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Glacioqúmica e interpretação ambiental de um testemunho de neve do interior da Antártica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Ferreira, Regina de Souza
Orientador(a): Simões, Jefferson Cardia
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/302956
Resumo: Esta dissertação investigou o conteúdo químico de um dos testemunhos de neve rasa (4,95 m) coletado durante uma travessia brasileira ao interior da Antártica Ocidental no verão austral de 2014/2015 pelos pesquisadores do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CPC/UFRGS). O testemunho, denominado TT-6, passou por procedimento padrão de descontaminação e foi subamostrado no Climate Change Institute de Orono (CCI), no Maine, EUA). As análises de razões de isótopos estáveis (δD e δ18O) e o conteúdo iônico, determinados no CPC e no Laboratório de Geologia Isotópica (LGI/UFRGS). Os resultados foram usados para datar o testemunho de neve e reconstruir as condições climáticas no local. O TT-6 representa aproximadamente 11 ± 6 meses de precipitação, ou seja, uma taxa média de acumulação líquida de neve de 0,19 ± 0,02 m a-1 em equivalente de água. Os valores de sulfato não marinho foram usado para identificar a presença de horizontes de eventos que auxiliassem na precisão da datação e o sinal da erupção vulcânica Puyhue-Cordón (Chile) de 2011 foi identificado. Ao avaliar o balanço iônico observamos que os ânions representam 53,73% do TT-6 com uma contribuição ácida de 25,62% proveniente de H+. Observamos que 96,86% do cálcio e 84,50% do sulfato são de origem terrestre, enquanto 96,38% do Na+ possui fonte marinha. Durante o inverno, observamos picos elevados em aerossóis marinhos contendo Cl- e Mg2.. Os resultados do modelo global ERA5 (NOAA) indicaram que eventos El Niño podem influenciar as temperaturas na Antártica, facilitando o transporte de aerossóis marinhos para o continente.
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