Efeito de diferentes intensidades de pastejo sobre a comunidade de artrópodes nos campos sulinos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Dias, Amanda Camara
Orientador(a): Mendonça Junior, Milton de Souza
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/150657
Resumo: Formações campestres predominam em cerca de um quarto da superfície terrestre, caracterizando a maior parte do território de quatro dos seis biomas oficiais do Brasil. Originalmente, os campos no sul do Brasil ocupavam uma área de cerca de 112 mil km². No Rio Grande do Sul, esse ecossistema ocupa cerca de 75% do território, compreendendo os biomas Pampa e Mata Atlântica. Esses campos são tipicamente pastejados, distúrbio esse que ocorrendo de forma controlada mantém a existências dos campos naturais. Ecossistemas campestres abrigam inúmeros grupos taxonômicos de artrópodes, organismos que têm sua dinâmica associada a manutenção das características da estrutura da vegetação, através de perturbações como o pastejo por gado. Desta forma, foi avaliado experimentalmente o efeito de diferentes intensidades de pastejo sobre a comunidade de grupos taxonomicamente maiores de artrópodes e da família Chrysomelidae (Coleoptera) em nível de morfoespécies, em sete sítios de campo no Rio Grande do Sul nos anos de 2011 a 2014. Foi implementado em cada sítio um experimento em forma de bloco, consistido cada um por três parcelas experimentais referentes ao: (I) pastejo convencional; (II) pastejo conservativo e (III) exclusão de pastejo. Utilizou-se os métodos de coletas de armadilha do tipo pitfall (organismos do solo) e rede de varredura (organismos da vegetação). Foram coletados um total de 86.063 indivíduos de artrópodes, distribuídos em 21 grupos taxonômicos. As faunas de vegetação e solo corresponderam, respectivamente, a 42,22% e 57,78% do total. Para os organismos do solo, Hemiptera foi mais abundante com três anos na exclusão e manejo conservativo. No total, os organismos de vegetação foram mais ricos e abundantes na exclusão e manejo conservativo com um ano, padrão de abundância que seguiu com três anos experimento. Araneae, Hemiptera, Coleoptera e Diptera da vegetação foram mais abundantes na exclusão e manejo conservativo com um, dois e três anos de experimento. Observou-se no geral uma maior influência do pastejo conservativo e exclusão, nos padrões de diversidade dos organismos de vegetação. A pressão maior do pastejo tradicional na parcela convencional, pode estar refletindo indiretamente nos artrópodes, através da diminuição de biomassa vegetal e consequente simplificação do ambiente. Assim como nas parcelas não pastejadas, o conservativo manteve uma maior diversidade. Porém o pastejo mais leniente e controlado no conservativo pode manter em conjunto a integridade vegetal e de invertebrados, aliado ao potencial econômico do pastejo, por ser o principal distúrbio atuante nos Campos Sulinos. A família Chrysomelidae foi representada por 1096 indivíduos, distribuídos em 96 morfoespécies. Destes, 27% foram associados ao solo e 73% associados à vegetação, o que já era esperado, pelo fato de ser uma família com hábito alimentar fitófago. Os dados em relação a este grupo são iniciais, sendo posteriormente a esse estudo implementadas análises destes em relação às diferentes intensidades de pastejo.
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