Psicofármacos e desfechos clínicos em reabilitação : uma análise em pacientes com transtorno por uso de substâncias
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/301229 |
Resumo: | O uso problemático de substâncias psicoativas representa um grave desafio de saúde pública global, associado a consequências físicas, mentais e sociais relevantes. No Brasil, convivem diferentes modelos de tratamento, como os serviços públicos, comunidades terapêuticas e clínicas privadas, estas últimas ainda pouco exploradas pela literatura científica. Nesse contexto, este estudo buscou analisar a relação entre o uso de psicofármacos e os desfechos clínicos — alta ou abandono terapêutico — em pacientes internados em uma clínica privada de reabilitação no Rio Grande do Sul. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e quantitativo, realizado com 110 pacientes do sexo masculino internados entre janeiro de 2022 e junho de 2023. Foram coletados dados sociodemográficos, perfil de uso de substâncias e medicamentos prescritos, classificados pelo sistema ATC da OMS. As análises estatísticas empregaram distribuições de frequência, teste Qui-quadrado e regressão logística para avaliar associações entre variáveis clínicas, terapêuticas e desfechos de internação. Os resultados mostraram que a maioria dos participantes era solteiro, na faixa etária de 31 a 50 anos, com início precoce do uso de substâncias e alto índice de poliuso e tabagismo. Mais da metade das internações foi involuntária. Quanto aos desfechos, 66,4% concluíram o tratamento com alta médica, enquanto 33,6% apresentaram abandono ou alta antecipada. A farmacoterapia foi marcada pelo uso frequente de antipsicóticos (quetiapina, risperidona, haloperidol e clorpromazina), estabilizadores do humor (divalproato de sódio) e antidepressivos/ansiolíticos (sertralina e trazodona). Entretanto, não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre medicamentos específicos e os desfechos clínicos, embora algumas tendências tenham sido observadas. Conclui-se que, embora essenciais no manejo de sintomas de abstinência e comorbidades psiquiátricas, os psicofármacos isoladamente não determinam o sucesso terapêutico. O estudo reforça a importância de estratégias integradas, combinando farmacoterapia, intervenções psicossociais e suporte comunitário. Além disso, destaca-se a necessidade de pesquisas multicêntricas e longitudinais para consolidar evidências sobre a efetividade dos tratamentos em clínicas privadas, um setor ainda pouco estudado no país. |
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Tristacci, Natália de BrittoAmador, Tania Alves2026-02-12T07:55:41Z2025http://hdl.handle.net/10183/301229001301394O uso problemático de substâncias psicoativas representa um grave desafio de saúde pública global, associado a consequências físicas, mentais e sociais relevantes. No Brasil, convivem diferentes modelos de tratamento, como os serviços públicos, comunidades terapêuticas e clínicas privadas, estas últimas ainda pouco exploradas pela literatura científica. Nesse contexto, este estudo buscou analisar a relação entre o uso de psicofármacos e os desfechos clínicos — alta ou abandono terapêutico — em pacientes internados em uma clínica privada de reabilitação no Rio Grande do Sul. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e quantitativo, realizado com 110 pacientes do sexo masculino internados entre janeiro de 2022 e junho de 2023. Foram coletados dados sociodemográficos, perfil de uso de substâncias e medicamentos prescritos, classificados pelo sistema ATC da OMS. As análises estatísticas empregaram distribuições de frequência, teste Qui-quadrado e regressão logística para avaliar associações entre variáveis clínicas, terapêuticas e desfechos de internação. Os resultados mostraram que a maioria dos participantes era solteiro, na faixa etária de 31 a 50 anos, com início precoce do uso de substâncias e alto índice de poliuso e tabagismo. Mais da metade das internações foi involuntária. Quanto aos desfechos, 66,4% concluíram o tratamento com alta médica, enquanto 33,6% apresentaram abandono ou alta antecipada. A farmacoterapia foi marcada pelo uso frequente de antipsicóticos (quetiapina, risperidona, haloperidol e clorpromazina), estabilizadores do humor (divalproato de sódio) e antidepressivos/ansiolíticos (sertralina e trazodona). Entretanto, não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre medicamentos específicos e os desfechos clínicos, embora algumas tendências tenham sido observadas. Conclui-se que, embora essenciais no manejo de sintomas de abstinência e comorbidades psiquiátricas, os psicofármacos isoladamente não determinam o sucesso terapêutico. O estudo reforça a importância de estratégias integradas, combinando farmacoterapia, intervenções psicossociais e suporte comunitário. Além disso, destaca-se a necessidade de pesquisas multicêntricas e longitudinais para consolidar evidências sobre a efetividade dos tratamentos em clínicas privadas, um setor ainda pouco estudado no país.Problematic drug use represents a serious global public health challenge, associated with significant physical, mental, and social consequences. In Brazil, different treatment models coexist, such as public services, therapeutic communities, and private clinics, the latter still scarcely explored in the scientific literature. In this context, this study aimed to analyze the relationship between the use of psychotropic medications and clinical outcomes—medical discharge or treatment dropout—among patients admitted to a private rehabilitation clinic in Rio Grande do Sul. This was an observational, retrospective, and quantitative study conducted with 110 male patients admitted between January 2022 and June 2023. Sociodemographic data, substance use profiles, and prescribed medications, classified according to the WHO ATC system, were collected. Statistical analyses included frequency distributions, chi-square tests, and logistic regression to evaluate associations between clinical, therapeutic, and hospitalization outcomes. Results showed that most participants were single, aged 31 to 50 years, with early onset of substance use, high rates of polysubstance use, and tobacco smoking. More than half of the admissions were involuntary. Regarding outcomes, 66.4% completed treatment with medical discharge, while 33.6% presented dropout or early discharge. Pharmacotherapy was characterized by the frequent use of antipsychotics (quetiapine, risperidone, haloperidol, and chlorpromazine), mood stabilizers (sodium divalproex), and antidepressants/anxiolytics (sertraline and trazodone). However, no statistically significant associations were identified between specific medications and clinical outcomes, although some trends were observed. It is concluded that, although essential for managing withdrawal symptoms and psychiatric comorbidities, psychotropic medications alone do not determine therapeutic success. The study reinforces the importance of integrated strategies combining pharmacotherapy, psychosocial interventions, and community support. Furthermore, it highlights the need for multicenter and longitudinal research to consolidate evidence on the effectiveness of treatments in private clinics, a sector still underexplored in the country.application/pdfporTranstornos relacionados ao uso de substânciasTratamento farmacológicoPsicotrópicosSubstance-related disordersDrug therapyPsychotropic drugsTreatment outcomeMental health servicesBrazilPsicofármacos e desfechos clínicos em reabilitação : uma análise em pacientes com transtorno por uso de substânciasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de FarmáciaPrograma de Pós-Graduação em Assistência FarmacêuticaPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001301394.pdf.txt001301394.pdf.txtExtracted Texttext/plain50610http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/301229/2/001301394.pdf.txtea882756ab65cfe326a3e1fff78807d7MD52ORIGINAL001301394.pdfTexto parcialapplication/pdf492486http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/301229/1/001301394.pdf7064b571c34c267f471a30b7ec3a8ab8MD5110183/3012292026-02-13 08:58:54.1265oai:www.lume.ufrgs.br:10183/301229Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-02-13T10:58:54Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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