Avaliação da variabilidade da pressão arterial e descenso noturno associados a status marital em indivíduos hipertensos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Sesin, Guilhermo Prates
Orientador(a): Fuchs, Sandra Cristina Pereira Costa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/296763
Resumo: Introdução: A variabilidade da pressão arterial (VPA) é uma flutuação fisiológica que pode ser alterada por diversos mecanismos intrínsecos e extrínsecos, a alta variação está associada a piores desfechos de saúde, principalmente cardiovasculares (CV). Para detecção de prognósticos relacionados a pressão arterial (PA), utiliza-se na prática clínica a aferição da PA através da monitorização ambulatorial da pressão arterial de 24 horas (MAPA), que além de detectar a variação da PA durante o dia, também detecta a queda da PA durante a noite (descenso noturno), a ausência de descenso noturno é um importante preditor de doenças cardiovasculares (DCV). O status marital é um marcador de aspectos comportamentais, econômicos e mesmo de apoio social. Aparentemente, ser solteiro parece ser preditor de desfechos CV desfavoráveis. Contudo, foi pouco investigado se status marital está associado a VPA e ausência de descenso noturno detectado através da MAPA. Objetivo: O objetivo geral desta tese foi avaliar a associação de status marital com VPA e ausência de descenso noturno analisada durante o período de 24 horas em indivíduos hipertensos. O objetivo do artigo 1 foi avaliar a associação de status marital com ausência de descenso noturno através da pressão arterial sistólica (PAS) de 24 horas entre homens e mulheres. O objetivo do artigo 2 foi avaliar a associação de status marital com VPA de curto prazo, adicionalmente estratificado por sexo. Método: Foram analisados indivíduos hipertensos que participaram de ensaios clínicos randomizados com dados válidos da PA de 24 horas e informações sobre o status marital. A variabilidade da PA sistólica e diastólica foi calculada através da variabilidade real média (VRM) e do desvio-padrão (DP), e o descenso noturno definido com base na diferença entre PAS de vigília e noturna, se diferença >10% foi considerado presente. Resultado: No primeiro artigo, dos 483 indivíduos, os homens tinham maior probabilidade de ter uma companheira, enquanto a viuvez era mais comum entre as mulheres e os indivíduos mais velhos. Indivíduos que apresentaram descenso noturno tiveram um declínio maior da PAS noturna (23,6 ± 8,1 mmHg) do que os ausentes de descenso (5,06 ± 7,2 mmHg, p < 0,001). O descenso noturno foi mais frequente em homens e na maioria das faixas etárias, exceto aqueles ≥60 anos. A ausência de descenso foi mais prevalente entre indivíduos viúvos e divorciados, sugerindo um efeito protetor de ter um parceiro. Indivíduos com descenso tiveram maiores taxas de educação e emprego, enquanto outras variáveis não mostraram associações significativas. Em análises multivariáveis, as mulheres viúvas tiveram maiores chances de ausência de descenso em comparação com as solteiras, mesmo após o ajuste para fatores de confusão, enquanto ter um parceiro foi protetor contra a ausência de descenso em homens. O segundo artigo mostrou que não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na VPA entre casados e não casados entre os 514 indivíduos da amostra, seja para PAS ou pressão arterial diastólica (PAD) (ex.: DP da PAS 24h: 16,4 ± 4,0 vs. 16,5 ± 4,0 mmHg; p=0,9). No entanto, em análise estratificada por sexo, as mulheres apresentaram menor VPA da PAD de 24h e sono aferida pelo DP e VRM em comparação aos homens. VPA da PAD DP de 24h foi significativamente menor nas mulheres separadas, divorciadas ou viúvas do que para casadas ou solteiras (9,9±0,2 vs 10,6±0,2 e 10,8±0,3 mmHg respectivamente; p=0,02). Os valores de VRM demonstraram tendência à significância comparativamente às mulheres casadas. Conclusões: Indivíduos com parceiros, especialmente homens, apresentam um declínio mais favorável da PA noturna, sugerindo uma interação entre gênero e status marital na regulação da PA. O status marital não se associou consistentemente à VPA de curto prazo. Diferenças entre sexos, especialmente na variabilidade da PAD entre mulheres separadas, sugerem influência de fatores psicossociais na regulação pressórica. Novos estudos são necessários para explorar esses achados.
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Contudo, foi pouco investigado se status marital está associado a VPA e ausência de descenso noturno detectado através da MAPA. Objetivo: O objetivo geral desta tese foi avaliar a associação de status marital com VPA e ausência de descenso noturno analisada durante o período de 24 horas em indivíduos hipertensos. O objetivo do artigo 1 foi avaliar a associação de status marital com ausência de descenso noturno através da pressão arterial sistólica (PAS) de 24 horas entre homens e mulheres. O objetivo do artigo 2 foi avaliar a associação de status marital com VPA de curto prazo, adicionalmente estratificado por sexo. Método: Foram analisados indivíduos hipertensos que participaram de ensaios clínicos randomizados com dados válidos da PA de 24 horas e informações sobre o status marital. A variabilidade da PA sistólica e diastólica foi calculada através da variabilidade real média (VRM) e do desvio-padrão (DP), e o descenso noturno definido com base na diferença entre PAS de vigília e noturna, se diferença >10% foi considerado presente. Resultado: No primeiro artigo, dos 483 indivíduos, os homens tinham maior probabilidade de ter uma companheira, enquanto a viuvez era mais comum entre as mulheres e os indivíduos mais velhos. Indivíduos que apresentaram descenso noturno tiveram um declínio maior da PAS noturna (23,6 ± 8,1 mmHg) do que os ausentes de descenso (5,06 ± 7,2 mmHg, p < 0,001). O descenso noturno foi mais frequente em homens e na maioria das faixas etárias, exceto aqueles ≥60 anos. A ausência de descenso foi mais prevalente entre indivíduos viúvos e divorciados, sugerindo um efeito protetor de ter um parceiro. Indivíduos com descenso tiveram maiores taxas de educação e emprego, enquanto outras variáveis não mostraram associações significativas. Em análises multivariáveis, as mulheres viúvas tiveram maiores chances de ausência de descenso em comparação com as solteiras, mesmo após o ajuste para fatores de confusão, enquanto ter um parceiro foi protetor contra a ausência de descenso em homens. O segundo artigo mostrou que não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na VPA entre casados e não casados entre os 514 indivíduos da amostra, seja para PAS ou pressão arterial diastólica (PAD) (ex.: DP da PAS 24h: 16,4 ± 4,0 vs. 16,5 ± 4,0 mmHg; p=0,9). No entanto, em análise estratificada por sexo, as mulheres apresentaram menor VPA da PAD de 24h e sono aferida pelo DP e VRM em comparação aos homens. VPA da PAD DP de 24h foi significativamente menor nas mulheres separadas, divorciadas ou viúvas do que para casadas ou solteiras (9,9±0,2 vs 10,6±0,2 e 10,8±0,3 mmHg respectivamente; p=0,02). Os valores de VRM demonstraram tendência à significância comparativamente às mulheres casadas. Conclusões: Indivíduos com parceiros, especialmente homens, apresentam um declínio mais favorável da PA noturna, sugerindo uma interação entre gênero e status marital na regulação da PA. O status marital não se associou consistentemente à VPA de curto prazo. Diferenças entre sexos, especialmente na variabilidade da PAD entre mulheres separadas, sugerem influência de fatores psicossociais na regulação pressórica. Novos estudos são necessários para explorar esses achados.Introduction: Blood pressure variability (BPV) is a physiological fluctuation that can be altered by several intrinsic and extrinsic mechanisms. High variability is associated with worse health outcomes, particularly cardiovascular (CV) events. To detect prognostic markers related to blood pressure (BP), clinical practice commonly employs 24-hour ambulatory blood pressure monitoring (ABPM), which not only detects BP variation throughout the day but also identifies the nighttime BP decline (nocturnal dipping). The absence of nocturnal dipping is an important predictor of cardiovascular disease (CVD). Marital status is a marker of behavioral, economic, and even social support aspects. Apparently, being single seems to predict unfavorable CV outcomes. However, little has been investigated regarding whether marital status is associated with BPV and absence of nocturnal dipping as detected by ABPM. Objective: The overall aim of this thesis was to evaluate the association between marital status, BPV, and absence of nocturnal dipping analyzed during a 24-hour period in hypertensive individuals. The objective of Article 1 was to assess the association between marital status and absence of nocturnal dipping based on 24-hour systolic blood pressure (SBP) among men and women. The objective of Article 2 was to evaluate the association between marital status and short-term BPV, additionally stratified by sex. Methods: Hypertensive individuals who participated in randomized clinical trials with valid 24-hour BP data and information on marital status were analyzed. Variability of systolic and diastolic BP was calculated using average real variability (ARV) and standard deviation (SD). Nocturnal dipping was defined based on the difference between daytime and nighttime SBP; if the difference was >10%, dipping was considered present. Results: In the first article, among 483 individuals, men were more likely to have a partner, while widowhood was more common among women and older individuals. Subjects with nocturnal dipping had a greater nighttime SBP decline (23.6 ± 8.1 mmHg) compared to those without dipping (5.06 ± 7.2 mmHg, p < 0.001). Nocturnal dipping was more frequent in men and in most age groups, except in those ≥60 years. Absence of dipping was more prevalent among widowed and divorced individuals, suggesting a protective effect of having a partner. Individuals with dipping had higher levels of education and employment, while other variables showed no significant associations. In multivariable analyses, widowed women had greater odds of nondipping compared to single women, even after adjusting for confounding factors, while having a partner was protective against nondipping in men. The second article showed no statistically significant differences in BPV between married and unmarried individuals among the 514 participants, either for SBP or diastolic blood pressure (DBP) (e.g., 24h SBP SD: 16.4 ± 4.0 vs. 16.5 ± 4.0 mmHg; p = 0.9). However, in sex-stratified analysis, women presented lower 24-hour and sleep DBP variability measured by both SD and ARV compared to men. Twenty-four-hour DBP SD was significantly lower in separated, divorced, or widowed women compared to married or single women (9.9 ± 0.2 vs. 10.6 ± 0.2 and 10.8 ± 0.3 mmHg, respectively; p = 0.02). ARV values showed a trend toward significance compared to married women. Conclusions: Individuals with partners, especially men, exhibit a more favorable nocturnal BP decline, suggesting an interaction between gender and marital status in BP regulation. Marital status was not consistently associated with short-term BPV. Sex differences, particularly in DBP variability among separated women, suggest an influence of psychosocial factors on BP regulation. Further studies are needed to explore these findings.application/pdfporPressão arterialHipertensãoDescansoSonoMonitorização ambulatorial da pressão arterialCasamentoCônjugesBlood pressureHypertensionBlood pressure variabilityNocturnal dippingAmbulatory blood pressure monitoringMarital statusAvaliação da variabilidade da pressão arterial e descenso noturno associados a status marital em indivíduos hipertensosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em EpidemiologiaPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001293122.pdf.txt001293122.pdf.txtExtracted Texttext/plain113602http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296763/2/001293122.pdf.txt505750633f2eeb49bb857cf33bd1a13dMD52ORIGINAL001293122.pdfTexto parcialapplication/pdf9193629http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296763/1/001293122.pdff114d0345dcd3a18e16caec7b4ad6ef6MD5110183/2967632025-09-17 06:57:16.508359oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296763Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-17T09:57:16Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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