Corporalidades e identidades transfemininas na pesquisa em educação em ciências : uma análise autoetnográfica transfeminista
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302581 |
Resumo: | A população transgênero brasileira encontra-se em situação de elevada vulnerabilidade social, como evidencia o fato de o Brasil liderar os índices globais de violência letal contra esse grupo. Essas violências, contudo, não se restringem ao espaço público, sendo também recorrentes em contextos familiares e escolares, o que contribui para a marginalização sistemática de pessoas trans e travestis desde a infância. Reconhecendo o papel da ciência e da educação em especial da pesquisa em educação em ciências - no enfrentamento de preconceitos e na luta por direitos de populações historicamente subalternizadas, este trabalho tem como objetivo identificar, desnaturalizar e confrontar as normas (cis)generificadas presentes nesse campo de pesquisa. A dissertação organiza-se em três estudos. O primeiro introduz e fundamenta discussões teórico-políticas sobre os movimentos (trans)feministas e a teoria queer, destacando suas contribuições para o enfrentamento das desigualdades de gênero na pesquisa em educação em ciências. O segundo consiste em uma revisão da literatura e análise crítica das concepções de sexo e gênero em artigos publicados até 2024 sobre questões transgênero, em periódicos da área-mãe Ensino classificados nos estratos A1 a A4 da avaliação Qualis (2017-2020), totalizando 31 trabalhos. Desses, apenas 58% apresentaram um quadro teórico sobre gênero: 61% compreenderam o sexo como efeito naturalizado do gênero; 11% trataram sexo e gênero como categorias distintas e independentes; e 22% entenderam o gênero como expressão cultural do sexo. O terceiro estudo, baseia-se em análises autoetnográficas para investigar as relações culturais associadas às transfeminilidades no contexto da educação em ciências, identificando e problematizando as normas socioculturais que estruturam espaços educativos historicamente organizados pela cisgeneridade. Os resultados indicam a necessidade de desnaturalizar os conceitos de gênero e sexo biológico, evidenciando os mecanismos que os produzem no interior da matriz cisheterossexual que confere inteligibilidade aos sujeitos. Tal movimento mostra-se fundamental para desestabilizar a cisheteronorma, que posiciona o gênero e o sexo de pessoas trans e travestis como artificiais, menos legítimos e inferiores em relação ao de indivíduos cisgêneros. |
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Bueno, Amanda BianchiOstermann, FernandaSantos, Flavia Rezende Valle dos2026-03-26T07:56:27Z2026http://hdl.handle.net/10183/302581001303395A população transgênero brasileira encontra-se em situação de elevada vulnerabilidade social, como evidencia o fato de o Brasil liderar os índices globais de violência letal contra esse grupo. Essas violências, contudo, não se restringem ao espaço público, sendo também recorrentes em contextos familiares e escolares, o que contribui para a marginalização sistemática de pessoas trans e travestis desde a infância. Reconhecendo o papel da ciência e da educação em especial da pesquisa em educação em ciências - no enfrentamento de preconceitos e na luta por direitos de populações historicamente subalternizadas, este trabalho tem como objetivo identificar, desnaturalizar e confrontar as normas (cis)generificadas presentes nesse campo de pesquisa. A dissertação organiza-se em três estudos. O primeiro introduz e fundamenta discussões teórico-políticas sobre os movimentos (trans)feministas e a teoria queer, destacando suas contribuições para o enfrentamento das desigualdades de gênero na pesquisa em educação em ciências. O segundo consiste em uma revisão da literatura e análise crítica das concepções de sexo e gênero em artigos publicados até 2024 sobre questões transgênero, em periódicos da área-mãe Ensino classificados nos estratos A1 a A4 da avaliação Qualis (2017-2020), totalizando 31 trabalhos. Desses, apenas 58% apresentaram um quadro teórico sobre gênero: 61% compreenderam o sexo como efeito naturalizado do gênero; 11% trataram sexo e gênero como categorias distintas e independentes; e 22% entenderam o gênero como expressão cultural do sexo. O terceiro estudo, baseia-se em análises autoetnográficas para investigar as relações culturais associadas às transfeminilidades no contexto da educação em ciências, identificando e problematizando as normas socioculturais que estruturam espaços educativos historicamente organizados pela cisgeneridade. Os resultados indicam a necessidade de desnaturalizar os conceitos de gênero e sexo biológico, evidenciando os mecanismos que os produzem no interior da matriz cisheterossexual que confere inteligibilidade aos sujeitos. Tal movimento mostra-se fundamental para desestabilizar a cisheteronorma, que posiciona o gênero e o sexo de pessoas trans e travestis como artificiais, menos legítimos e inferiores em relação ao de indivíduos cisgêneros.The Brazilian transgender population is in a situation of high social vulnerability, as evidenced by the fact that Brazil leads global rates of lethal violence against this group. Such violence, however, is not restricted to the public sphere; it is also recurrent in family and school contexts, contributing to the systematic marginalization of trans and travesti people from childhood onward. Recognizing the role of science and education - particularly research in science education - in confronting prejudice and advancing the rights of historically subalternized populations, this study aims to identify, denaturalize, and challenge the (cis)gendered norms operating within this field of research. This dissertation is organized into three studies. The first introduces and grounds theoreticalpolitical discussions on (trans)feminist movements and queer theory, highlighting their contributions to confronting gender inequalities in science education research. The second consists of a literature review and critical analysis of conceptions of sex and gender in articles published up to 2024 on transgender-related issues in national journals of the parent field of Ensino, classified in strata A1 to A4 of the Qualis evaluation (20172020), totaling 31 studies. Of these, only 58% presented a theoretical framework on gender: 61% understood sex as a naturalized effect of gender; 11% treated sex and gender as distinct and independent categories; and 22% understood gender as the cultural expression of sex. The third study draws on autoethnographic analyses to investigate the cultural relations associated with transfemininities in the context of science education, identifying and problematizing the sociocultural norms that structure educational spaces historically organized around cisgender norms. The findings indicate the need to denaturalize the concepts of gender and biological sex, making visible the mechanisms through which they are produced within the cisheterosexual matrix that grants intelligibility to subjects. Such a move is fundamental to destabilizing the cisheteronorm, which positions the gender and sex of trans and travesti people as artificial and less legitimate and inferior in relation to those of cisgender individuals.application/pdfporTransgêneroTeoria queerAutoetnografiaHeteronormatividadeTransnessTransfeminismQueer theoryAutoethnographyCisheteronormativityCorporalidades e identidades transfemininas na pesquisa em educação em ciências : uma análise autoetnográfica transfeministainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de FísicaPrograma de Pós-Graduação em Ensino de FísicaPorto Alegre, BR-RS2026mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001303395.pdf.txt001303395.pdf.txtExtracted Texttext/plain507126http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302581/2/001303395.pdf.txtc43af6414ef8410e63f7d939479f5236MD52ORIGINAL001303395.pdfTexto completoapplication/pdf8797979http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302581/1/001303395.pdf2b399bc8769bfd34b7bbf5eeeaaaec36MD5110183/3025812026-03-27 08:02:03.364202oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302581Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-03-27T11:02:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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