Implementação e avaliação do protocolo multidisciplinar “ABCDEF do sono” em unidades de terapia intensiva brasileiras : estudo quase-experimental
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302048 |
Resumo: | Introdução: A interrupção do sono é altamente prevalente em unidades de terapia intensiva (UTIs) e contribui para desfechos adversos, tais como transtornos psiquiátricos, maior risco de delirium, aumento da morbidade cardiovascular e aumento da mortalidade. O objetivo do estudo é avaliar se um protocolo de sono multidisciplinar e multifacetado poderia melhorar a qualidade subjetiva do sono em pacientes criticamente doentes. Métodos: Conduzimos um ensaio multicêntrico, quase-experimental, do tipo antes–depois (2022–2024) em duas UTIs brasileiras. Pacientes adultos com permanência ≥2 noites foram elegíveis. O sono foi avaliado através do questionário do sono Richards–Campbell Sleep Questionnaire (RCSQ) e do Sleep in the ICU Questionnaire (SICUQ). Após a fase de observação basal, a equipe recebeu treinamento estruturado e implementou um pacote de intervenções ambientais e organizacionais baseadas no “ABCDEF do sono”. Os desfechos incluíram o escore global do RCSQ (primário), domínios do SICUQ e desfechos clínicos. Resultados: Incluímos 112 pacientes (controle=61; intervenção=51). O desfecho primário (RCSQ global agregado a 3 noites) não diferiu entre as fases (68,8±21,5 vs. 62,4±19,2; p=0,31). Em análises por noite (secundárias), o RCSQ global foi maior na noite 2 na intervenção (84,2 [58,3–90,4] vs. 65,0 [43,3–85,8]; p=0,008), sem diferenças na noite 1 (p=0,051) e noite 3 (p=0,734). O SICUQ indicou melhor qualidade do sono (Domínio 1) e menos interrupções (Domínio 2) no grupo intervenção (p≤0,001), sem impacto em mortalidade, ventilação mecânica ou tempo de permanência. A percepção familiar sobre o sono não diferiu significativamente. Conclusões: Um protocolo pragmático de sono melhorou a qualidade subjetiva do sono e reduziu fatores ambientais disruptivos em pacientes de UTI, embora não tenha afetado desfechos clínicos maiores. Ensaios maiores, com medidas objetivas de sono e estratégias de implementação, são necessários. |
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Jesinski, Laura DrehmerTeixeira, CassianoDexheimer Neto, Felippe Leopoldo2026-03-07T07:59:18Z2026http://hdl.handle.net/10183/302048001302132Introdução: A interrupção do sono é altamente prevalente em unidades de terapia intensiva (UTIs) e contribui para desfechos adversos, tais como transtornos psiquiátricos, maior risco de delirium, aumento da morbidade cardiovascular e aumento da mortalidade. O objetivo do estudo é avaliar se um protocolo de sono multidisciplinar e multifacetado poderia melhorar a qualidade subjetiva do sono em pacientes criticamente doentes. Métodos: Conduzimos um ensaio multicêntrico, quase-experimental, do tipo antes–depois (2022–2024) em duas UTIs brasileiras. Pacientes adultos com permanência ≥2 noites foram elegíveis. O sono foi avaliado através do questionário do sono Richards–Campbell Sleep Questionnaire (RCSQ) e do Sleep in the ICU Questionnaire (SICUQ). Após a fase de observação basal, a equipe recebeu treinamento estruturado e implementou um pacote de intervenções ambientais e organizacionais baseadas no “ABCDEF do sono”. Os desfechos incluíram o escore global do RCSQ (primário), domínios do SICUQ e desfechos clínicos. Resultados: Incluímos 112 pacientes (controle=61; intervenção=51). O desfecho primário (RCSQ global agregado a 3 noites) não diferiu entre as fases (68,8±21,5 vs. 62,4±19,2; p=0,31). Em análises por noite (secundárias), o RCSQ global foi maior na noite 2 na intervenção (84,2 [58,3–90,4] vs. 65,0 [43,3–85,8]; p=0,008), sem diferenças na noite 1 (p=0,051) e noite 3 (p=0,734). O SICUQ indicou melhor qualidade do sono (Domínio 1) e menos interrupções (Domínio 2) no grupo intervenção (p≤0,001), sem impacto em mortalidade, ventilação mecânica ou tempo de permanência. A percepção familiar sobre o sono não diferiu significativamente. Conclusões: Um protocolo pragmático de sono melhorou a qualidade subjetiva do sono e reduziu fatores ambientais disruptivos em pacientes de UTI, embora não tenha afetado desfechos clínicos maiores. Ensaios maiores, com medidas objetivas de sono e estratégias de implementação, são necessários.Introduction: Sleep disruption is highly prevalent in intensive care units (ICUs) and contributes to adverse outcomes. We evaluated whether a multidisciplinary and multifaceted sleep protocol could improve the subjective quality of sleep in critically ill patients. Methods: We conducted a multicenter, quasi-experimental, before–after trial (2022–2024) in two Brazilian ICUs. Adult patients with a stay ≥2 nights were eligible. Sleep was assessed using the Richards–Campbell Sleep Questionnaire (RCSQ) and the Sleep in the ICU Questionnaire (SICUQ). After the baseline observation phase, the team received structured training and implemented a package of environmental and organizational interventions based on the “ABCDEF of sleep”. Outcomes included the global RCSQ score (primary), SICUQ domains, and clinical outcomes. Results: We included 112 patients (control=61; intervention=51). The primary outcome (RCSQ global aggregated over 3 nights) did not differ between phases (68.8±21.5 vs. 62.4±19.2; p=0.31). In per-night analyses (secondary), the global RCSQ was higher on night 2 in the intervention (84.2 [58.3–90.4] vs. 65.0 [43.3–85.8]; p=0.008), with no differences on night 1 (p=0.051) or night 3 (p=0.734). The SICUQ indicated better sleep quality (Domain 1) and fewer interruptions (Domain 2) in the intervention group (p≤0.001), with no impact on mortality, mechanical ventilation, or length of stay. Family perception of the patient’s sleep did not differ significantly. Conclusions: A pragmatic sleep protocol improved subjective sleep quality and reduced disruptive environmental factors in ICU patients, although it did not affect major clinical outcomes. Larger trials with objective sleep measures and implementation strategies are needed.application/pdfporUnidades de terapia intensivaQualidade do sonoModelos de assistência à saúdePrivação do sonoCuidados críticosIntensive care unitsSleep qualityNon-pharmacological interventionsSleep deprivationCritical careImplementação e avaliação do protocolo multidisciplinar “ABCDEF do sono” em unidades de terapia intensiva brasileiras : estudo quase-experimentalinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências PneumológicasPorto Alegre, BR-RS2026mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001302132.pdf.txt001302132.pdf.txtExtracted Texttext/plain66490http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302048/2/001302132.pdf.txt1b20477eb4d868d669162a169e562033MD52ORIGINAL001302132.pdfTexto parcialapplication/pdf868905http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302048/1/001302132.pdf03bb0623b5f01330b9213b6c2c965ce2MD5110183/3020482026-03-08 08:00:37.249619oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302048Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-03-08T11:00:37Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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