"Há uma rachadura em tudo, é assim que a luz entra" : gramáticas emocionais, rupturas e transformações no processo de perda visual
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/293160 |
Resumo: | A presente pesquisa investiga o processo de tornar-se deficiente visual a partir de dinâmicas emocionais, identitárias e sociais vivenciados por mulheres com deficiência visual, compreendida aqui como a perda total ou parcial da visão. Fundamentada na antropologia das emoções e nos estudos da deficiência, a pesquisa evidencia a pluralidade emocional que constitui a experiência de vir a ser uma pessoa com deficiência. A partir de relatos e interações do grupo Nosso Jeito de Olhar, composto por participantes com diferentes trajetórias, são analisados os desafios impostos pelo capacitismo e a consequente reconfiguração de suas identidades, sublinhando-se a importância das redes de apoio mútuo.O estudo demonstra que a deficiência visual ultrapassa a mera perda funcional de um sentido, constituindo-se como uma ruptura que exige a adoção de novas práticas corporais, emocionais e sociais. As integrantes do grupo partilham experiências na trajetória de aprendizado de viver com uma deficiência, bem como trocas de saberes práticos, fomentando uma comunidade emocional que questiona estereótipos e legitima suas subjetividades. Ao conectar as dinâmicas individuais e coletivas, a pesquisa evidencia o papel primordial da reciprocidade e do sentimento de pertencimento na reconstrução da autonomia e na ampliação dos horizontes de vida para essas mulheres. |
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Winter, Amanda DiasGama, Fabiene De Moraes Vasconcelos2025-06-25T07:57:07Z2025http://hdl.handle.net/10183/293160001266698A presente pesquisa investiga o processo de tornar-se deficiente visual a partir de dinâmicas emocionais, identitárias e sociais vivenciados por mulheres com deficiência visual, compreendida aqui como a perda total ou parcial da visão. Fundamentada na antropologia das emoções e nos estudos da deficiência, a pesquisa evidencia a pluralidade emocional que constitui a experiência de vir a ser uma pessoa com deficiência. A partir de relatos e interações do grupo Nosso Jeito de Olhar, composto por participantes com diferentes trajetórias, são analisados os desafios impostos pelo capacitismo e a consequente reconfiguração de suas identidades, sublinhando-se a importância das redes de apoio mútuo.O estudo demonstra que a deficiência visual ultrapassa a mera perda funcional de um sentido, constituindo-se como uma ruptura que exige a adoção de novas práticas corporais, emocionais e sociais. As integrantes do grupo partilham experiências na trajetória de aprendizado de viver com uma deficiência, bem como trocas de saberes práticos, fomentando uma comunidade emocional que questiona estereótipos e legitima suas subjetividades. Ao conectar as dinâmicas individuais e coletivas, a pesquisa evidencia o papel primordial da reciprocidade e do sentimento de pertencimento na reconstrução da autonomia e na ampliação dos horizontes de vida para essas mulheres.This study investigates the process of becoming visually impaired based on the emotional, identity-related, and social dynamics experienced by women with visual impairments, here understood as the total or partial loss of sight. Grounded in the anthropology of emotions and in disability studies, the research highlights the emotional plurality that shapes the experience of becoming a person with a disability. Drawing on accounts and interactions within the group Nosso Jeito de Olhar, composed of participants with diverse trajectories, it analyzes the challenges posed by ableism and the consequent reconfiguration of their identities, underlining the importance of mutual support networks.The study demonstrates that visual impairment goes beyond the mere functional loss of a sense, constituting a rupture that requires adopting new bodily, emotional, and social practices. Members of the group share experiences in the process of learning to live with a disability, as well as practical knowledge exchanges, fostering an “emotional community” that challenges stereotypes and legitimizes their subjectivities. By connecting individual and collective dynamics, the research reveals the fundamental role of reciprocity and the feeling of belonging in rebuilding autonomy and broadening these women’s life horizons.application/pdfporDeficiência visualMulheresAntropologia das emoçõesVisual impairmentWomen with disabilitiesAnthropology of emotionsDisability studiesEmotional community"Há uma rachadura em tudo, é assim que a luz entra" : gramáticas emocionais, rupturas e transformações no processo de perda visualinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Filosofia e Ciências HumanasPrograma de Pós-Graduação em Antropologia SocialPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001266698.pdf.txt001266698.pdf.txtExtracted Texttext/plain221377http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/293160/2/001266698.pdf.txta8e0d4e39d5a0f1b7d8a561ce5704663MD52ORIGINAL001266698.pdfTexto completoapplication/pdf1046418http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/293160/1/001266698.pdf52d39a7dd0076b82a6f0ae0c888c04e8MD5110183/2931602025-06-26 07:58:31.14495oai:www.lume.ufrgs.br:10183/293160Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-06-26T10:58:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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