Efeito da ingestão hídrica orientada na função renal de pacientes idosos
| Ano de defesa: | 2021 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/235002 |
Resumo: | Introdução e Justificativa: A desidratação aguda no indivíduo idoso é uma condição clínica bastante conhecida. Situações que levam a estados de desidratação crônica nas pessoas idosas podem ser bastante frequentes, no entanto, são pouco estudadas. As alterações metabólicas na homeostase da água corporal podem influenciar e propiciar estados de desidratação crônica, através da reduzida sensibilidade à sede, ao hormônio antidiurético e incapacidade renal de concentrar a urina. A presença de doenças crônicas como diabetes melito e uso de polifarmácia também podem predispor estados de desidratação crônica e esta condição pode promover a perda de função renal em idosos, associados com fenômenos naturais da idade. Entender se o aumento da ingestão hídrica pode melhorar a função renal na população idosa é de grande valia, visto tratar-se de uma intervenção simples e barata e, se confirmada, passível de ser levada às instituições ou promovida por familiares e cuidadores dedicados a indivíduos idosos. Objetivos: Avaliar o efeito da ingestão hídrica calculada (por quilograma de peso do paciente) sobre o estado de hidratação e função renal em uma população de indivíduos idosos. Delineamento: Ensaio Clínico Randomizado em paralelo e aberto. Material e Métodos: Participantes com ≥ 65 anos provenientes do ambulatório de medicina interna do HCPA foram randomizados para receber ou não orientações para uma ingestão hídrica calculada (30 mL/kg peso por dia). Após um período de 14 dias foram reavaliados para as mesmas condições e testes laboratoriais (creatinina, uréia, sódio, cistatina C e osmolaridade séricos e também osmolaridade urinária, sódio, creatinina urinários e volume de urina em 24-horas). Bioimpedância também foi realizada nos dois momentos. Além disso, os pacientes também serão avaliados com o instrumento Mini Mental State Examination na primeira consulta e após a intervenção. Resultados: A taxa de filtração glomerular estimada pela equação CKD-EPI 2009 não mostrou diferença na variação entre o grupo controle (GC) e o grupo intervenção (GI) (-0,68 [DP 11,55] vs 0,15 [DP 7,25] mL/min/1.73 m² p 0.282, respectivamente), e teve o mesmo comportamento com a equação MDRD (-1.33 [SD 10.87] vs 1.42 [SD 10.16] mL/kg/1.73m², p 0.346), equação BIS 1 (-1.0 [SD 7.41 ] vs 1.19 [SD 6.91] mL/kg/1.73m², p 0.392). Nas fórmulas com cistatina, CKD-EPIcistatina, CKD-EPI-creatinina-cistatina e BIS 2, a taxa de filtração glomerular foi semelhante. A creatinina sérica, frequentemente usada como substituta da função renal, variou no GC de 1.01 (DP 0.32) a 1.07 (DP 0.46), p 0.43, após duas semanas, 10 enquanto no GI variou de 0.94 mg/dL (DP 0.28) a 0.93 mg/dL (DP 0.24), p 0.16 (entre os grupos) e p 0.43 (tempo). Os demais exames laboratoriais não diferiram entre os grupos durante o intervalo. Conclusão: A orientação para aumentar a ingestão hídrica oral pela fórmula de 30 mL/kg/dia, apesar de segura, não trouxe benefícios na função renal na população idosa. |
| id |
URGS_7cca82738900b3d8442f7caeb7b7f7b3 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:www.lume.ufrgs.br:10183/235002 |
| network_acronym_str |
URGS |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Falcetta, Mariana Rangel RibeiroBauer, Andrea Carla2022-02-10T04:36:40Z2021http://hdl.handle.net/10183/235002001137048Introdução e Justificativa: A desidratação aguda no indivíduo idoso é uma condição clínica bastante conhecida. Situações que levam a estados de desidratação crônica nas pessoas idosas podem ser bastante frequentes, no entanto, são pouco estudadas. As alterações metabólicas na homeostase da água corporal podem influenciar e propiciar estados de desidratação crônica, através da reduzida sensibilidade à sede, ao hormônio antidiurético e incapacidade renal de concentrar a urina. A presença de doenças crônicas como diabetes melito e uso de polifarmácia também podem predispor estados de desidratação crônica e esta condição pode promover a perda de função renal em idosos, associados com fenômenos naturais da idade. Entender se o aumento da ingestão hídrica pode melhorar a função renal na população idosa é de grande valia, visto tratar-se de uma intervenção simples e barata e, se confirmada, passível de ser levada às instituições ou promovida por familiares e cuidadores dedicados a indivíduos idosos. Objetivos: Avaliar o efeito da ingestão hídrica calculada (por quilograma de peso do paciente) sobre o estado de hidratação e função renal em uma população de indivíduos idosos. Delineamento: Ensaio Clínico Randomizado em paralelo e aberto. Material e Métodos: Participantes com ≥ 65 anos provenientes do ambulatório de medicina interna do HCPA foram randomizados para receber ou não orientações para uma ingestão hídrica calculada (30 mL/kg peso por dia). Após um período de 14 dias foram reavaliados para as mesmas condições e testes laboratoriais (creatinina, uréia, sódio, cistatina C e osmolaridade séricos e também osmolaridade urinária, sódio, creatinina urinários e volume de urina em 24-horas). Bioimpedância também foi realizada nos dois momentos. Além disso, os pacientes também serão avaliados com o instrumento Mini Mental State Examination na primeira consulta e após a intervenção. Resultados: A taxa de filtração glomerular estimada pela equação CKD-EPI 2009 não mostrou diferença na variação entre o grupo controle (GC) e o grupo intervenção (GI) (-0,68 [DP 11,55] vs 0,15 [DP 7,25] mL/min/1.73 m² p 0.282, respectivamente), e teve o mesmo comportamento com a equação MDRD (-1.33 [SD 10.87] vs 1.42 [SD 10.16] mL/kg/1.73m², p 0.346), equação BIS 1 (-1.0 [SD 7.41 ] vs 1.19 [SD 6.91] mL/kg/1.73m², p 0.392). Nas fórmulas com cistatina, CKD-EPIcistatina, CKD-EPI-creatinina-cistatina e BIS 2, a taxa de filtração glomerular foi semelhante. A creatinina sérica, frequentemente usada como substituta da função renal, variou no GC de 1.01 (DP 0.32) a 1.07 (DP 0.46), p 0.43, após duas semanas, 10 enquanto no GI variou de 0.94 mg/dL (DP 0.28) a 0.93 mg/dL (DP 0.24), p 0.16 (entre os grupos) e p 0.43 (tempo). Os demais exames laboratoriais não diferiram entre os grupos durante o intervalo. Conclusão: A orientação para aumentar a ingestão hídrica oral pela fórmula de 30 mL/kg/dia, apesar de segura, não trouxe benefícios na função renal na população idosa.Background and Rationale: Acute dehydration in the geriatric population is a wellknown clinical condition. Situations that lead to chronic dehydration states in older adults can be quite frequent. However, they are little studied. Metabolic alterations in body water homeostasis can influence and provide states of chronic dehydration, through reduced sensitivity to thirst, antidiuretic hormone and renal inability to concentrate urine. The presence of chronic diseases such as diabetes mellitus and the use of polypharmacy can also predispose to states of chronic dehydration. This condition can promote the loss of kidney function in the geriatric population, associated with natural aging phenomena. Understanding whether increased water intake can improve kidney function in older people seems to be of great value. It is cheap and straightforward intervention and, if confirmed, likely to be taken to institutions or promoted by family members and dedicated caregivers to older individuals. Objectives: To evaluate the effect of simulated and calculated water intake (per kilogram of patient weight) on hydration status and kidney function in a population of older adults. Design: Parallel and open randomized clinical trial. Material and Methods: Participants aged ≥ 65 years from the HCPA Internal Medicine clinic were randomized to receive or not guidance for a calculated fluid intake (30 mL/kg weight per day). After 14 days, they were reassessed for the same conditions and laboratory tests (creatinine, urea, sodium, cystatin C and serum osmolality and also urinary osmolality, urinary sodium, creatinine and urine volume in 24-hour urine). Bioimpedance was also performed in both moments. In addition, patients will also be evaluated with the Mini Mental State Examination instrument at the first visit and after the intervention. Results: The glomerular filtration rate estimated by the 2009 CKD-EPI equation showed no difference in the variation between the control group (CG) and the intervention group (IG) (-0.68 [SD 11.55] vs 0.15 [SD 7.25] mL/min/1.73 m² p 0.282, respectively), and had the same behavior with the MDRD equation (-1.33 [SD 10.87] vs 1.42 [SD 10.16] mL/kg/1.73m², p 0.346), BIS 1 equation (-1.0 [SD 7.41] vs 1.19 [SD 6.91] mL/kg/1.73m², p 0.392). In the formulas with cystatin C, CKD-EPI-cystatin C, CKD-EPI-creatinine-cystatin C and BIS2, the glomerular filtration rate was similar. Serum creatinine, often used as a replacement for kidney function, ranged from 1.01 (SD 0.32) to 1.07 (SD 0.46) in the CG, p 0.43 after two weeks, while in the IG it ranged from 0.94 mg/dL (SD 0.28) to 0.93 mg/dL (SD 0.24), p 0.16 (between groups) and p 0.43 (time). The other laboratory tests did not differ between groups during the interval. 12 Conclusion: The guidance to increase oral water intake by formula of 30 mL/kg/day, although it was a safe intervention, did not bring benefits in kidney function in the older population.application/pdfporDesidrataçãoIngestão de líquidosNefropatiasIdosoEfeito da ingestão hídrica orientada na função renal de pacientes idososinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências Médicas: EndocrinologiaPorto Alegre, BR-RS2021doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001137048.pdf.txt001137048.pdf.txtExtracted Texttext/plain54779http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/235002/2/001137048.pdf.txtfdf2b78fc14d83ab587cd3de86c4aa34MD52ORIGINAL001137048.pdfTexto parcialapplication/pdf2922347http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/235002/1/001137048.pdfb5adc544dea27fd1785656861666f1d4MD5110183/2350022025-08-03 08:00:38.305081oai:www.lume.ufrgs.br:10183/235002Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-08-03T11:00:38Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Efeito da ingestão hídrica orientada na função renal de pacientes idosos |
| title |
Efeito da ingestão hídrica orientada na função renal de pacientes idosos |
| spellingShingle |
Efeito da ingestão hídrica orientada na função renal de pacientes idosos Falcetta, Mariana Rangel Ribeiro Desidratação Ingestão de líquidos Nefropatias Idoso |
| title_short |
Efeito da ingestão hídrica orientada na função renal de pacientes idosos |
| title_full |
Efeito da ingestão hídrica orientada na função renal de pacientes idosos |
| title_fullStr |
Efeito da ingestão hídrica orientada na função renal de pacientes idosos |
| title_full_unstemmed |
Efeito da ingestão hídrica orientada na função renal de pacientes idosos |
| title_sort |
Efeito da ingestão hídrica orientada na função renal de pacientes idosos |
| author |
Falcetta, Mariana Rangel Ribeiro |
| author_facet |
Falcetta, Mariana Rangel Ribeiro |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Falcetta, Mariana Rangel Ribeiro |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Bauer, Andrea Carla |
| contributor_str_mv |
Bauer, Andrea Carla |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Desidratação Ingestão de líquidos Nefropatias Idoso |
| topic |
Desidratação Ingestão de líquidos Nefropatias Idoso |
| description |
Introdução e Justificativa: A desidratação aguda no indivíduo idoso é uma condição clínica bastante conhecida. Situações que levam a estados de desidratação crônica nas pessoas idosas podem ser bastante frequentes, no entanto, são pouco estudadas. As alterações metabólicas na homeostase da água corporal podem influenciar e propiciar estados de desidratação crônica, através da reduzida sensibilidade à sede, ao hormônio antidiurético e incapacidade renal de concentrar a urina. A presença de doenças crônicas como diabetes melito e uso de polifarmácia também podem predispor estados de desidratação crônica e esta condição pode promover a perda de função renal em idosos, associados com fenômenos naturais da idade. Entender se o aumento da ingestão hídrica pode melhorar a função renal na população idosa é de grande valia, visto tratar-se de uma intervenção simples e barata e, se confirmada, passível de ser levada às instituições ou promovida por familiares e cuidadores dedicados a indivíduos idosos. Objetivos: Avaliar o efeito da ingestão hídrica calculada (por quilograma de peso do paciente) sobre o estado de hidratação e função renal em uma população de indivíduos idosos. Delineamento: Ensaio Clínico Randomizado em paralelo e aberto. Material e Métodos: Participantes com ≥ 65 anos provenientes do ambulatório de medicina interna do HCPA foram randomizados para receber ou não orientações para uma ingestão hídrica calculada (30 mL/kg peso por dia). Após um período de 14 dias foram reavaliados para as mesmas condições e testes laboratoriais (creatinina, uréia, sódio, cistatina C e osmolaridade séricos e também osmolaridade urinária, sódio, creatinina urinários e volume de urina em 24-horas). Bioimpedância também foi realizada nos dois momentos. Além disso, os pacientes também serão avaliados com o instrumento Mini Mental State Examination na primeira consulta e após a intervenção. Resultados: A taxa de filtração glomerular estimada pela equação CKD-EPI 2009 não mostrou diferença na variação entre o grupo controle (GC) e o grupo intervenção (GI) (-0,68 [DP 11,55] vs 0,15 [DP 7,25] mL/min/1.73 m² p 0.282, respectivamente), e teve o mesmo comportamento com a equação MDRD (-1.33 [SD 10.87] vs 1.42 [SD 10.16] mL/kg/1.73m², p 0.346), equação BIS 1 (-1.0 [SD 7.41 ] vs 1.19 [SD 6.91] mL/kg/1.73m², p 0.392). Nas fórmulas com cistatina, CKD-EPIcistatina, CKD-EPI-creatinina-cistatina e BIS 2, a taxa de filtração glomerular foi semelhante. A creatinina sérica, frequentemente usada como substituta da função renal, variou no GC de 1.01 (DP 0.32) a 1.07 (DP 0.46), p 0.43, após duas semanas, 10 enquanto no GI variou de 0.94 mg/dL (DP 0.28) a 0.93 mg/dL (DP 0.24), p 0.16 (entre os grupos) e p 0.43 (tempo). Os demais exames laboratoriais não diferiram entre os grupos durante o intervalo. Conclusão: A orientação para aumentar a ingestão hídrica oral pela fórmula de 30 mL/kg/dia, apesar de segura, não trouxe benefícios na função renal na população idosa. |
| publishDate |
2021 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2021 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2022-02-10T04:36:40Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://hdl.handle.net/10183/235002 |
| dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv |
001137048 |
| url |
http://hdl.handle.net/10183/235002 |
| identifier_str_mv |
001137048 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) instacron:UFRGS |
| instname_str |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| instacron_str |
UFRGS |
| institution |
UFRGS |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| bitstream.url.fl_str_mv |
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/235002/2/001137048.pdf.txt http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/235002/1/001137048.pdf |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
fdf2b78fc14d83ab587cd3de86c4aa34 b5adc544dea27fd1785656861666f1d4 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| repository.mail.fl_str_mv |
lume@ufrgs.br || lume@ufrgs.br |
| _version_ |
1846255897828917248 |