As coisas convivem : processos e limiares do escritor, do crítico, e do ator
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302310 |
Resumo: | A tese triangula três entidades: o escritor, o crítico literário, e o ator. A entidade do escritor é representada por Lygia Fagundes Telles (1918-2022). O crítico literário é representado por nomes como Roland Barthes e Antonio Candido. O ator é representado por mim mesmo, autor da tese. Reflete-se sobre os processos das entidades, os limites entre elas, o quanto se alimentam e desempenham as funções umas das outras. Cada capítulo lida com uma das entidades na ordem de apresentação no título. No primeiro capítulo, o mais extenso dos três, a discussão de três entrevistas com Telles. Essa discussão apresenta a escritora e evidencia suas especificidades como artista da palavra: a inclusão do próprio processo de criação na produção, a recorrência de temas como leitura e escrita, e evidências de que também foi uma atriz. Outros aspectos abordados no primeiro capítulo são: interlocuções entre Telles e outros escritores, especialmente Lispector; leituras de A disciplina do amor (1980), bem como uma comparação entre duas versões dessa obra; uma análise do documentário Narrarte (1990), realizado por Goffredo Telles Neto, filho de Telles. Ainda no primeiro capítulo, a monstruosidade, viés teórico que em boa medida sustenta o estudo. O segundo capítulo, orientado por três perguntas, centra-se em minha descoberta como crítico, no papel que a crítica deveria desempenhar na contemporaneidade, e em que medida a crítica também performa e faz literatura. No terceiro capítulo, o processo de criação da peça SrME, monólogo atuado por mim e inspirado em "Senhor diretor", conto de Telles. A intenção da tese é sobretudo aventar o seguinte: que Telles, além de escritora, pode ser pensada como crítica literária e atriz; que a crítica literária tem um papel performativo e muitas vezes se assemelha ao objeto sobre o qual se debruça; e que eu, ator/pesquisador da contemporaneidade, posso ser pensado e me pensar como escritor (às vezes escrevo com papel e caneta, às vezes escrevo com o/no corpo) e (futuro) crítico literário. Talvez também crítico teatral. Futuro. |
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Nunes, Ivan Eder NetoRebello, Lúcia Sá2026-03-19T08:01:03Z2025http://hdl.handle.net/10183/302310001302764A tese triangula três entidades: o escritor, o crítico literário, e o ator. A entidade do escritor é representada por Lygia Fagundes Telles (1918-2022). O crítico literário é representado por nomes como Roland Barthes e Antonio Candido. O ator é representado por mim mesmo, autor da tese. Reflete-se sobre os processos das entidades, os limites entre elas, o quanto se alimentam e desempenham as funções umas das outras. Cada capítulo lida com uma das entidades na ordem de apresentação no título. No primeiro capítulo, o mais extenso dos três, a discussão de três entrevistas com Telles. Essa discussão apresenta a escritora e evidencia suas especificidades como artista da palavra: a inclusão do próprio processo de criação na produção, a recorrência de temas como leitura e escrita, e evidências de que também foi uma atriz. Outros aspectos abordados no primeiro capítulo são: interlocuções entre Telles e outros escritores, especialmente Lispector; leituras de A disciplina do amor (1980), bem como uma comparação entre duas versões dessa obra; uma análise do documentário Narrarte (1990), realizado por Goffredo Telles Neto, filho de Telles. Ainda no primeiro capítulo, a monstruosidade, viés teórico que em boa medida sustenta o estudo. O segundo capítulo, orientado por três perguntas, centra-se em minha descoberta como crítico, no papel que a crítica deveria desempenhar na contemporaneidade, e em que medida a crítica também performa e faz literatura. No terceiro capítulo, o processo de criação da peça SrME, monólogo atuado por mim e inspirado em "Senhor diretor", conto de Telles. A intenção da tese é sobretudo aventar o seguinte: que Telles, além de escritora, pode ser pensada como crítica literária e atriz; que a crítica literária tem um papel performativo e muitas vezes se assemelha ao objeto sobre o qual se debruça; e que eu, ator/pesquisador da contemporaneidade, posso ser pensado e me pensar como escritor (às vezes escrevo com papel e caneta, às vezes escrevo com o/no corpo) e (futuro) crítico literário. Talvez também crítico teatral. Futuro.The thesis triangulates three entities: the writer, the literary critic, and the actor. The writer is represented by Lygia Fagundes Telles (1918-2022). The literary critic is represented by names such as Roland Barthes and Antonio Candido. The actor is represented by myself, the author of the work. The discussion focuses on the processes of these entities, the boundaries between them, and how they feed off each other and perform each other's functions. Each chapter addresses one of the entities in the order presented in the title. The first chapter, the longest of the three, discusses three interviews with Telles. This discussion introduces the writer and highlights her specificities as a wordsmith: the inclusion of her own creative process in her work, the recurrence of themes such as reading and writing, and evidence that she was also an actress. Other aspects covered in the first chapter include: dialogues between Telles and other writers, especially Lispector; readings of A disciplina do amor (1980), as well as a comparison between two versions of that work; and an analysis of the documentary Narrarte (1990), directed by Goffredo Telles Neto, Telles's son. Also in the first chapter, monstrosity, a theoretical bias that largely underpins the study, is discussed. The second chapter, guided by three questions, focuses on my discovery as a critic, the role criticism should play in contemporary times, and the extent to which criticism also performs and creates literature. The third chapter explores the creative process of the play "SrME," a monologue I performed and inspired by "Senhor Diretor," a short story by Telles. The intention of this work is above all to suggest the following: that Telles, in addition to being a writer, can be considered a literary critic and actress; that literary criticism has a performative role and often resembles the object upon which it focuses; and that I, an actor/researcher of contemporary art, can be considered and think of myself as a writer (sometimes I write with pen and paper, sometimes I write with/on my body) and (a future) literary critic. Perhaps also a theater critic. Future.application/pdfporTelles, Lygia Fagundes, 1923-2022Crítica literáriaLiteratura comparadaTeatroLiterary criticismTheaterReadingComparative literatureAs coisas convivem : processos e limiares do escritor, do crítico, e do atorinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de LetrasPrograma de Pós-Graduação em LetrasPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001302764.pdf.txt001302764.pdf.txtExtracted Texttext/plain1062328http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302310/2/001302764.pdf.txt80e87e3f085284025ee827f607af80b7MD52ORIGINAL001302764.pdfTexto completoapplication/pdf26180751http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302310/1/001302764.pdf185ab4d5fa163bab40b914ca91c2e31eMD5110183/3023102026-03-20 08:03:24.929284oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302310Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-03-20T11:03:24Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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