Assistência pré-natal pela perspectiva de puérperas com diagnóstico de sífilis na gestação
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/296661 |
Resumo: | Introdução: O diagnóstico da sífilis durante a gestação é crucial para realizar o tratamento adequado da gestante e de sua parceria sexual, com o intuito de prevenir a transmissão vertical. Nesse sentido, a assistência da gestante quanto à organização do pré-natal e à educação em saúde são essenciais para aprimorar estratégias de prevenção, diagnóstico, e tratamento adequado em até trinta dias antes do parto, a fim de encerrar o ciclo infeccioso e consequentemente proporcionar a proteção fetal. Objetivo: Analisar a assistência pré-natal a partir da perspectiva de puérperas com diagnóstico de sífilis na gestação. Método: Pesquisa transversal retrospectiva, realizada em hospital universitário, com uso de dados secundários de um projeto matriz aprovado sob o CAAE nº 53415321.1.0000.5327. Amostra por conveniência, constituída por puérperas que tiveram diagnóstico de sífilis no pré-natal e realizaram tratamento completo ou não antes do parto realizado na referida instituição de saúde entre 1º de novembro de 2023 e 31 de agosto de 2024. Dados analisados por estatística descritiva e inferencial. Resultados: Foram incluídas 119 puérperas diagnosticadas com sífilis durante a gestação, com idade de 26,2 (DP=5,2) anos, raça/cor branca (49,6%) e onze anos de estudo (62,2%). Na perspectiva das puérperas, a organização do pré-natal quanto ao acompanhamento, agendamento e tempo de espera para as consultas foi considerada “boa”, com 87,4% realizando no mínimo seis consultas. Do total da amostra, 78,2% das puérperas receberam orientações gerais sobre sífilis. Ao serem questionadas sobre a temática de sífilis, as puérperas não souberam responder adequadamente quanto à: definição de sífilis (40,3%), consequência da sífilis materna e fetal (40,3%), transmissão vertical (47,1%,), sífilis congênita (46,2%). Em relação ao tratamento, 85,7% puérperas completaram o esquema em até trinta dias antes do parto e 64,6% das parcerias sexuais não foram tratadas. Quanto ao desfecho materno, 93,8% das puérperas que responderam adequadamente sobre tratamento, sendo que destas 57,5% não tiveram redução em duas titulações de Venereal Disease Research Laboratory (VDRL) no momento do parto quando comparado ao VDRL no pré-natal (p=0,047). Dos recém-nascidos, 68,1% tiveram VDRL reagente e necessitaram de internação hospitalar para tratamento da sífilis congênita. Conclusão: Ainda que as puérperas tenham considerado como “boa” a organização do pré-natal, carecem do entendimento das orientações gerais sobre sífilis, o que, somado à alta taxa de parcerias sexuais não tratadas, pode ser fator causal para manutenção da infecção. Diante disso, implementar estratégias mais eficazes torna-se fundamental, como a realização de ações educativas direcionadas e a inclusão mais ampla das parcerias sexuais no pré-natal, a fim de prestar uma assistência mais efetiva para a redução da incidência da sífilis gestacional e congênita. |
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Rosa, Izabella RodriguesBreigeiron, Marcia KojaGouveia, Helga Geremias2025-09-12T07:57:21Z2025http://hdl.handle.net/10183/296661001290571Introdução: O diagnóstico da sífilis durante a gestação é crucial para realizar o tratamento adequado da gestante e de sua parceria sexual, com o intuito de prevenir a transmissão vertical. Nesse sentido, a assistência da gestante quanto à organização do pré-natal e à educação em saúde são essenciais para aprimorar estratégias de prevenção, diagnóstico, e tratamento adequado em até trinta dias antes do parto, a fim de encerrar o ciclo infeccioso e consequentemente proporcionar a proteção fetal. Objetivo: Analisar a assistência pré-natal a partir da perspectiva de puérperas com diagnóstico de sífilis na gestação. Método: Pesquisa transversal retrospectiva, realizada em hospital universitário, com uso de dados secundários de um projeto matriz aprovado sob o CAAE nº 53415321.1.0000.5327. Amostra por conveniência, constituída por puérperas que tiveram diagnóstico de sífilis no pré-natal e realizaram tratamento completo ou não antes do parto realizado na referida instituição de saúde entre 1º de novembro de 2023 e 31 de agosto de 2024. Dados analisados por estatística descritiva e inferencial. Resultados: Foram incluídas 119 puérperas diagnosticadas com sífilis durante a gestação, com idade de 26,2 (DP=5,2) anos, raça/cor branca (49,6%) e onze anos de estudo (62,2%). Na perspectiva das puérperas, a organização do pré-natal quanto ao acompanhamento, agendamento e tempo de espera para as consultas foi considerada “boa”, com 87,4% realizando no mínimo seis consultas. Do total da amostra, 78,2% das puérperas receberam orientações gerais sobre sífilis. Ao serem questionadas sobre a temática de sífilis, as puérperas não souberam responder adequadamente quanto à: definição de sífilis (40,3%), consequência da sífilis materna e fetal (40,3%), transmissão vertical (47,1%,), sífilis congênita (46,2%). Em relação ao tratamento, 85,7% puérperas completaram o esquema em até trinta dias antes do parto e 64,6% das parcerias sexuais não foram tratadas. Quanto ao desfecho materno, 93,8% das puérperas que responderam adequadamente sobre tratamento, sendo que destas 57,5% não tiveram redução em duas titulações de Venereal Disease Research Laboratory (VDRL) no momento do parto quando comparado ao VDRL no pré-natal (p=0,047). Dos recém-nascidos, 68,1% tiveram VDRL reagente e necessitaram de internação hospitalar para tratamento da sífilis congênita. Conclusão: Ainda que as puérperas tenham considerado como “boa” a organização do pré-natal, carecem do entendimento das orientações gerais sobre sífilis, o que, somado à alta taxa de parcerias sexuais não tratadas, pode ser fator causal para manutenção da infecção. Diante disso, implementar estratégias mais eficazes torna-se fundamental, como a realização de ações educativas direcionadas e a inclusão mais ampla das parcerias sexuais no pré-natal, a fim de prestar uma assistência mais efetiva para a redução da incidência da sífilis gestacional e congênita.Introduction: The diagnosis of syphilis during pregnancy is crucial to carry out adequate treatment of the pregnant woman and her sexual partner, with the intention of preventing vertical transmission. In this sense, assistance to pregnant women regarding the organization of prenatal care and health education are essential to improve prevention, diagnosis, and adequate treatment strategies within thirty days before birth, in order to end the infectious cycle and consequently provide fetal protection. Objective: To analyze prenatal care from the perspective of postpartum women diagnosed with syphilis during pregnancy. Method: Retrospective cross-sectional research, carried out in a university hospital, using secondary data from a matrix project approved under CAAE nº 53415321.1.0000.5327. Convenience sample, provided by postpartum women who were diagnosed with syphilis during prenatal care and underwent complete treatment or not before giving birth at the aforementioned health institution between November 1, 2023 and August 31, 2024. Data analyzed using descriptive and inferential statistics. Results: 119 postpartum women diagnosed with syphilis during pregnancy were included, aged 26.2 (SD=5.2) years, white race/color (49.6%) and eleven years of education (62.2%). From the perspective of postpartum women, the organization of prenatal care in terms of monitoring, scheduling and waiting time for appointments was considered “good”, with 87.4% having at least six appointments. Of the total sample, 78.2% of postpartum women received general guidance about syphilis. When asked about the topic of syphilis, the postpartum women were unable to respond adequately regarding: definition of syphilis (40.3%), consequence of maternal and fetal syphilis (40.3%), vertical transmission (47.1%), congenital syphilis (46.2%). Regarding treatment, 85.7% of postpartum women completed the regimen within thirty days before giving birth and 64.6% of sexual partners were not treated. Regarding the maternal outcome, 93.8% of postpartum women responded adequately about treatment, of which 57.5% did not have a reduction in two Venereal Disease Research Laboratory (VDRL) titers at the time of delivery when compared to VDRL in prenatal care (p=0.047). Of the newborns, 68.1% had reactive VDRL and required hospitalization for treatment of congenital syphilis. Conclusion: Even though postpartum women considered the organization of prenatal care to be “good”, they lack understanding of the general guidelines on syphilis, which, added to the high rate of untreated sexual partnerships, could be a causal factor in the maintenance of the infection. Given this, implementing more effective strategies becomes essential, such as carrying out targeted educational actions and the broader inclusion of sexual partnerships in prenatal care, in order to provide more effective assistance to reduce the incidence of gestational and congenital syphilis.Introducción: El diagnóstico de sífilis durante el embarazo es crucial para realizar un tratamiento adecuado de la gestante y de su pareja sexual, con el fin de prevenir la transmisión vertical. En este sentido, la asistencia a las mujeres embarazadas en la organización de la atención prenatal y la educación en salud son fundamentales para mejorar las estrategias de prevención, diagnóstico y tratamiento adecuado dentro de los treinta días anteriores al nacimiento, con el fin de poner fin al ciclo infeccioso y consecuentemente brindar protección al feto. Objetivo: Analizar la atención prenatal desde la perspectiva de puérperas diagnosticadas con sífilis durante el embarazo. Método: Investigación transversal retrospectiva, realizada en un hospital universitario, utilizando datos secundarios de un proyecto matricial aprobado bajo CAAE nº 53415321.1.0000.5327. Muestra por conveniencia, compuesta por puérperas que fueron diagnosticadas con sífilis durante el control prenatal y realizaron tratamiento completo o no antes de dar a luz en la mencionada institución de salud entre el 1 de noviembre de 2023 y el 31 de agosto de 2024. Datos analizados mediante estadística descriptiva e inferencial. Resultados: Se incluyeron 119 puérperas diagnosticadas con sífilis durante el embarazo, con edad de 26,2 (DE=5,2) años, raza/color blanco (49,6%) y once años de escolaridad (62,2%). Desde la perspectiva de las puérperas, la organización de la atención prenatal en términos de seguimiento, programación y tiempo de espera de las citas fue considerada “buena”, teniendo el 87,4% al menos seis citas. Del total de la muestra, el 78,2% de las puérperas recibieron orientación general sobre la sífilis. Cuando se les preguntó sobre el tema de la sífilis, las puérperas no lograron responder adecuadamente sobre: definición de sífilis (40,3%), consecuencia de la sífilis materna y fetal (40,3%), transmisión vertical (47,1%), sífilis congénita (46,2%). En cuanto al tratamiento, el 85,7% de las puérperas completaron el régimen dentro de los treinta días previos al parto y el 64,6% de las parejas sexuales no fueron tratados. En cuanto al resultado materno, el 93,8% de las puérperas respondieron adecuadamente al tratamiento, de las cuales el 57,5% no tuvo reducción en dos títulos del Venereal Disease Research Laboratory (VDRL) en el momento del parto en comparación con el VDRL en el control prenatal (p=0,047). De los recién nacidos, el 68,1% presentó VDRL reactivo y requirió hospitalización para tratamiento de sífilis congénita. Conclusión: Aunque las puérperas consideraron “buena” la organización de la atención prenatal, carecen de comprensión de las directrices generales sobre sífilis, lo que, sumado a la alta tasa de parejas sexuales no tratadas, podría ser un factor causal en el mantenimiento de la infección. Ante esto, se vuelve esencial implementar estrategias más efectivas, como la realización de acciones educativas focalizadas y la inclusión más amplia de las parejas sexuales en la atención prenatal, con el fin de brindar una asistencia más efectiva para reducir la incidencia de la sífilis gestacional y congénita.application/pdfporSífilisSífilis congênitaCuidado pré-natalEducação em saúdeEnfermagem obstétricaSyphilisSyphilis, congenitalPrenatal careHealth educationObstetric nursingSífilis congénitaAtención prenatalEducación en saludEnfermería obstétricaAssistência pré-natal pela perspectiva de puérperas com diagnóstico de sífilis na gestaçãoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de EnfermagemPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001290571.pdf.txt001290571.pdf.txtExtracted Texttext/plain74519http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296661/2/001290571.pdf.txt89278ba21103cfb7d695c962411529b3MD52ORIGINAL001290571.pdfTexto parcialapplication/pdf874654http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296661/1/001290571.pdf50d8dbd7734f2bf81add87ebab162d93MD5110183/2966612025-09-18 08:01:34.289374oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296661Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-18T11:01:34Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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