Vozes do coletivo Yo No Fui : a escrita literária sobre as experiências de encarceramento feminino na Argentina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Klein, Mariana Motta
Orientador(a): Godinho, Ana Cláudia Ferreira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Espanhol:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/293109
Resumo: A presente pesquisa objetiva investigar a escrita literária de mulheres argentinas, integrantes do coletivo Yo No Fui, que passaram pela privação de liberdade. O coletivo caracteriza-se como antipunitivista, transfeminista e abolicionista penal. A investigação teve como objetivos específicos 1) buscar quais são as concepções de encarceramento contidas na produção escrita do coletivo; 2) examinar quais temáticas as mulheres manifestam em seus textos e, 3) estabelecer uma linha do tempo das experiências de privação de liberdade dessas mulheres. Como metodologia, foi realizada a análise de conteúdo da obra escrita pelo Yo No Fui, En poblado y en banda: revancha a la justicia (2022), bem como a entrevista semiestruturada com uma das integrantes, Eva Reinoso. Como aporte teórico, busquei discutir o direito à literatura no espaço de privação de liberdade, os marcos regulatórios sobre a produção de literatura no cárcere, assim como alguns projetos e experiências tanto no contexto argentino como no brasileiro. Também busquei realizar um breve recorrido sobre a história do cárcere feminino na América Latina e Indicar quem são as mulheres privadas de liberdade na Argentina a partir de documentos oficiais e de estudos sobre o tema, evidenciando problemáticas dos espaços de privação de liberdade do país. Os resultados encontrados através da análise da obra e da reflexão das temáticas abordadas foram de que a escrita literária produzida por mulheres encarceradas ou que passaram pelo encarceramento caracteriza-se como uma forma de resistência e afirmação, o que corrobora o argumento de que a literatura é um direito no espaço de privação de liberdade. Outro achado foi a importância de tornar público o debate sobre a justiça e a abertura para as possibilidades sobre repensar outros modos de fazer justiça. Portanto, conclui-se que a prática literária no espaço de privação de liberdade possibilita a construção de uma memória coletiva, deixando registros sobre a temporalidade no cárcere. Por fim, a pesquisa também indicou perguntas para investigações futuras sobre experiências de literatura na prisão.
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Como aporte teórico, busquei discutir o direito à literatura no espaço de privação de liberdade, os marcos regulatórios sobre a produção de literatura no cárcere, assim como alguns projetos e experiências tanto no contexto argentino como no brasileiro. Também busquei realizar um breve recorrido sobre a história do cárcere feminino na América Latina e Indicar quem são as mulheres privadas de liberdade na Argentina a partir de documentos oficiais e de estudos sobre o tema, evidenciando problemáticas dos espaços de privação de liberdade do país. Os resultados encontrados através da análise da obra e da reflexão das temáticas abordadas foram de que a escrita literária produzida por mulheres encarceradas ou que passaram pelo encarceramento caracteriza-se como uma forma de resistência e afirmação, o que corrobora o argumento de que a literatura é um direito no espaço de privação de liberdade. Outro achado foi a importância de tornar público o debate sobre a justiça e a abertura para as possibilidades sobre repensar outros modos de fazer justiça. Portanto, conclui-se que a prática literária no espaço de privação de liberdade possibilita a construção de uma memória coletiva, deixando registros sobre a temporalidade no cárcere. Por fim, a pesquisa também indicou perguntas para investigações futuras sobre experiências de literatura na prisão.Esta tesis de maestría tiene como objetivo investigar la escritura literaria de mujeres argentinas, integrantes del colectivo Yo No Fui y que han vivido la privación de libertad. El colectivo se caracteriza como antipunitivista, transfeminista y abolicionista penal. Los objetivos específicos de la investigación fueron 1) buscar las concepciones de encarcelamiento contenidas en la producción escrita del colectivo; 2) examinar qué temas expresan las mujeres en sus textos y, 3) establecer una línea de tiempo de las experiencias de privación de libertad de estas mujeres. Como metodología se realizó un análisis de contenido de la obra escrita por Yo No Fui, En poblado y en banda: revancha a la justicia, así como una entrevista semiestructurada con una de las integrantes, Eva. Como aporte teórico, busqué discutir el derecho a la literatura en el espacio de la privación de libertad, los marcos regulatorios sobre la producción de literatura en la cárcel, así como algunos proyectos y experiencias tanto en el contexto argentino como en el brasileño. Además, realicé un breve recorrido por la historia del encarcelamiento femenino en América Latina; Busqué identificar quiénes son las mujeres privadas de libertad en Argentina, con base en documentos oficiales y estudios sobre el tema, destacando problemáticas en los espacios de privación de libertad del país. Los resultados encontrados a través del análisis de la obra y la reflexión sobre los temas abordados fueron que la escritura literaria producida por mujeres encarceladas o que han estado encarceladas se caracteriza como una forma de resistencia y afirmación. Lo que nos lleva a corroborar el argumento de que la literatura es un derecho en el espacio de privación de libertad. Otro hallazgo fue la importancia de hacer público el debate sobre la justicia y abrir posibilidades para repensar otras formas de hacer justicia. Por lo tanto, se concluye que la práctica literaria en el espacio de privación de libertad posibilita la construcción de una memoria colectiva, dejando registros sobre la temporalidad en prisión. También enfatizo que el estudio indicó preguntas para futuras investigaciones sobre las experiencias literarias en el contexto de prisión.application/pdfporEscritaLiteraturaPrivação de liberdadeMulherEscritura literaria de mujeres privadas de libertadDerecho a la literatura en la cárcelMujeresCárcelPrivación de libertadColectivoVozes do coletivo Yo No Fui : a escrita literária sobre as experiências de encarceramento feminino na Argentinainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de EducaçãoPrograma de Pós-Graduação em EducaçãoPorto Alegre, BR-RS2024mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001249135.pdf.txt001249135.pdf.txtExtracted Texttext/plain362768http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/293109/2/001249135.pdf.txtcb19f955bd4626759ea244b272c02620MD52ORIGINAL001249135.pdfTexto completoapplication/pdf2869165http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/293109/1/001249135.pdf671670af58a50fcb91e96dcd7808ae63MD5110183/2931092025-06-20 06:55:55.013224oai:www.lume.ufrgs.br:10183/293109Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-06-20T09:55:55Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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