Comparação dos tratamentos cirúrgico e não cirúrgico da perimplantite : análise de 12 meses de um ensaio controlado randomizado multicêntrico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Wagner, Tassiane Panta
Orientador(a): Haas, Alex Nogueira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/249077
Resumo: Objetivo: comparar o debridamento cirúrgico (C) e não cirúrgico (NC) no tratamento da perimplantite (Pi) em um ensaio clínico randomizado multicêntrico com 12 meses de acompanhamento. Métodos: 45 indivíduos com 63 implantes com profundidade de sondagem perimplantar (PSi) ≥ 5mm, sangramento submucoso (SSi) e perda óssea radiográfica (PO) ≥ 3mm, foram incluídos. No grupo NC (30 implantes), receberam debridamento submucoso com anestesia local. No grupo C (33 implantes), um retalho mucoperiostal foi realizado e as superfícies dos implantes foram descontaminadas também por debridamento com curetas, como no NC. Exames clínicos, radiográficos e coleta de amostras do fluido crevicular perimplantar foram realizados no início do estudo e após 12 meses. Resultados: Após 12 meses, não houve diferenças significativas nas alterações de PSi entre o NC (4,15±0,25 para 3,25±0,23mm) e o C (3,74±0.22 para 3,03±0.26mm). SSi reduziu significativamente de aproximadamente 60% para 35% nos dois grupos. TIMP, MMP-8, RANKL, OPG e OPN reduziram significativamente nos dois grupos, sem diferença estatística entre eles. Quando analisados os sítios com PO ≥ 3mm no início do estudo, houve uma diferença significativa entre os grupos quanto ao ganho ósseo radiográfico após 12 meses (C=0.78mm e NC=0.25mm; p=0.03). Conclusões: Ambos os tratamentos melhoraram parâmetros clínicos e de marcadores inflamatórios locais. Maiores ganhos ósseos foram atingidos após tratamento cirúrgico, mas a relevância de tais diferenças necessita ser avaliada a longo prazo.
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