Tolerância à glicose em gestantes de pré-natal geral : influência da temperatura ambiente
| Ano de defesa: | 1994 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/198986 |
Resumo: | O procedimento recomendado para o diagnóstico de diabetes gestacional é, em geral, o teste de tolerância oral à glicose, mas as sobrecargas de glicose e os critérios de interpretação são variados c, em regra, derivados da análi se estatística da distribuição das glicemias de um TTG. Entre os vários critérios recomendados, os mais aceitos mundialmente são o do NDDG, que utiliza um TTG de 3 horas com 100g de glicose e é baseado nos estudos de O'S ulli van e Mahan. e o da OMS, que propõe um TTG de 2 horas com 75g de glicose, embora esse último não tenha sido adequadamente avaliado na gravidez. Vários fatores alteram a medida da glicemia no TTG e podem estar relacionados com a gestante e, portanto, serem considerados de risco para o diabetes gestacional ou estarem relacionados com os procedimentos diagnóst icos. Entre os últ imos, citam-se a sobrecarga de glicose e a temperatura ambiente. Com o objetivo de avaliar a di stribuição das glicemias de jejum e de 1 e 2 horas após a ingestão de 75g de glicose e sua associação com a temperatura ambiente foram. estudadas consecutivamente .1 113 gestantes no segundo e tercei ro trimestres da gestação, com 20 ou mais anos de idade e sem diabetes prévio à gravidez. A média da idade das gestantes foi de 27,7 anos; da altu ra, 156,5cm; dos pesos prévio à gravidez e no arrolamento, 58,7 e 65,4kg, respectivamente; e dos índices de massa corporal prévio à gravidez e no arrolamento, 23,9 e 26,7kg/m2 , respectivamente; 66% eram brancas; 16,7% negras; e 16,9%, pa rdas. As gestantes que não completaram o TTG não diferiram das que o realizaram em relação a essas características, sugerindo que a amostra estudada é representat iva do total de gestantes selecionadas consecutivamente. A fonna das curvas de distribuição das glicemias foi de um sino, mais ou menos simétrico, com um pequeno desvio para a direita. A média e mediana foram semelhantes entre si, mas o índice de assimetria das curvas (skewness) mostrou um desvio à direita, principalmente para as glicemias de I e 2 horas. Os valores encontrados para a média mais dois desvios padrões foram de 103, 187 e 154mg/dl e para o, percenti, 95 e 97,5 foram de 100, 180 e 148mg/dl e de 105, 198 e 161 mg/dl, respectivamente, para as glicemias de jejum e de 1 e 2 horas. A diferença encontrada nos valores glicêmicos referentes à média acrescida de dois desvios padrões e ao percentil 97,S sugere que o desvio à direita é grande o sufi ciente para considerar o percentil como um melhor critério para a descrição das curvas. As médias das glicemias de I e 2 horas foram maio res a temperaturas elevadas e menores a temperaturas mais baixas. A diferença foi de 14,4mgldl e 17,3mgldl para as médias das glicemias de I e 2 horas, respectivamente, quando se compararam os valores medidos na fa ixa de temperatura abaixo de 15°C e igualou superior a 25°C. O ajustamento para as diferenças de faixa etária e de índice de massa corporal não alterou os resultados. O uso dos percentis parece mais adequado para a descrição da extremidade superior das curvas de di stribuição das glicemias de jejum e após uma sobrecarga de glicose e, portanto, como proposta de.um.critério diagnóstico para validação clínica. Existe uma associação positiva entre a temperatura ambiental e as glicemias de 1 e 2 horas, mas não com a de jejum. Esta associação pode ter im plicações importantes para a pesquisa e prática di agnóstica, principalmente para o diagnóstico do diabetes gestacional com base no teste oral de tolerância à glicose. |
| id |
URGS_7d3db71ec02104269a359cea886da15b |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:www.lume.ufrgs.br:10183/198986 |
| network_acronym_str |
URGS |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Matos, Maria Cristina GomesSchmidt, Maria Inês2019-09-07T02:33:52Z1994http://hdl.handle.net/10183/198986000061880O procedimento recomendado para o diagnóstico de diabetes gestacional é, em geral, o teste de tolerância oral à glicose, mas as sobrecargas de glicose e os critérios de interpretação são variados c, em regra, derivados da análi se estatística da distribuição das glicemias de um TTG. Entre os vários critérios recomendados, os mais aceitos mundialmente são o do NDDG, que utiliza um TTG de 3 horas com 100g de glicose e é baseado nos estudos de O'S ulli van e Mahan. e o da OMS, que propõe um TTG de 2 horas com 75g de glicose, embora esse último não tenha sido adequadamente avaliado na gravidez. Vários fatores alteram a medida da glicemia no TTG e podem estar relacionados com a gestante e, portanto, serem considerados de risco para o diabetes gestacional ou estarem relacionados com os procedimentos diagnóst icos. Entre os últ imos, citam-se a sobrecarga de glicose e a temperatura ambiente. Com o objetivo de avaliar a di stribuição das glicemias de jejum e de 1 e 2 horas após a ingestão de 75g de glicose e sua associação com a temperatura ambiente foram. estudadas consecutivamente .1 113 gestantes no segundo e tercei ro trimestres da gestação, com 20 ou mais anos de idade e sem diabetes prévio à gravidez. A média da idade das gestantes foi de 27,7 anos; da altu ra, 156,5cm; dos pesos prévio à gravidez e no arrolamento, 58,7 e 65,4kg, respectivamente; e dos índices de massa corporal prévio à gravidez e no arrolamento, 23,9 e 26,7kg/m2 , respectivamente; 66% eram brancas; 16,7% negras; e 16,9%, pa rdas. As gestantes que não completaram o TTG não diferiram das que o realizaram em relação a essas características, sugerindo que a amostra estudada é representat iva do total de gestantes selecionadas consecutivamente. A fonna das curvas de distribuição das glicemias foi de um sino, mais ou menos simétrico, com um pequeno desvio para a direita. A média e mediana foram semelhantes entre si, mas o índice de assimetria das curvas (skewness) mostrou um desvio à direita, principalmente para as glicemias de I e 2 horas. Os valores encontrados para a média mais dois desvios padrões foram de 103, 187 e 154mg/dl e para o, percenti, 95 e 97,5 foram de 100, 180 e 148mg/dl e de 105, 198 e 161 mg/dl, respectivamente, para as glicemias de jejum e de 1 e 2 horas. A diferença encontrada nos valores glicêmicos referentes à média acrescida de dois desvios padrões e ao percentil 97,S sugere que o desvio à direita é grande o sufi ciente para considerar o percentil como um melhor critério para a descrição das curvas. As médias das glicemias de I e 2 horas foram maio res a temperaturas elevadas e menores a temperaturas mais baixas. A diferença foi de 14,4mgldl e 17,3mgldl para as médias das glicemias de I e 2 horas, respectivamente, quando se compararam os valores medidos na fa ixa de temperatura abaixo de 15°C e igualou superior a 25°C. O ajustamento para as diferenças de faixa etária e de índice de massa corporal não alterou os resultados. O uso dos percentis parece mais adequado para a descrição da extremidade superior das curvas de di stribuição das glicemias de jejum e após uma sobrecarga de glicose e, portanto, como proposta de.um.critério diagnóstico para validação clínica. Existe uma associação positiva entre a temperatura ambiental e as glicemias de 1 e 2 horas, mas não com a de jejum. Esta associação pode ter im plicações importantes para a pesquisa e prática di agnóstica, principalmente para o diagnóstico do diabetes gestacional com base no teste oral de tolerância à glicose.application/pdfporDiabetes gestacionalCuidado pré-natalTeste de tolerância à glucoseGlicemiaTemperaturaTolerância à glicose em gestantes de pré-natal geral : influência da temperatura ambienteinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Medicina: Clínica MédicaPorto Alegre, BR-RS1994mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT000061880.pdf.txt000061880.pdf.txtExtracted Texttext/plain168754http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/198986/2/000061880.pdf.txt72e206b892ac40dcb5fee85bf57e6c4dMD52ORIGINAL000061880.pdfTexto completoapplication/pdf16533088http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/198986/1/000061880.pdfa739df41cc9071739f4e4110d96a6a8aMD5110183/1989862025-06-27 07:57:41.262169oai:www.lume.ufrgs.br:10183/198986Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-06-27T10:57:41Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Tolerância à glicose em gestantes de pré-natal geral : influência da temperatura ambiente |
| title |
Tolerância à glicose em gestantes de pré-natal geral : influência da temperatura ambiente |
| spellingShingle |
Tolerância à glicose em gestantes de pré-natal geral : influência da temperatura ambiente Matos, Maria Cristina Gomes Diabetes gestacional Cuidado pré-natal Teste de tolerância à glucose Glicemia Temperatura |
| title_short |
Tolerância à glicose em gestantes de pré-natal geral : influência da temperatura ambiente |
| title_full |
Tolerância à glicose em gestantes de pré-natal geral : influência da temperatura ambiente |
| title_fullStr |
Tolerância à glicose em gestantes de pré-natal geral : influência da temperatura ambiente |
| title_full_unstemmed |
Tolerância à glicose em gestantes de pré-natal geral : influência da temperatura ambiente |
| title_sort |
Tolerância à glicose em gestantes de pré-natal geral : influência da temperatura ambiente |
| author |
Matos, Maria Cristina Gomes |
| author_facet |
Matos, Maria Cristina Gomes |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Matos, Maria Cristina Gomes |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Schmidt, Maria Inês |
| contributor_str_mv |
Schmidt, Maria Inês |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Diabetes gestacional Cuidado pré-natal Teste de tolerância à glucose Glicemia Temperatura |
| topic |
Diabetes gestacional Cuidado pré-natal Teste de tolerância à glucose Glicemia Temperatura |
| description |
O procedimento recomendado para o diagnóstico de diabetes gestacional é, em geral, o teste de tolerância oral à glicose, mas as sobrecargas de glicose e os critérios de interpretação são variados c, em regra, derivados da análi se estatística da distribuição das glicemias de um TTG. Entre os vários critérios recomendados, os mais aceitos mundialmente são o do NDDG, que utiliza um TTG de 3 horas com 100g de glicose e é baseado nos estudos de O'S ulli van e Mahan. e o da OMS, que propõe um TTG de 2 horas com 75g de glicose, embora esse último não tenha sido adequadamente avaliado na gravidez. Vários fatores alteram a medida da glicemia no TTG e podem estar relacionados com a gestante e, portanto, serem considerados de risco para o diabetes gestacional ou estarem relacionados com os procedimentos diagnóst icos. Entre os últ imos, citam-se a sobrecarga de glicose e a temperatura ambiente. Com o objetivo de avaliar a di stribuição das glicemias de jejum e de 1 e 2 horas após a ingestão de 75g de glicose e sua associação com a temperatura ambiente foram. estudadas consecutivamente .1 113 gestantes no segundo e tercei ro trimestres da gestação, com 20 ou mais anos de idade e sem diabetes prévio à gravidez. A média da idade das gestantes foi de 27,7 anos; da altu ra, 156,5cm; dos pesos prévio à gravidez e no arrolamento, 58,7 e 65,4kg, respectivamente; e dos índices de massa corporal prévio à gravidez e no arrolamento, 23,9 e 26,7kg/m2 , respectivamente; 66% eram brancas; 16,7% negras; e 16,9%, pa rdas. As gestantes que não completaram o TTG não diferiram das que o realizaram em relação a essas características, sugerindo que a amostra estudada é representat iva do total de gestantes selecionadas consecutivamente. A fonna das curvas de distribuição das glicemias foi de um sino, mais ou menos simétrico, com um pequeno desvio para a direita. A média e mediana foram semelhantes entre si, mas o índice de assimetria das curvas (skewness) mostrou um desvio à direita, principalmente para as glicemias de I e 2 horas. Os valores encontrados para a média mais dois desvios padrões foram de 103, 187 e 154mg/dl e para o, percenti, 95 e 97,5 foram de 100, 180 e 148mg/dl e de 105, 198 e 161 mg/dl, respectivamente, para as glicemias de jejum e de 1 e 2 horas. A diferença encontrada nos valores glicêmicos referentes à média acrescida de dois desvios padrões e ao percentil 97,S sugere que o desvio à direita é grande o sufi ciente para considerar o percentil como um melhor critério para a descrição das curvas. As médias das glicemias de I e 2 horas foram maio res a temperaturas elevadas e menores a temperaturas mais baixas. A diferença foi de 14,4mgldl e 17,3mgldl para as médias das glicemias de I e 2 horas, respectivamente, quando se compararam os valores medidos na fa ixa de temperatura abaixo de 15°C e igualou superior a 25°C. O ajustamento para as diferenças de faixa etária e de índice de massa corporal não alterou os resultados. O uso dos percentis parece mais adequado para a descrição da extremidade superior das curvas de di stribuição das glicemias de jejum e após uma sobrecarga de glicose e, portanto, como proposta de.um.critério diagnóstico para validação clínica. Existe uma associação positiva entre a temperatura ambiental e as glicemias de 1 e 2 horas, mas não com a de jejum. Esta associação pode ter im plicações importantes para a pesquisa e prática di agnóstica, principalmente para o diagnóstico do diabetes gestacional com base no teste oral de tolerância à glicose. |
| publishDate |
1994 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
1994 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2019-09-07T02:33:52Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://hdl.handle.net/10183/198986 |
| dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv |
000061880 |
| url |
http://hdl.handle.net/10183/198986 |
| identifier_str_mv |
000061880 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) instacron:UFRGS |
| instname_str |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| instacron_str |
UFRGS |
| institution |
UFRGS |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| bitstream.url.fl_str_mv |
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/198986/2/000061880.pdf.txt http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/198986/1/000061880.pdf |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
72e206b892ac40dcb5fee85bf57e6c4d a739df41cc9071739f4e4110d96a6a8a |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| repository.mail.fl_str_mv |
lume@ufrgs.br || lume@ufrgs.br |
| _version_ |
1846255896172167168 |