Um debate sobre a justificação da democracia : procedimentalistas x epistêmicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Wolke, Thiago Irineu
Orientador(a): Martins, Nikolay Steffens
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/302362
Resumo: No presente trabalho, são exploradas questões relativas à relação entre a verdade e a política, com ênfase na democracia. Ao longo da dissertação, são analisados três modelos de justificação da democracia, apresentados por Jason Brennan, David Estlund e Nadia Urbinati. Através da exposição das teses de cada um dos autores, pretende-se compreender como cada um parece atribuir diferentes níveis de importância à verdade na defesa (ou rejeição) da democracia como melhor modelo político. Brennan, o primeiro autor a ser analisado, argumenta que a democracia não é a melhor alternativa política possível, pois apresenta falhas que reduzem as chances de boas decisões. Seu modelo parece colocar a verdade como elemento central para a justificação, considerando que o valor de um sistema político está diretamente relacionado à sua capacidade de maximizar a obtenção do resultado correto. Estlund, por sua vez, não acredita que somente a verdade seja definitiva para que possamos justificar um modelo de forma satisfatória. O autor defende que, além da busca pela verdade, aspectos como a justiça e a igualdade nos processos democráticos também devem ser considerados na justificação do modelo político. Estlund seria um exemplo de protagonismo parcial da verdade na justificação da democracia, em que a busca pela verdade é relevante, mas não passa por cima de outros critérios democráticos. Já Urbinati critica qualquer modelo de justificação que se utilize da verdade ou de virtudes epistêmicas para justificar a democracia. Tais modelos, segundo a autora, desfiguram a democracia, na medida em que fazem dela um capítulo na busca pela verdade. Urbinati, portanto, seria um exemplo de protagonismo mínimo da verdade. A verdade importa, mas não é ela que traz valor à democracia.
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