Impacto da pandemia pela COVID-19 na função sexual de médicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Ziegler, Nadine de Souza
Orientador(a): Vettorazzi, Janete
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/256554
Resumo: Introdução: A pandemia pela COVID-19 mudou a vida das pessoas ao redor do mundo em decorrência das medidas adotadas pelos governantes. O impacto destas mudanças na função sexual feminina precisa ser melhor investigada, especialmente entre as médicas, pois estão diretamente envolvidas com os cuidados dos doentes nos serviços de saúde. Objetivo: Avaliar a função sexual de médicas durante a pandemia pela COVID-19. Método: As médicas participaram de uma pesquisa anônima online. O questionário avaliou função sexual, depressão, ansiedade, burnout, dados sociodemográficos e relacionados ao trabalho, e foi respondido durante o pico da pandemia da COVID-19 no Brasil. O principal desfecho foi estudado por meio da análise do questionário de função sexual feminina FSFI - Female Sexual Function Index. O desfecho secundário, relacionado à saúde mental, foi avaliado por meio de questionários de depressão, ansiedade e burnout. Resultados: Uma amostra de 388 médicas preencheu o questionário. A idade mediana foi de 34,0 [29,0, 43,0] anos. A pontuação mediana total do FSFI foi de 23,8 [18,9, 26,8], sendo que 72,2% (282) das médicas preencheram critérios para disfunção sexual. Na amostra estudada, 231 (59,5%) mulheres apresentavam depressão e/ou ansiedade. Destas, 191 (82,7%) tinham depressão e 192 (93,2%), ansiedade. Das médicas com depressão e/ou ansiedade, 183 (79,2%) apresentavam disfunção sexual. Conclusão: Estes achados sugerem que as médicas enfrentaram um alto risco de disfunção sexual e doença mental durante o surto da COVID-19. Trabalhar na linha de frente está relacionado a piores condições de saúde mental. Depressão e ansiedade foram encontrados como potenciais mediadores do efeito de burnout na função sexual.
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