"Há uma rachadura em tudo, é assim que a luz entra" : gramáticas emocionais, rupturas e transformações no processo de perda visual

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Winter, Amanda Dias
Orientador(a): Gama, Fabiene De Moraes Vasconcelos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/293160
Resumo: A presente pesquisa investiga o processo de tornar-se deficiente visual a partir de dinâmicas emocionais, identitárias e sociais vivenciados por mulheres com deficiência visual, compreendida aqui como a perda total ou parcial da visão. Fundamentada na antropologia das emoções e nos estudos da deficiência, a pesquisa evidencia a pluralidade emocional que constitui a experiência de vir a ser uma pessoa com deficiência. A partir de relatos e interações do grupo Nosso Jeito de Olhar, composto por participantes com diferentes trajetórias, são analisados os desafios impostos pelo capacitismo e a consequente reconfiguração de suas identidades, sublinhando-se a importância das redes de apoio mútuo.O estudo demonstra que a deficiência visual ultrapassa a mera perda funcional de um sentido, constituindo-se como uma ruptura que exige a adoção de novas práticas corporais, emocionais e sociais. As integrantes do grupo partilham experiências na trajetória de aprendizado de viver com uma deficiência, bem como trocas de saberes práticos, fomentando uma comunidade emocional que questiona estereótipos e legitima suas subjetividades. Ao conectar as dinâmicas individuais e coletivas, a pesquisa evidencia o papel primordial da reciprocidade e do sentimento de pertencimento na reconstrução da autonomia e na ampliação dos horizontes de vida para essas mulheres.
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