Saúde mental e qualidade de vida em mulheres com diagnóstico de prolapso de órgãos pélvicos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/298881 |
Resumo: | Introdução: O Prolapso de Órgãos Pélvicos (POP) caracteriza-se pela perda de suporte de estruturas como útero, bexiga, cólon ou reto, resultando em sua protrusão pela vagina. Essa condição pode acarretar sintomas físicos e repercussões emocionais relevantes, comprometendo a qualidade de vida das mulheres afetadas. Objetivo: Identificar os sintomas emocionais e sua repercussão na qualidade de vida de mulheres com POP em acompanhamento ambulatorial, avaliando os níveis de ansiedade, depressão e percepção de qualidade de vida, e comparando esses aspectos entre aquelas submetidas a tratamento cirúrgico e conservador com uso de pessário. Método: Estudo transversal, descritivo e analítico, conduzido com 37 mulheres diagnosticadas com POP e acompanhadas no Ambulatório de Uroginecologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), entre abril de 2023 e março de 2025. Os sintomas emocionais foram avaliados por meio dos Inventários Beck de Ansiedade (BAI) e Depressão (BDI-II), e a qualidade de vida pelo questionário P-QoL. Resultados: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos cirúrgico e conservador nos escores de ansiedade (p = 0,31), depressão (p = 0,84) e qualidade de vida (p = 0,60). Apesar de o grupo cirúrgico apresentar maior média de idade (p = 0,025), essa variável não influenciou os desfechos. Conclusão: Os dados deste estudo indicam que não houve diferenças estatisticamente significativas nos níveis de ansiedade, depressão e qualidade de vida entre mulheres com POP tratadas por cirurgia ou uso de pessário. Apesar da diferença etária entre os grupos, essa variável não influenciou os desfechos. Tais resultados sugerem que o tipo de intervenção, por si só, não determina o impacto emocional percebido, reforçando o papel de fatores subjetivos e contextuais — como vivências pessoais, suporte social e percepção do corpo — na experiência da doença. Esses achados sustentam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar que inclua o cuidado em saúde mental. |
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Bittencourt, Ana Carolina de OliveiraPicoloto, Ana Selma BertelliSantos, Cláudia Simone Silveira dos2025-11-20T07:58:03Z2025http://hdl.handle.net/10183/298881001296193Introdução: O Prolapso de Órgãos Pélvicos (POP) caracteriza-se pela perda de suporte de estruturas como útero, bexiga, cólon ou reto, resultando em sua protrusão pela vagina. Essa condição pode acarretar sintomas físicos e repercussões emocionais relevantes, comprometendo a qualidade de vida das mulheres afetadas. Objetivo: Identificar os sintomas emocionais e sua repercussão na qualidade de vida de mulheres com POP em acompanhamento ambulatorial, avaliando os níveis de ansiedade, depressão e percepção de qualidade de vida, e comparando esses aspectos entre aquelas submetidas a tratamento cirúrgico e conservador com uso de pessário. Método: Estudo transversal, descritivo e analítico, conduzido com 37 mulheres diagnosticadas com POP e acompanhadas no Ambulatório de Uroginecologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), entre abril de 2023 e março de 2025. Os sintomas emocionais foram avaliados por meio dos Inventários Beck de Ansiedade (BAI) e Depressão (BDI-II), e a qualidade de vida pelo questionário P-QoL. Resultados: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos cirúrgico e conservador nos escores de ansiedade (p = 0,31), depressão (p = 0,84) e qualidade de vida (p = 0,60). Apesar de o grupo cirúrgico apresentar maior média de idade (p = 0,025), essa variável não influenciou os desfechos. Conclusão: Os dados deste estudo indicam que não houve diferenças estatisticamente significativas nos níveis de ansiedade, depressão e qualidade de vida entre mulheres com POP tratadas por cirurgia ou uso de pessário. Apesar da diferença etária entre os grupos, essa variável não influenciou os desfechos. Tais resultados sugerem que o tipo de intervenção, por si só, não determina o impacto emocional percebido, reforçando o papel de fatores subjetivos e contextuais — como vivências pessoais, suporte social e percepção do corpo — na experiência da doença. Esses achados sustentam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar que inclua o cuidado em saúde mental.Introduction: Pelvic Organ Prolapse (POP) is characterized by the loss of support of structures such as the uterus, bladder, colon, or rectum, leading to their protrusion through the vaginal canal. This condition may result in physical symptoms and significant emotional repercussions, compromising the quality of life of affected women. Objective: To identify emotional symptoms and their impact on the quality of life of women diagnosed with POP in outpatient follow-up, by assessing levels of anxiety, depression, and perceived quality of life, and comparing these aspects between those undergoing surgical treatment and those using a pessary. Method: This was a cross-sectional, descriptive, and analytical study conducted with 37 women diagnosed with POP and followed at the Urogynecology Outpatient Clinic of the Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), from April 2023 to March 2025. Emotional symptoms were assessed using the Beck Anxiety Inventory (BAI) and Beck Depression Inventory-II (BDI-II), and quality of life was measured using the P-QoL questionnaire. Results: No statistically significant differences were found between the surgical and conservative groups regarding anxiety scores (p = 0.31), depression (p = 0.84), and quality of life (p = 0.60). Although the surgical group had a higher mean age (p = 0.025), this variable did not influence the outcomes. Conclusion: The data from this study indicate that there were no statistically significant differences in levels of anxiety, depression, and quality of life between women with POP treated with surgery or pessary use. Although the surgical group had a higher mean age, this variable did not influence the outcomes. These findings suggest that the type of intervention alone does not determine the perceived emotional impact, highlighting the role of subjective and contextual factors—such as personal experiences, social support, and body perception—in the experience of the condition. These results support the need for a multidisciplinary approach that includes mental health care.application/pdfporProlapso de órgão pélvicoSaúde mentalAnsiedadeDepressãoQualidade de vidaPelvic organ prolapseAnxietyDepressionQuality of lifeSaúde mental e qualidade de vida em mulheres com diagnóstico de prolapso de órgãos pélvicosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Ginecologia e ObstetríciaPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001296193.pdf.txt001296193.pdf.txtExtracted Texttext/plain42940http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/298881/2/001296193.pdf.txt595164c26938c3b48ba0fbd4bfa4c8a3MD52ORIGINAL001296193.pdfTexto parcialapplication/pdf2714176http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/298881/1/001296193.pdf08d0d2595446a5a2235babc3a520f29cMD5110183/2988812025-12-18 07:55:35.224965oai:www.lume.ufrgs.br:10183/298881Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-12-18T09:55:35Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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