Troponina ultrassensível com dosagem única para avaliação de prognóstico na síncope
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/296161 |
Resumo: | A dosagem de troponina tem sido utilizada para pacientes que procuram atendimento no departamento de emergência com queixa principal de síncope. A necessidade de realizar dosagens seriadas de troponina nesse cenário não foi estabelecida. O objetivo deste estudo é avaliar a capacidade prognóstica da dosagem única de troponina ultrassensível em pacientes que se apresentem no departamento de emergência por síncope. Para isso, foi realizado um estudo de coorte histórico utilizando as informações de prontuário dos pacientes que foram atendidos por síncope no departamento de emergência do Hospital Mãe de Deus desde 2021, quando se estabeleceu o uso da troponina ultrassensível nessa instituição. Quatro diferentes estratégias diagnósticas foram avaliadas e comparadas para a mensuração do valor prognóstico: (1) dosagem única de troponina acima do percentil 99, (2) algoritmo de mais de 1 coleta de troponina, (3) escore de risco clássico para síncope (Osservatorio Epidemiologico della Sincope nel Lazio - OESIL) e (4) escore de risco moderno (Canadian Syncope Risk Score - CSRS). Foi feito contato telefônico para consentimento da revisão do prontuário e para aferição de desfechos extra hospitalares. Desfecho primário foi definido como evento composto de morte por todas as causas e/ou eventos cardiovasculares maiores (acidente vascular cerebral, arritmia ameaçadora da vida, implante de marcapasso ou cardiodesfibrilador, infarto agudo do miocárdio, embolia pulmonar, hemorragia intracraniana e tratamento valvular percutâneo ou cirúrgico) em 30 dias. Como resultado obtivemos pontos de corte ideais de troponina através da análise da curva ROC para desfecho composto e para óbito em30 dias, sendo esses 12ng/L e 41 ng/L respectivamente. Análise multivariada mostrou que troponina ultrassensível acima de 12ng/L foi fator independente associado ao desfecho composto com risco relativo de 2,63 (1,11 – 6,26), enquanto um valor acima de 41ng/L foi fator de risco independente de óbito com risco relativo de 38,7 (6,85 – 218). A comparação da troponina ultrassensível usada isoladamente através da análise da área sob a curva não apresentou diferença estatisticamente significativa em relação ao Algoritmo 0h/1h (0,69 [0,57-0,82]), escore clássico OESIL (0,78 [0,69-0,86]) e escore contemporâneo CSRS (0,85 [0,76-0,93]). A dosagem única de troponina ultrassensível demonstrou acurácia satisfatória como teste prognóstico para avaliação de síncope. |
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Baldin, Cícero de CamposZago, Alexandre do Canto2025-09-02T07:56:38Z2025http://hdl.handle.net/10183/296161001291571A dosagem de troponina tem sido utilizada para pacientes que procuram atendimento no departamento de emergência com queixa principal de síncope. A necessidade de realizar dosagens seriadas de troponina nesse cenário não foi estabelecida. O objetivo deste estudo é avaliar a capacidade prognóstica da dosagem única de troponina ultrassensível em pacientes que se apresentem no departamento de emergência por síncope. Para isso, foi realizado um estudo de coorte histórico utilizando as informações de prontuário dos pacientes que foram atendidos por síncope no departamento de emergência do Hospital Mãe de Deus desde 2021, quando se estabeleceu o uso da troponina ultrassensível nessa instituição. Quatro diferentes estratégias diagnósticas foram avaliadas e comparadas para a mensuração do valor prognóstico: (1) dosagem única de troponina acima do percentil 99, (2) algoritmo de mais de 1 coleta de troponina, (3) escore de risco clássico para síncope (Osservatorio Epidemiologico della Sincope nel Lazio - OESIL) e (4) escore de risco moderno (Canadian Syncope Risk Score - CSRS). Foi feito contato telefônico para consentimento da revisão do prontuário e para aferição de desfechos extra hospitalares. Desfecho primário foi definido como evento composto de morte por todas as causas e/ou eventos cardiovasculares maiores (acidente vascular cerebral, arritmia ameaçadora da vida, implante de marcapasso ou cardiodesfibrilador, infarto agudo do miocárdio, embolia pulmonar, hemorragia intracraniana e tratamento valvular percutâneo ou cirúrgico) em 30 dias. Como resultado obtivemos pontos de corte ideais de troponina através da análise da curva ROC para desfecho composto e para óbito em30 dias, sendo esses 12ng/L e 41 ng/L respectivamente. Análise multivariada mostrou que troponina ultrassensível acima de 12ng/L foi fator independente associado ao desfecho composto com risco relativo de 2,63 (1,11 – 6,26), enquanto um valor acima de 41ng/L foi fator de risco independente de óbito com risco relativo de 38,7 (6,85 – 218). A comparação da troponina ultrassensível usada isoladamente através da análise da área sob a curva não apresentou diferença estatisticamente significativa em relação ao Algoritmo 0h/1h (0,69 [0,57-0,82]), escore clássico OESIL (0,78 [0,69-0,86]) e escore contemporâneo CSRS (0,85 [0,76-0,93]). A dosagem única de troponina ultrassensível demonstrou acurácia satisfatória como teste prognóstico para avaliação de síncope.Troponin measurements has been used on patients who present to the emergency department with a chief complaint of syncope. The need for serial troponin measurements in this setting has not been established. The objective of this study is to evaluate the prognostic capacity of single-dose ultrasensitive troponin measurements in patients who present to the emergency department with syncope, as well as to assess the need for more than one measurement to improve prognostic accuracy in this setting. To this end, a historical cohort study was conducted using medical record information from patients who presented to the emergency department of Hospital Mãe de Deus with syncope since 2021, when ultrasensitive troponin was used at this institution. Data from patients who underwent ultrasensitive troponin measurements during syncope care were used. Four different diagnostic strategies were evaluated and compared for measuring the prognostic value: (1) single troponin measurement above the 99th percentile, (2) algorithm of more than 1 troponin collection, (3) classical risk score for syncope (Osservatorio Epidemiologico della Sincope nel Lazio - OESIL) and (4) modern risk score (Canadian Syncope Risk Score - CSRS). Telephone contact was made to obtain consent for medical record review and to assess out-of-hospital outcomes. The primary outcome was defined as a composite event of death from all causes and/or major cardiovascular events (stroke, life-threatening arrhythmia, pacemaker or cardioverter-defibrillator implantation, acute myocardial infarction, pulmonary embolism, intracranial hemorrhage, and percutaneous or surgical valve treatment) within 30 days. As a result, we obtained ideal troponin cutoff points through the analysis of the ROC curve for the composite outcome and for death within 30 days, which were 12 ng/L and 41 ng/L, respectively. Multivariate analysis showed that high-sensitivity troponin above 12 ng/L was a factor independent associated with the composite outcome with a relative risk of 2.63 (1.11–6.26), while a value above 41 ng/L was risk factor independent of death with a relative risk of 38.7 (6.85–218). The comparison of high-sensitivity troponin used alone through the analysis of the area under the curve showed no statistically significant difference in relation to the 0h/1h Algorithm (0.69 [0.57–0.82]), classic OESIL score (0.78 [0.69–0.86]) and contemporary CSRS score (0.85 [0.76–0.93]). A single ultrasensitive troponin measurement demonstrated satisfactory accuracy as a prognostic test for evaluating syncope.application/pdfporSíncopePrognósticoTroponinaEmergênciasSyncopeRisk scoreUltrasensitive troponinEmergency departmentTroponina ultrassensível com dosagem única para avaliação de prognóstico na síncopeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Cardiologia e Ciências CardiovascularesPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001291571.pdf.txt001291571.pdf.txtExtracted Texttext/plain86429http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296161/2/001291571.pdf.txt4322659c50268495358456f1c8bab052MD52ORIGINAL001291571.pdfTexto completoapplication/pdf1382519http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296161/1/001291571.pdf4ba4a88acdbd34d304d485f6be97ca58MD5110183/2961612025-09-03 08:01:43.060775oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296161Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-03T11:01:43Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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