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Avaliação e seguimento da audição de lactentes expostos ao vírus da imunodeficiência humana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Berticelli, Amanda Zanatta
Orientador(a): Costa, Sady Selaimen da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/291509
Resumo: Introdução: Dentre as inúmeras complicações causadas, direta ou indiretamente, pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), destacam-se as alterações do sistema auditivo. Em se tratando de crianças expostas não infectadas (ENI), estas parecem ter maior risco de PA em relação a seus pares não-expostos, mas um menor risco quando comparadas àquelas infectadas pelo HIV, porém a literatura ainda não é totalmente clara sobre essa associação. Objetivo: Avaliar a audição de lactentes ENI nos primeiros meses de vida e correlacionar esses achados a variáveis maternas, gestacionais e neonatais. Métodos: Estudo de coorte prospectivo, incluindo todos os lactentes expostos ao HIV, nascidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre no período de maio de 2021 a março de 2023. Na primeira etapa do estudo, ao nascimento, foram coletados dados maternos, gestacionais e neonatais, bem como da triagem auditiva neonatal. Na segunda etapa, por volta dos 6 meses de idade, foram realizadas avaliação otorrinolaringológica e audiológica, incluindo timpanometria de banda larga e avaliação eletrofisiológica, por meio do potencial evocado auditivo de tronco encefálico por frequência específica (PEATE-FE). Resultados: 38 lactentes, com média de idade de 8 meses (± 3,3), realizaram todas as etapas previstas do estudo. Destes, 1 (2,6%) apresentou perda auditiva (PA) sensorioneural bilateral e 13 (34,2%) apresentaram PA condutiva, sendo 6 unilaterais e 7 bilaterais. Não foram encontradas associações entre a PA e as diversas variáveis maternas, gestacionais e neonatais, exceto para o CD4 materno, em que, quanto maior a contagem de células CD4, maior o risco de alteração condutiva. Conclusão: Os achados descritos trazem dados relevantes sobre as alterações auditivas em lactentes ENI, agregando informações à literatura, que ainda é tão escassa para essa população. Dessa forma, fica evidenciada a importância do monitoramento auditivo destas crianças nos primeiros anos de vida.
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spelling Berticelli, Amanda ZanattaCosta, Sady Selaimen daFriedrich, Luciana2025-05-10T06:56:57Z2025http://hdl.handle.net/10183/291509001256429Introdução: Dentre as inúmeras complicações causadas, direta ou indiretamente, pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), destacam-se as alterações do sistema auditivo. Em se tratando de crianças expostas não infectadas (ENI), estas parecem ter maior risco de PA em relação a seus pares não-expostos, mas um menor risco quando comparadas àquelas infectadas pelo HIV, porém a literatura ainda não é totalmente clara sobre essa associação. Objetivo: Avaliar a audição de lactentes ENI nos primeiros meses de vida e correlacionar esses achados a variáveis maternas, gestacionais e neonatais. Métodos: Estudo de coorte prospectivo, incluindo todos os lactentes expostos ao HIV, nascidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre no período de maio de 2021 a março de 2023. Na primeira etapa do estudo, ao nascimento, foram coletados dados maternos, gestacionais e neonatais, bem como da triagem auditiva neonatal. Na segunda etapa, por volta dos 6 meses de idade, foram realizadas avaliação otorrinolaringológica e audiológica, incluindo timpanometria de banda larga e avaliação eletrofisiológica, por meio do potencial evocado auditivo de tronco encefálico por frequência específica (PEATE-FE). Resultados: 38 lactentes, com média de idade de 8 meses (± 3,3), realizaram todas as etapas previstas do estudo. Destes, 1 (2,6%) apresentou perda auditiva (PA) sensorioneural bilateral e 13 (34,2%) apresentaram PA condutiva, sendo 6 unilaterais e 7 bilaterais. Não foram encontradas associações entre a PA e as diversas variáveis maternas, gestacionais e neonatais, exceto para o CD4 materno, em que, quanto maior a contagem de células CD4, maior o risco de alteração condutiva. Conclusão: Os achados descritos trazem dados relevantes sobre as alterações auditivas em lactentes ENI, agregando informações à literatura, que ainda é tão escassa para essa população. Dessa forma, fica evidenciada a importância do monitoramento auditivo destas crianças nos primeiros anos de vida.Introduction: Among the complications caused, directly or indirectly, by the human immunodeficiency virus (HIV), changes in the auditory system stand out. In the case of exposed but uninfected (ENI) children, they appear to have a higher risk of HL compared to their unexposed peers, but a lower risk when compared to those infected with HIV, however the literature is still not entirely clear about this association. Objective: To evaluate the hearing of ENI infants in the first months of life and correlate these findings with maternal, gestational, and neonatal variables. Methods: Prospective cohort study, including all HIV-exposed infants born at the Hospital de Clínicas de Porto Alegre from May 2021 to March 2023. In the first stage of the study, at birth, maternal, gestational, and neonatal data were collected, as well as neonatal hearing screening. In the second stage, around 6 months of age, otorhinolaryngological and audiological evaluations were performed, including wideband tympanometry and electrophysiological evaluation, using frequency-specific brainstem auditory evoked potential (FE-ABR). Results: 38 infants, with a mean age of 8 months (± 3.3), completed all planned stages of the study. Of these, 1 (2.6%) had bilateral sensorineural hearing loss (HL) and 13 (34.2%) had conductive HL, 6 unilateral and 7 bilateral. No associations were found between HL and the various maternal, gestational and neonatal variables, except for maternal CD4, in which the higher the concentration of CD4 cells, the greater the risk of conductive alteration. Conclusion: The results presented provide relevant data on hearing alterations in ENI infants, adding information to the literature, which is still so scarce for this population. Thus, it is possible to affirm the importance of auditory monitoring of these children in the first years of life.application/pdfporLactentePotenciais evocados auditivosHIVPerda auditivaHearing lossInfantAuditory evoked potentialsAvaliação e seguimento da audição de lactentes expostos ao vírus da imunodeficiência humanainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do AdolescentePorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001256429.pdf.txt001256429.pdf.txtExtracted Texttext/plain103558http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/291509/2/001256429.pdf.txtbb5d2ba61618e3445fd0b076efe2dc18MD52ORIGINAL001256429.pdfTexto parcialapplication/pdf656906http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/291509/1/001256429.pdf103b3e99a9b187e5b7d388a1134b22f8MD5110183/2915092025-05-11 06:40:31.441346oai:www.lume.ufrgs.br:10183/291509Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-05-11T09:40:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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