeto de Lei de equiparar aborto a homicídio repercutiu nacionalmente). Cada reportagem é uma expressão do discurso da publicação, que se posiciona como a favor da descriminalização do aborto e da autonomia reprodutiva de mulheres e pessoas que gestam. A análise encontrou 145 Sequências Discursivas (SDs) relacionadas ao tema, 21 sentidos e 248 incidências discursivas. Também foi observado que, na revista, existem duas Formações Discursivas (FD): a Feminista, entendida como a FD Mesma do Discurso, ou a que compõe essencialmente o discurso d’AzMina, e a Formação Discursiva Conservadora, marcada por conceitos retrógrados sobre o aborto, e compreendida como o Outro do Discurso (Maingueneau, 2005). As duas FDs funcionam de maneira dialética. Portanto, sendo que a FD Feminista forma a sua identidade ao combater a FD Conservadora. Ambas acionam o interdiscurso com outros campos discursivos para fortalecer e justificar os seus próprios discursos.This master's research aims to understand how Revista AzMina, identified as a feminist journalistic publication, draws on discourses from other fields and its own Other discourse in its reports on abortion to construct its own discourse, or the Same of the discourse (Maingueneau, 2005). To do this, there is a brief recap of the history of women's journalism, feminist journalism, and alternative media, as well as the situation of abortion in Brazil and in journalism. To address the proposed problem, which is to understand how interdiscursive relations structure the discourse on abortion in the magazine's reports, French Discourse Analysis (DA) is used as a method to examine the discursive formations present in the magazine. The corpus consists of 7 reports selected due to their connection to the theme of pregnancy termination – thus, the temporal framework used to select the texts ranges from September 2023 (when the then-Minister of the Federal Supreme Court, Rosa Weber, voted for the decriminalization of abortion) to June 2024 (when the Bill to equate abortion to homicide gained national attention). Each report is an expression of the publication's discourse, which positions itself in favor of the decriminalization of abortion and reproductive autonomy for women and people who gestate. The analysis found 145 Discourse Sequences (DSs) related to the theme, 21 meanings, and 248 discursive incidences. It was also observed that the magazine presents two Discursive Formations (DFs): the Feminist DF, understood as the Same DF of the Discourse, or the one that essentially composes AzMina’s discourse, and the Conservative Discursive Formation, marked by backward concepts about abortion, and understood as the Other of the Discourse (Maingueneau, 2005). The two DFs operate dialectically. Therefore, the Feminist DF forms its identity by combating the Conservative DF. Both use interdiscourse with other discursive fields to strengthen and justify their own discourses.application/pdfporDiscurso jornalísticoAbortoFeminismoFeminist journalismInterdiscourseDiscourse analysisRevista AzMinaAbortionO discurso mesmo e o seu outro : o aborto no jornalismo feminista da revista AzMinainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Biblioteconomia e ComunicaçãoPrograma de Pós-Graduação em ComunicaçãoPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001258007.pdf.txt001258007.pdf.txtExtracted Texttext/plain381429http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292469/2/001258007.pdf.txt75d07fe30d232d1d62f65e7c72674090MD52ORIGINAL001258007.pdfTexto completoapplication/pdf1284253http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292469/1/001258007.pdff36a89206494161cf85411c1a46aeeecMD5110183/2924692025-06-23 06:55:33.091274oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292469Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-06-23T09:55:33Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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