Estudo do comportamento da formação de goma em gasolina comum brasileira
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/296351 |
Resumo: | A gasolina é um combustível de segunda geração extraído a partir da destilação do petróleo e sua composição varia de acordo com a fonte de obtenção e o processo de refino. A gasolina automotiva brasileira possui em sua formulação cerca de 27% de etanol anidro, isto faz com que a octanagem RON do combustível aumente, e funciona como um aditivo antidetonante. Além disso a adição de etanol reduz a emissão dos gases de efeito estufa. A mistura de gasolina e etanol, dependendo das condições de transporte e armazenamento, e das condições de uso podem ocasionar a formação de depósitos. Estes depósitos são resultado da formação natural de goma da gasolina combinada com os produtos de corrosão formados devido ao contato da mistura (gasolina + etanol) com as partes metálicas do motor. A presença destes depósitos ou mesmo apenas da goma, acarretam diversos problemas nos motores à combustão, afetando o desempenho e durabilidade do motor. A formação de goma na gasolina é causada pela presença de compostos insaturados que reagem e formam moléculas de elevado peso molecular, pelo meio de reações de oxidações e consequentemente polimerizações, favorecidas muitas vezes por fatores externos. No presente trabalho, estudou-se a influência de alguns fatores na reação de formação de goma de gasolina, como temperatura, presença de umidade, presença metais (Al ou Cu) e luz UV. Os ensaios de goma lavada, cromatografia gasosa, teor de umidade e destilação foram realizados para caracterização da gasolina. Estudos foram conduzidos sempre com a presença de uma amostra de referência e os resultados foram avaliados estatisticamente pela ferramenta ANOVA. Foi observado que os parâmetros de temperatura e a umidade não foram relevantes para a aceleração da reação de formação de goma. No entanto, a presença de metais e a exposição à radiação UV mostraram-se bastante significativos para a velocidade da reação de formação de goma em gasolina automotiva. Considerando o efeito da exposição à radiação UV, na formação de goma, avaliou-se o efeito de polímeros comerciais que são o polietileno de alta densidade e a poliamida 6 com 30% de fibra de vidro, ao bloqueio da radiação UV. Para isso foram realizados os testes em simulador solar com monitoramento da degradação do corante Rodamina B e teste com radiômetro. Os resultados mostram eficácia dos materiais testados como barreira à luz, confirmando que a proteção UV pode ser uma solução para reduzir a formação de goma lavada em tanques de combustível poliméricos expostos à luz solar. |
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Reis, Mariá TanaraMalfatti, Célia de FragaMelo, Pedro Juarez2025-09-09T06:55:49Z2025http://hdl.handle.net/10183/296351001291537A gasolina é um combustível de segunda geração extraído a partir da destilação do petróleo e sua composição varia de acordo com a fonte de obtenção e o processo de refino. A gasolina automotiva brasileira possui em sua formulação cerca de 27% de etanol anidro, isto faz com que a octanagem RON do combustível aumente, e funciona como um aditivo antidetonante. Além disso a adição de etanol reduz a emissão dos gases de efeito estufa. A mistura de gasolina e etanol, dependendo das condições de transporte e armazenamento, e das condições de uso podem ocasionar a formação de depósitos. Estes depósitos são resultado da formação natural de goma da gasolina combinada com os produtos de corrosão formados devido ao contato da mistura (gasolina + etanol) com as partes metálicas do motor. A presença destes depósitos ou mesmo apenas da goma, acarretam diversos problemas nos motores à combustão, afetando o desempenho e durabilidade do motor. A formação de goma na gasolina é causada pela presença de compostos insaturados que reagem e formam moléculas de elevado peso molecular, pelo meio de reações de oxidações e consequentemente polimerizações, favorecidas muitas vezes por fatores externos. No presente trabalho, estudou-se a influência de alguns fatores na reação de formação de goma de gasolina, como temperatura, presença de umidade, presença metais (Al ou Cu) e luz UV. Os ensaios de goma lavada, cromatografia gasosa, teor de umidade e destilação foram realizados para caracterização da gasolina. Estudos foram conduzidos sempre com a presença de uma amostra de referência e os resultados foram avaliados estatisticamente pela ferramenta ANOVA. Foi observado que os parâmetros de temperatura e a umidade não foram relevantes para a aceleração da reação de formação de goma. No entanto, a presença de metais e a exposição à radiação UV mostraram-se bastante significativos para a velocidade da reação de formação de goma em gasolina automotiva. Considerando o efeito da exposição à radiação UV, na formação de goma, avaliou-se o efeito de polímeros comerciais que são o polietileno de alta densidade e a poliamida 6 com 30% de fibra de vidro, ao bloqueio da radiação UV. Para isso foram realizados os testes em simulador solar com monitoramento da degradação do corante Rodamina B e teste com radiômetro. Os resultados mostram eficácia dos materiais testados como barreira à luz, confirmando que a proteção UV pode ser uma solução para reduzir a formação de goma lavada em tanques de combustível poliméricos expostos à luz solar.Gasoline is a second-generation fuel extracted through the distillation of petroleum, and its composition varies according to the source of extraction and refining process. Brazilian automotive gasoline contains about 27% anhydrous ethanol in its formulation, which increases the RON octane rating of the fuel and functions as an anti-knock additive. Additionally, the addition of ethanol reduces greenhouse gas emissions. The mixture of gasoline and ethanol, depending on transport, storage conditions, and usage conditions, may lead to the formation of deposits. These deposits result from the natural formation of gasoline gum combined with corrosion products formed due to the contact of the mixture (gasoline + ethanol) with metallic parts of the engine. The presence of these deposits or even just the gum can cause various problems in combustion engines, affecting engine performance and durability. The formation of gum in gasoline is caused by the presence of unsaturated compounds that react and form high molecular weight molecules through oxidation and consequently polymerization reactions, often favored by external factors. In this study, the influence of some factors on the gum formation reaction of gasoline, such as temperature, presence of moisture, presence of metals (Al or Cu), and UV light, was investigated. Washed gum tests, gas chromatography, moisture content, and distillation were performed for gasoline characterization. Studies were always conducted with a reference sample, and the results were statistically evaluated using the ANOVA tool. It was observed that temperature and humidity parameters were not relevant to the acceleration of the gum formation reaction. However, the presence of metals and UV radiation exposure were quite significant for the gum formation reaction speed in automotive gasoline. Considering the effect of exposure to UV radiation on gum formation, in the present work, the effect of commercial polymers, which are highdensity polyethylene and polyamide 6 with 30% glass fiber, on blocking UV radiation was evaluated.The results show the effectiveness of the tested materials as light barriers, confirming that UV protection can be a solution to reduce washed gum formation in polymeric fuel tanks exposed to sunlight.application/pdfporGasolinaCombustíveisGasolineDepositsGumMetalsMoistureTemperatureUV raysEstudo do comportamento da formação de goma em gasolina comum brasileirainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de EngenhariaPrograma de Pós-Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e de MateriaisPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001291537.pdf.txt001291537.pdf.txtExtracted Texttext/plain165611http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296351/2/001291537.pdf.txtea0bc0ee05da9ba46ee16ddc3e355628MD52ORIGINAL001291537.pdfTexto completoapplication/pdf1950414http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296351/1/001291537.pdf45b42934373dc54b82af70ac694fc445MD5110183/2963512025-12-15 08:00:50.39876oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296351Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-12-15T10:00:50Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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A gasolina é um combustível de segunda geração extraído a partir da destilação do petróleo e sua composição varia de acordo com a fonte de obtenção e o processo de refino. A gasolina automotiva brasileira possui em sua formulação cerca de 27% de etanol anidro, isto faz com que a octanagem RON do combustível aumente, e funciona como um aditivo antidetonante. Além disso a adição de etanol reduz a emissão dos gases de efeito estufa. A mistura de gasolina e etanol, dependendo das condições de transporte e armazenamento, e das condições de uso podem ocasionar a formação de depósitos. Estes depósitos são resultado da formação natural de goma da gasolina combinada com os produtos de corrosão formados devido ao contato da mistura (gasolina + etanol) com as partes metálicas do motor. A presença destes depósitos ou mesmo apenas da goma, acarretam diversos problemas nos motores à combustão, afetando o desempenho e durabilidade do motor. A formação de goma na gasolina é causada pela presença de compostos insaturados que reagem e formam moléculas de elevado peso molecular, pelo meio de reações de oxidações e consequentemente polimerizações, favorecidas muitas vezes por fatores externos. No presente trabalho, estudou-se a influência de alguns fatores na reação de formação de goma de gasolina, como temperatura, presença de umidade, presença metais (Al ou Cu) e luz UV. Os ensaios de goma lavada, cromatografia gasosa, teor de umidade e destilação foram realizados para caracterização da gasolina. Estudos foram conduzidos sempre com a presença de uma amostra de referência e os resultados foram avaliados estatisticamente pela ferramenta ANOVA. Foi observado que os parâmetros de temperatura e a umidade não foram relevantes para a aceleração da reação de formação de goma. No entanto, a presença de metais e a exposição à radiação UV mostraram-se bastante significativos para a velocidade da reação de formação de goma em gasolina automotiva. Considerando o efeito da exposição à radiação UV, na formação de goma, avaliou-se o efeito de polímeros comerciais que são o polietileno de alta densidade e a poliamida 6 com 30% de fibra de vidro, ao bloqueio da radiação UV. Para isso foram realizados os testes em simulador solar com monitoramento da degradação do corante Rodamina B e teste com radiômetro. Os resultados mostram eficácia dos materiais testados como barreira à luz, confirmando que a proteção UV pode ser uma solução para reduzir a formação de goma lavada em tanques de combustível poliméricos expostos à luz solar. |
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