Traços de bioerosão produzidos por insetos em ossos da zona de associação de Hyperodapedon (Carnian, supersequência Santa Maria), Rio Grande do Sul), Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Cunha, Lucca Santos da
Orientador(a): Francischini, Heitor Roberto Dias
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/284638
Resumo: Bioerosões produzidas por insetos em ossos são evidências diretas da interação entre invertebrados e restos esqueletais de vertebrados, sendo importantes ferramentas para a reconstrução da história tafonômica dos organismos e para o entendimento da complexidade de ecossistemas do passado geológico. Os mais antigos registros da exploração do substrato ósseo por insetos provêm dos estratos da Supersequência Santa Maria, Triássico do Rio Grande do Sul, ocorrendo nas Zonas de Associação (ZAs) de Dinodontosaurus (Ladiniano-Carniano), Hyperodapedon (Carniano) e Riograndia (Noriano). Estes registros têm idade semelhante àquela inferida para a origem de alguns dos principais grupos de insetos que modificam ossos atualmente (e.g., besouros Dermestidae), sendo importantes para compreender o contexto de origem deste comportamento, quais seriam seus produtores e o quão complexa era a exploração de carcaças por insetos nos primeiros momentos de sua existência no tempo geológico. Este trabalho apresenta novos traços de bioerosão em ossos de um rincossauro Hyperodapedon mariensis coletado no Sítio Pivetta, São João do Polêsine, RS, atribuído à porção inferior da ZA de Hyperodapedon da Supersequência Santa Maria. O icnogênero Amphifaoichnus é descrito pela primeira vez para o Triássico, tendo seu registro expandido em mais de 140 milhões de anos e demonstrando que existia um certo grau de complexidade na exploração de carcaças por insetos no Carniano. Osteocallis é representado por duas icnoespécies, O. mandibulus e O. infestans, sendo interpretado como um traço de alimentação. A atribuição de Amphifaoichnus a um comportamento osteofágico é questionada pela falta de evidências diretas e novas hipóteses são discutidas. A associação de Osteocallis e Amphifaoichnus indica a possibilidade de um contexto de subsuperfície para a produção dos traços, colocando insetos como importantes agentes tafonômicos inclusive após o soterramento das carcaças.
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Estes registros têm idade semelhante àquela inferida para a origem de alguns dos principais grupos de insetos que modificam ossos atualmente (e.g., besouros Dermestidae), sendo importantes para compreender o contexto de origem deste comportamento, quais seriam seus produtores e o quão complexa era a exploração de carcaças por insetos nos primeiros momentos de sua existência no tempo geológico. Este trabalho apresenta novos traços de bioerosão em ossos de um rincossauro Hyperodapedon mariensis coletado no Sítio Pivetta, São João do Polêsine, RS, atribuído à porção inferior da ZA de Hyperodapedon da Supersequência Santa Maria. O icnogênero Amphifaoichnus é descrito pela primeira vez para o Triássico, tendo seu registro expandido em mais de 140 milhões de anos e demonstrando que existia um certo grau de complexidade na exploração de carcaças por insetos no Carniano. Osteocallis é representado por duas icnoespécies, O. mandibulus e O. infestans, sendo interpretado como um traço de alimentação. A atribuição de Amphifaoichnus a um comportamento osteofágico é questionada pela falta de evidências diretas e novas hipóteses são discutidas. A associação de Osteocallis e Amphifaoichnus indica a possibilidade de um contexto de subsuperfície para a produção dos traços, colocando insetos como importantes agentes tafonômicos inclusive após o soterramento das carcaças.Bioerosions produced by insects in bones are direct evidence of interaction between invertebrates and the skeletal remains of vertebrates, constituting important tools for the reconstruction of the organism taphonomic history and the understanding of past ecosystems complexity. The oldest records of the exploration of the bony substrate by insects come from the Santa Maria Supersequence, Triassic of Rio Grande do Sul, occurring in the Dinodontosaurus (Ladinian-Carnian), Hyperodapedon (Carnian) and Riograndia (Norian) Assemblage Zones (AZs). These records are as old as some of the main groups of insects that modify bones today (e.g., Dermestidae beetles), being important to comprehending the context of this behavior origin, who were the tracemakers and how complex was the exploration of carcasses by insects on the first moments of its existence in the geologic time. This contribution presents new bioerosion traces in bones of a Hyperodapedon mariensis rhynchosaur, collected in the Pivetta Site, São João do Polêsine, RS, attributed to the lower portion of the Hyperodapedon AZ of the Santa Maria Supersequence. The ichnogenus Amphifaoichnus is described for the first time for the Triassic, and its record is expanded back in more than 140 Ma, demonstrating the existence of a certain degree of complexity in the exploration of carcasses by insects in the Carnian. Osteocallis is represented by two ichnospecies, O. mandibulus and O. infestans, being interpreted as a feeding trace. The attribution of Amphifaoichnus to osteophagic behavior is questioned due to the lack of direct evidence, and new hypotheses are discussed. The association of Osteocallis and Amphifaoichnus indicates the possibility of an underground scenario for the production of the traces, putting insects as important taphonomic agents even for buried carcasses.application/pdfporPaleontologiaPaleoecologiaTafonomiaOsteofagiaCarcaças de vertebradosInsetosOsteophagyInsectsTaphonomyPaleoecologyVertebrate carcassesTraços de bioerosão produzidos por insetos em ossos da zona de associação de Hyperodapedon (Carnian, supersequência Santa Maria), Rio Grande do Sul), Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de GeociênciasPrograma de Pós-Graduação em GeociênciasPorto Alegre, BR-RS2023mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001198194.pdf.txt001198194.pdf.txtExtracted Texttext/plain170358http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/284638/2/001198194.pdf.txt9f914d73977b755c4903feaae6d7f3b4MD52ORIGINAL001198194.pdfTexto completoapplication/pdf5413337http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/284638/1/001198194.pdf9e229bad178637b5f960627558d0476fMD5110183/2846382025-02-02 07:56:10.086097oai:www.lume.ufrgs.br:10183/284638Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532025-02-02T09:56:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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