Potenciais de longa latência Mismatch negativity e P300 em crianças com otite média crônica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Ferreira, Dulce Azevedo
Orientador(a): Costa, Sady Selaimen da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/240571
Resumo: Introdução: A privação auditiva ocasionada pela otite média crônica (OMC) pode levar à estimulação inconsistente do sistema nervoso auditivo central (SNAC), provocando alterações na percepção sonora. As habilidades auditivas em crianças com otite média crônica não colesteatomatosa (OMCNC) podem interferir nas habilidades do processamento auditivo central (PAC). Por isso, precisam ser mais exploradas na literatura por meio de testes eletrofisiológicos, os quais proporcionam uma análise objetiva e tonotópica da via auditiva. Objetivo: Analisar o impacto da OMCNC nos potenciais evocados auditivos de longa latência Mismatch Negativity (MMN) e no P300 em crianças. Métodos: Para verificar o que existe na literatura sobre o assunto, foi efetuada uma busca de artigos publicados até abril de 2020 nos bancos de dados eletrônicos PubMed, Embase, LILACS, SciELO, BVS, Wos, Cochrane e Google Acadêmico (literatura cinzenta). Utilizaram-se descritores cadastrados no MeSH e o termo Mismatch Negativity, complementarmente. Foram incluídos artigos originais em português e inglês e que compreendessem os exames eletrofisiológicos Mismatch Negativity e/ou P300 em crianças com otite. De acordo com a disponibilidade de dados apresentados, foi realizada metanálise. Para analisar o impacto da OMCNC nos potenciais eletrofisiológicos MMN e P300, foi realizado um estudo transversal e controlado, no qual a amostra estudada foi de 78 crianças entre 7 e 11 anos e 11 meses, de ambos os sexos, sendo 39 crianças diagnosticadas com OMCNC e 39 crianças sem histórico de otites de repetição. Todas as crianças realizaram audiometria tonal, audiometria vocal e medidas de imitância acústica e foram realizados os exames eletrofisiológicos de potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE), MMN e P300. Para pesquisa do MMN e P300, foi utilizado o estímulo frequente de 1000 Hz e o estímulo raro foi de 2000 Hz. Os estímulos foram apresentados em ambas as orelhas separadamente. Resultados: A estratégia de busca resultou na seleção final de seis artigos, dos quais todos avaliaram crianças com otite de repetição e apenas um com o potencial MMN. Na amostra estudada, identificou-se diferença estatisticamente significativa nos valores de latência do MMN e P300 entre os grupos, nos quais as crianças com OMCNC apresentaram valores aumentados nos potenciais. Em relação aos valores de amplitude do P300, o grupo estudo demonstrou amplitude reduzida em relação ao grupo controle. Conclusão: Observou-se um número reduzido de estudos utilizando os procedimentos MMN e P300 em crianças com otite. Crianças com OMCNC apresentam atraso nos valores de latência dos potenciais cognitivos MMN e P300 e na amplitude do P300.
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spelling Ferreira, Dulce AzevedoCosta, Sady Selaimen daSleifer, Pricila2022-06-21T04:45:53Z2021http://hdl.handle.net/10183/240571001142250Introdução: A privação auditiva ocasionada pela otite média crônica (OMC) pode levar à estimulação inconsistente do sistema nervoso auditivo central (SNAC), provocando alterações na percepção sonora. As habilidades auditivas em crianças com otite média crônica não colesteatomatosa (OMCNC) podem interferir nas habilidades do processamento auditivo central (PAC). Por isso, precisam ser mais exploradas na literatura por meio de testes eletrofisiológicos, os quais proporcionam uma análise objetiva e tonotópica da via auditiva. Objetivo: Analisar o impacto da OMCNC nos potenciais evocados auditivos de longa latência Mismatch Negativity (MMN) e no P300 em crianças. Métodos: Para verificar o que existe na literatura sobre o assunto, foi efetuada uma busca de artigos publicados até abril de 2020 nos bancos de dados eletrônicos PubMed, Embase, LILACS, SciELO, BVS, Wos, Cochrane e Google Acadêmico (literatura cinzenta). Utilizaram-se descritores cadastrados no MeSH e o termo Mismatch Negativity, complementarmente. Foram incluídos artigos originais em português e inglês e que compreendessem os exames eletrofisiológicos Mismatch Negativity e/ou P300 em crianças com otite. De acordo com a disponibilidade de dados apresentados, foi realizada metanálise. Para analisar o impacto da OMCNC nos potenciais eletrofisiológicos MMN e P300, foi realizado um estudo transversal e controlado, no qual a amostra estudada foi de 78 crianças entre 7 e 11 anos e 11 meses, de ambos os sexos, sendo 39 crianças diagnosticadas com OMCNC e 39 crianças sem histórico de otites de repetição. Todas as crianças realizaram audiometria tonal, audiometria vocal e medidas de imitância acústica e foram realizados os exames eletrofisiológicos de potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE), MMN e P300. Para pesquisa do MMN e P300, foi utilizado o estímulo frequente de 1000 Hz e o estímulo raro foi de 2000 Hz. Os estímulos foram apresentados em ambas as orelhas separadamente. Resultados: A estratégia de busca resultou na seleção final de seis artigos, dos quais todos avaliaram crianças com otite de repetição e apenas um com o potencial MMN. Na amostra estudada, identificou-se diferença estatisticamente significativa nos valores de latência do MMN e P300 entre os grupos, nos quais as crianças com OMCNC apresentaram valores aumentados nos potenciais. Em relação aos valores de amplitude do P300, o grupo estudo demonstrou amplitude reduzida em relação ao grupo controle. Conclusão: Observou-se um número reduzido de estudos utilizando os procedimentos MMN e P300 em crianças com otite. Crianças com OMCNC apresentam atraso nos valores de latência dos potenciais cognitivos MMN e P300 e na amplitude do P300.Introduction: Auditory deprivation, caused by chronic otitis media (COM), may lead to inconsistent stimulation of the central auditory nervous system (CANS), causing alterations in sound perception. The auditory abilities in children with COM without cholesteatoma may interfere in the abilities of the central auditory processing (CAP). Thus, they ought to be further explored in the literature via electrophysiological tests, which provide a tonotopic and objective analysis of the ear canal. Objective: To analyze the impact of COM without cholesteatoma on P300 and Mismatch Negativity long latency auditory evoked potentials in children. Methods: In order to verify what exists in the literature on the subject, we searched for papers published until April 2020 in the following electronic databases: PubMed, Embase, LILACS, SciELO, BVS, Wos, Cochrane and Scholar Google (grey literature). We used the terms listed on MeSH and the term Mismatch Negativity complementarily. We included original papers in Portuguese and English and papers that contained the Mismatch Negativity and/or P300 electrophysiological tests in children with otitis. According to the availability of presented data, meta-analysis was realized. In order to analyze the impact of COM without cholesteatoma on MMN and P300 electrophysiological potentials, we realized a controlled and transversal study, where the sample comprised 78 children between 7 and 11 years and 11 months of age from both genders, out of which 39 were diagnosed with COM without cholesteatoma and 39 had no history of recurrent otitis media. All children underwent pure tone audiometry, speech audiometry, acoustic immittance measures and the following electrophysiological tests: PEATE, MMN and P300. To test MMN and P300, we used 1,000 Hz (frequent stimulus) and 2,000 Hz (rare stimulus). The stimuli were presented on both ears separately. Results: The search strategy resulted in the final selection of six papers, all of which assessed children with recurrent otitis and only one with the MMN potential. In the sample, we identified a statistically significant difference in latency values for MMN and P300 among the groups, in which children with COM without cholesteatoma presented increased values in the potentials. Regarding the P300 range values, the study group presented reduced range in relation to the control group. Conclusion: We observed a reduced number of studies using MMN and P300 procedures in children with otitis. Children with COM without cholesteatoma presented a delay in the latency values of the MMN and P300 cognitive potentials and in the P300 range.application/pdfporOtiteCriançaEletrofisiologiaOtitisChildElectrophysiologyP300 Evoked potentialEvent-related potentialPotenciais de longa latência Mismatch negativity e P300 em crianças com otite média crônicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do AdolescentePorto Alegre, BR-RS2021doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001142250.pdf.txt001142250.pdf.txtExtracted Texttext/plain281611http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/240571/2/001142250.pdf.txt3e1403902fa3366bfd332eb6c2eff765MD52ORIGINAL001142250.pdfTexto completoapplication/pdf2043410http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/240571/1/001142250.pdfd1dc32d042af5e1495d901c2ada83b4dMD5110183/2405712024-08-22 06:44:31.687538oai:www.lume.ufrgs.br:10183/240571Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532024-08-22T09:44:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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