Transitivização de verbos monoargumentais pelo processo de causativização e a ordem SVO em português brasileiro
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/292644 |
Resumo: | Nesta dissertação, investigamos o processo de transitivização de um conjunto de verbos monoargumentais em português brasileiro (PB). Parece haver um consenso, na literatura, de que verbos inacusativos (i.e., monoargumentais) admitem tanto a ordem linear DP V quanto V DP para realização do argumento (Berlink, 1989; Santos e Soares da Silva, 2012; entre outros autores). Partindo da constatação de que o PB favorece sentenças com a posição à esquerda do verbo foneticamente preenchida (Kato e Duarte, 2023; Buthers e Bonfim Duarte, 2012), entendemos que a língua apresenta um enrijecimento da ordem S(ujeito)V(erbo)O(bjeto). Analisamos um universo de dados composto por frases DP2 V DP1, em que V corresponde a um verbo cuja transitividade básica é monoargumental e cujo argumento original é o DP1, e em que DP2 corresponde a um argumento inserido nessa estrutura. Nossa proposta é de que essa inserção de um argumento na estrutura argumental se dá pelo processo de transitivização via causativização (i.e. inserção do metapredicado CAUSE) do verbo, que passa de monoargumental para biargumental, por exemplo: Meu cabelo reviveu → Esse shampoo reviveu meu cabelo. Com isso, há a inserção de um argumento na estrutura argumental desses verbos, de forma que a ordem linear dos constituintes, antes realizada como DP V/ V DP, passa a espelhar a ordem SVO. Procuramos fazer uma descrição sintática e semântica das sentenças DP2 V DP1. Para isso, usamos conceitos de Cançado e Amaral (2016), advindos da Semântica Lexical, e demonstramos a atribuição da propriedade semântica de desencadeador para o DP2 e de afetado para o DP1. A Semântica Lexical faz interface com a sintaxe, de forma que, por meio dela, chegamos a alguma caracterização sintática dos DPs. Para além disso, usamos conceitos de Perini (1989) para caracterizar DP2 como sujeito e DP1 como objeto de V quando na sua forma transitivizada. |
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Lazzari, Melissa GiovanaOthero, Gabriel de Ávila2025-06-06T06:55:49Z2025http://hdl.handle.net/10183/292644001258264Nesta dissertação, investigamos o processo de transitivização de um conjunto de verbos monoargumentais em português brasileiro (PB). Parece haver um consenso, na literatura, de que verbos inacusativos (i.e., monoargumentais) admitem tanto a ordem linear DP V quanto V DP para realização do argumento (Berlink, 1989; Santos e Soares da Silva, 2012; entre outros autores). Partindo da constatação de que o PB favorece sentenças com a posição à esquerda do verbo foneticamente preenchida (Kato e Duarte, 2023; Buthers e Bonfim Duarte, 2012), entendemos que a língua apresenta um enrijecimento da ordem S(ujeito)V(erbo)O(bjeto). Analisamos um universo de dados composto por frases DP2 V DP1, em que V corresponde a um verbo cuja transitividade básica é monoargumental e cujo argumento original é o DP1, e em que DP2 corresponde a um argumento inserido nessa estrutura. Nossa proposta é de que essa inserção de um argumento na estrutura argumental se dá pelo processo de transitivização via causativização (i.e. inserção do metapredicado CAUSE) do verbo, que passa de monoargumental para biargumental, por exemplo: Meu cabelo reviveu → Esse shampoo reviveu meu cabelo. Com isso, há a inserção de um argumento na estrutura argumental desses verbos, de forma que a ordem linear dos constituintes, antes realizada como DP V/ V DP, passa a espelhar a ordem SVO. Procuramos fazer uma descrição sintática e semântica das sentenças DP2 V DP1. Para isso, usamos conceitos de Cançado e Amaral (2016), advindos da Semântica Lexical, e demonstramos a atribuição da propriedade semântica de desencadeador para o DP2 e de afetado para o DP1. A Semântica Lexical faz interface com a sintaxe, de forma que, por meio dela, chegamos a alguma caracterização sintática dos DPs. Para além disso, usamos conceitos de Perini (1989) para caracterizar DP2 como sujeito e DP1 como objeto de V quando na sua forma transitivizada.In this thesis, we investigate the process of transitivization of a set of monoargumental verbs in Brazilian Portuguese (BP). There seems to be a consensus in the literature that unaccusative verbs (i.e., monoargumental verbs) allow both the linear order DP V and V DP for argument realization (Berlink, 1989; Santos and Soares da Silva, 2012; among other authors). Based on the observation that BP favors sentences where the position to the left of the verb is phonetically filled (Kato and Duarte, 2023; Buthers and Bonfim Duarte, 2012), we understand that the language exhibits a strengthening of the S(ubject)V(erb)O(bject) order. We analyzed a dataset composed of sentences in the DP2 V DP1 structure, where V corresponds to a verb whose basic transitivity is monovalent and whose original argument is DP1, and DP2 corresponds to an argument inserted into this structure. Our proposal is that this insertion of an argument into the argument structure occurs through the process of transitivization via causativization (i.e., the insertion of the metapredicate CAUSE) of the verb, which shifts from monovalent to bivalent, for example: Meu cabelo reviveu (My hair revived) → Esse shampoo reviveu meu cabelo (This shampoo revived my hair). With this, an argument is inserted into the argument structure of these verbs, such that the linear order of constituents, previously realized as DP V/V DP, comes to reflect the SVO order. We aim to provide a syntactic and semantic description of the DP2 V DP1 sentences. To do so, we use concepts from Cançado and Amaral (2016), derived from Lexical Semantics, demonstrating the assignment of the semantic property of trigger to DP2 and affected to DP1. Lexical Semantics interfaces with syntax, allowing us to achieve some syntactic characterization of the DPs. Furthermore, we use concepts from Perini (1989) to characterize DP2 as the subject and DP1 as the object of V when in its transitivized form.application/pdfporSemântica lexicalVerbos monoargumentaisTransitividade : Lingua portuguesa : GramaticaEstrutura argumentalWord orderTransitivizationCausativizationArgument structureTransitivização de verbos monoargumentais pelo processo de causativização e a ordem SVO em português brasileiroinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de LetrasPrograma de Pós-Graduação em LetrasPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001258264.pdf.txt001258264.pdf.txtExtracted Texttext/plain197594http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292644/2/001258264.pdf.txte0262b603d24b7e8fcad822217b47338MD52ORIGINAL001258264.pdfTexto completoapplication/pdf1426509http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292644/1/001258264.pdf4bf8d1fad7c3bea8a02ed1fefb16e1d8MD5110183/2926442025-06-07 06:55:48.270075oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292644Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-06-07T09:55:48Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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Nesta dissertação, investigamos o processo de transitivização de um conjunto de verbos monoargumentais em português brasileiro (PB). Parece haver um consenso, na literatura, de que verbos inacusativos (i.e., monoargumentais) admitem tanto a ordem linear DP V quanto V DP para realização do argumento (Berlink, 1989; Santos e Soares da Silva, 2012; entre outros autores). Partindo da constatação de que o PB favorece sentenças com a posição à esquerda do verbo foneticamente preenchida (Kato e Duarte, 2023; Buthers e Bonfim Duarte, 2012), entendemos que a língua apresenta um enrijecimento da ordem S(ujeito)V(erbo)O(bjeto). Analisamos um universo de dados composto por frases DP2 V DP1, em que V corresponde a um verbo cuja transitividade básica é monoargumental e cujo argumento original é o DP1, e em que DP2 corresponde a um argumento inserido nessa estrutura. Nossa proposta é de que essa inserção de um argumento na estrutura argumental se dá pelo processo de transitivização via causativização (i.e. inserção do metapredicado CAUSE) do verbo, que passa de monoargumental para biargumental, por exemplo: Meu cabelo reviveu → Esse shampoo reviveu meu cabelo. Com isso, há a inserção de um argumento na estrutura argumental desses verbos, de forma que a ordem linear dos constituintes, antes realizada como DP V/ V DP, passa a espelhar a ordem SVO. Procuramos fazer uma descrição sintática e semântica das sentenças DP2 V DP1. Para isso, usamos conceitos de Cançado e Amaral (2016), advindos da Semântica Lexical, e demonstramos a atribuição da propriedade semântica de desencadeador para o DP2 e de afetado para o DP1. A Semântica Lexical faz interface com a sintaxe, de forma que, por meio dela, chegamos a alguma caracterização sintática dos DPs. Para além disso, usamos conceitos de Perini (1989) para caracterizar DP2 como sujeito e DP1 como objeto de V quando na sua forma transitivizada. |
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