Associação entre o grau de processamento dos alimentos e níveis pressóricos em indivíduos hipertensos
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/211530 |
Resumo: | Introdução: Os fatores de risco para as doenças cardiovasculares já foram amplamente estudados, sendo possível a implementação de ações preventivas e terapêuticas. Dentre as medidas não-farmacológicas para o manejo dos fatores de risco como a obesidade, dislipidemia, diabetes, hipertensão, tabagismo e sedentarismo, as intervenções nutricionais são medidas importantes para prevenção e controle de grande parte deles. Com o aumento da industrialização e do processamento dos alimentos, o sal tornou-se um aditivo quase onipresente, exercendo funções adicionais como melhora da textura e da aparência dos alimentos. As alterações nutricionais dos alimentos devido ao seu processamento são amplamente ignoradas ou minimizadas na educação e informação sobre alimentação, nutrição, saúde e políticas públicas de saúde. Considerando isto, Monteiro propôs uma nova classificação para os alimentos de acordo com a extensão e finalidade do processamento industrial aplicado a ele. Esta classificação designa o alimento para três grupos: Alimentos não processados ou minimamente processados; Ingredientes culinários e Ultraprocessados. O sódio está implicado na manutenção da pressão arterial e é fator de risco para hipertensão arterial. No entanto, a associação do consumo de alimentos classificados segundo a extensão e o propósito do processamento com a pressão arterial não foi avaliada. Objetivo: Avaliar a associação entre o grau de processamento dos alimentos e níveis de pressão arterial em indivíduos hipertensos. Métodos: Estudo transversal realizado com indivíduos hipertensos em tratamento regular, (30 a 80 anos), atendidos no Ambulatório de Hipertensão do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e na Unidade Básica de Saúde. Medidas de pressão arterial (PA) foram aferidas com aparelho digital OMRON CP-705 em duplicata e classificada em três categorias: PA controlada, Hipertensão estágio ! e II. Para a avaliação de ingestão alimentar, utilizou-se quatro recordatórios alimentares de 24h (RA24h). Os alimentos foram classificados em: Minimamente processados, Ingredientes Culinários e Ultra-processados. As variáveis nutricionais foram ajustadas para energia e variação intra-indivíduo. Modelo Linear Generalizado foi utilizado para avaliar a associação entre os grupos alimentares e pressão arterial. Na análise multivariada inclui-se a quantidade de sódio em gramas de cada um dos grupos alimentares, com ajuste para o número de anti-hipertensivos em uso. Resultados: Foram avaliados 138 indivíduos, a idade média foi de 61 anos (DP ± 9,8), 60,1 % eram mulheres, 87,7% tinham o IMC > 25 kg/m² e 53,6% estavam com a pressão arterial controlada. O grupo 3 (alimentos ultra-processado) contribuiu para 47,7 % da ingestão calórica total. Não houve diferença significativa dos grupos de alimentos com as categorias de PA. O consumo de sódio, independente do grau de processamento, foi maior entre os hipertensos em estágio II (P=0,014). Considerando a ingestão de sódio pelo grau de processamento, observou-se associação bruta entre a aumento da PA 14 e o sódio derivado apenas do grupo 2 (p=0,016). No entanto, o sal analisado isoladamente não se mostrou associado com a PA. Na análise multivariada com ajusta para o número de anti-hipertensivos em uso, observou-se associação positiva entre quantidade de sódio em gramas do grupo 3, independente da quantidade consumida nos demais grupos alimentares. O aumento de 1 g de sódio do grupo 3 aumenta o risco do indivíduo com pressão arterial controlada se tornar hipertenso estágio I, assim como de um hipertenso estágio I migrar para estágio II de hipertensão (RP 2,01; P=0,02). Houve tendência semelhante para o sódio do grupo 2 (RP 1,37; P= 0,06) Conclusão: O consumo em gramas de alimentos classificados de acordo com a extensão e efeitos de processamento não está associado com a PA. No entanto, o consumo de sódio, principalmente derivados dos alimentos ultra-processados, está associado com o controle da pressão arterial. |
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Lima, Ruchelli França deMoreira, Leila Beltrami2020-07-08T03:42:59Z2013http://hdl.handle.net/10183/211530001050919Introdução: Os fatores de risco para as doenças cardiovasculares já foram amplamente estudados, sendo possível a implementação de ações preventivas e terapêuticas. Dentre as medidas não-farmacológicas para o manejo dos fatores de risco como a obesidade, dislipidemia, diabetes, hipertensão, tabagismo e sedentarismo, as intervenções nutricionais são medidas importantes para prevenção e controle de grande parte deles. Com o aumento da industrialização e do processamento dos alimentos, o sal tornou-se um aditivo quase onipresente, exercendo funções adicionais como melhora da textura e da aparência dos alimentos. As alterações nutricionais dos alimentos devido ao seu processamento são amplamente ignoradas ou minimizadas na educação e informação sobre alimentação, nutrição, saúde e políticas públicas de saúde. Considerando isto, Monteiro propôs uma nova classificação para os alimentos de acordo com a extensão e finalidade do processamento industrial aplicado a ele. Esta classificação designa o alimento para três grupos: Alimentos não processados ou minimamente processados; Ingredientes culinários e Ultraprocessados. O sódio está implicado na manutenção da pressão arterial e é fator de risco para hipertensão arterial. No entanto, a associação do consumo de alimentos classificados segundo a extensão e o propósito do processamento com a pressão arterial não foi avaliada. Objetivo: Avaliar a associação entre o grau de processamento dos alimentos e níveis de pressão arterial em indivíduos hipertensos. Métodos: Estudo transversal realizado com indivíduos hipertensos em tratamento regular, (30 a 80 anos), atendidos no Ambulatório de Hipertensão do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e na Unidade Básica de Saúde. 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