Estudo das palavras gaguejadas por crianças e adultos : caracterizando a gagueira como um distúrbio de linguagem

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Bohnen, Anelise Junqueira
Orientador(a): Zilles, Ana Maria Stahl
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/21569
Resumo: Gagueira usualmente inicia ao redor dos três anos de idade, durante o período da aquisição da linguagem, quando as habilidades fonoarticulatórias são adquiridas e expandidas. Isso não é uma simples coincidência. Há muitas conexões e interações entre o desenvolvimento da linguagem e a emergência da gagueira na criança. Para verificar as características das palavras gaguejadas por adultos e crianças falantes do Português Brasileiro, quatro hipóteses foram levantadas e os objetivos para testá-las foram: 1) investigar a localização das gagueiras nas palavras, a classificação silábica e a tonicidade, as tipologias mais frequentes, e a influência do gênero e da faixa etária; 2) verificar o efeito do tempo nas características das palavras gaguejadas (foram escolhidos quatro quinquênios: 1986-1990; 1991-1995; 1996-2000 e 2001-2005); 3) verificar as semelhanças e diferenças entre hesitações normais e gagueira, e 4) desenvolver uma metodologia facilitadora da transcrição e da análise de frequência das palavras coletadas. Foram transcritas as primeiras 100 palavras faladas por sujeitos sem tratamento prévio, na primeira entrevista, num total de 12000 palavras faladas por 60 adultos e 60 crianças, das quais 1326 eram gaguejadas. Um programa de Semântica Eletrônica foi criado para verificar a frequência das ocorrências. Nenhuma diferença significativa foi revelada pela análise estatística entre todas as variáveis investigadas. Bloqueios e repetições foram mais frequentes do que prolongamentos e as gagueiras localizaram-se em 97% das primeiras sílabas das palavras. Extensão e tonicidade silábica não influenciaram a posição da gagueira na palavra. Gênero e faixa etária, assim como o tempo também não mudaram as características das palavras gaguejadas. As características das palavras gaguejadas em 2005 são as mesmas das palavras gaguejadas em 1986. Entre as hesitações normais e a gagueira, as semelhanças foram menores que as diferenças. Hesitações ocorrem entre palavras e gagueiras ocorrem dentro das palavras. O programa de Semântica Eletrônica se mostrou altamente facilitador para a análise da frequência das palavras coletadas. A regularidade encontrada não é das pessoas que gaguejam. A regularidade da gagueira é a regularidade da linguagem.
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Para verificar as características das palavras gaguejadas por adultos e crianças falantes do Português Brasileiro, quatro hipóteses foram levantadas e os objetivos para testá-las foram: 1) investigar a localização das gagueiras nas palavras, a classificação silábica e a tonicidade, as tipologias mais frequentes, e a influência do gênero e da faixa etária; 2) verificar o efeito do tempo nas características das palavras gaguejadas (foram escolhidos quatro quinquênios: 1986-1990; 1991-1995; 1996-2000 e 2001-2005); 3) verificar as semelhanças e diferenças entre hesitações normais e gagueira, e 4) desenvolver uma metodologia facilitadora da transcrição e da análise de frequência das palavras coletadas. Foram transcritas as primeiras 100 palavras faladas por sujeitos sem tratamento prévio, na primeira entrevista, num total de 12000 palavras faladas por 60 adultos e 60 crianças, das quais 1326 eram gaguejadas. Um programa de Semântica Eletrônica foi criado para verificar a frequência das ocorrências. Nenhuma diferença significativa foi revelada pela análise estatística entre todas as variáveis investigadas. Bloqueios e repetições foram mais frequentes do que prolongamentos e as gagueiras localizaram-se em 97% das primeiras sílabas das palavras. Extensão e tonicidade silábica não influenciaram a posição da gagueira na palavra. Gênero e faixa etária, assim como o tempo também não mudaram as características das palavras gaguejadas. As características das palavras gaguejadas em 2005 são as mesmas das palavras gaguejadas em 1986. Entre as hesitações normais e a gagueira, as semelhanças foram menores que as diferenças. Hesitações ocorrem entre palavras e gagueiras ocorrem dentro das palavras. O programa de Semântica Eletrônica se mostrou altamente facilitador para a análise da frequência das palavras coletadas. A regularidade encontrada não é das pessoas que gaguejam. A regularidade da gagueira é a regularidade da linguagem.Stuttering usually begins around three years of age, during the language acquisition time, when the speech-language skills are acquired and expanded. This is not a simple coincidence. There are many connections and interactions between language development and the emergence of stuttering in children. To check the characteristics of words stuttered by adults and children speakers of Brazilian Portuguese, four hypotheses were developed and the goals to test them were: 1) to investigate the stuttering location in words, the syllabic classification and stress, the most common types, and the influence of gender and age group; 2) to determine the effect of time on the characteristics of stuttered words (four year periods were chosen: 1986-1990, 1991-1995, 1996-2000 and 2001-2005); 3) to verify the similarities and differences between normal hesitation and stuttering, and 4) to develop a methodology to facilitate the transcription and analysis of collected words, through a Semantic Web program. The first 100 words spoken by not previously treated subjects, during their first interview, were recorded and transcribed. From the 12,000 words spoken by 60 adults and 60 children, 1,326 were stuttered. An Electronic Semantics program was created to verify the frequency of occurrences. Results: No significant differences were revealed by the statistical analysis for all variables investigated. Blocks and repetitions were more frequent than prolongations; stutterings were located 97% of the time on the first syllables of words. Extension and syllabic stress did not influence the position of stuttering on the word. Gender and age, as well as time, did not change the characteristics of stuttered words. The characteristics of the stuttered words of 2005 are the same as the stuttered words of 1986. Among normal hesitations and stuttering, there were more differences than similarities. The Electronic Semantic program was highly efficient for transcription and analysis of frequency of the collected words. The found regularity of results is not from the people who stutter. The regularity of stuttering is the regularity of language.application/pdfporLinguística aplicadaSociolingüísticaContexto socialGagueiraAquisição da linguagemDisturbio de linguagemStutteringStuttered wordsHesitationsLanguageEstudo das palavras gaguejadas por crianças e adultos : caracterizando a gagueira como um distúrbio de linguageminfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de LetrasPrograma de Pós-Graduação em LetrasPorto Alegre, BR-RS2009doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000730478.pdf000730478.pdfTexto completoapplication/pdf1225363http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/21569/1/000730478.pdf9e4885245d7fba9402782f8a44140a50MD51TEXT000730478.pdf.txt000730478.pdf.txtExtracted Texttext/plain336685http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/21569/2/000730478.pdf.txt9d39103213b6e0b77d761b89141f1dddMD52THUMBNAIL000730478.pdf.jpg000730478.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1080http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/21569/3/000730478.pdf.jpge545c5730f55e8fe26ef6fc5b5f8e164MD5310183/215692018-10-16 07:58:23.49oai:www.lume.ufrgs.br:10183/21569Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-16T10:58:23Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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