Homens cuidados por mulheres : entre cuidado e interdição, o que escapa?
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/94698 |
Resumo: | Tomando o conto de Machado de Assis, o Alienista, como inspiração, este trabalho olha para as construções de masculinidades de homens usuários de serviços de saúde mental da rede substitutiva, egressos de longa permanência em hospital psiquiátrico e suas itinerâncias no espaço urbano. Entre o cuidado, exercido predominantemente por mulheres e o duplo interdito que recai sobre os mesmos, interdito diagnóstico e o interdito legal, homens perambulam pela cena urbana, ganhando chão e tecendo redes. Redes de vizinhança e de troca que lhes colocam a possibilidade de serem mais um, perdendo-se na indiferença, no anonimato que os torna cabíveis. Em suas andarilhanças se fazem viáveis redesenhando lugares e nomeações. Morar, escolher, trabalhar, prover a casa, exercer a conjugalidade, provar sua honra e virilidade, ser depositário da confiança do dono do armazém e comprar no caderno, dizem de frestas que se abrem no social. Olhares que se deseducam, ressignificando masculinidades. Num recorte de território e de subjetivações, inseridos em serviços residenciais terapêuticos, perdidos/achados numa vila, que poderia ser a do conto Machadiano, alforriados pelos muitos doutores Bacamartes que lhes selaram caminhos, homens experimentam a potência dos encontros como produção de saúde. |
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Tinoco, Stelamaris GlückSeffner, Fernando2014-04-24T01:52:42Z2013http://hdl.handle.net/10183/94698000914986Tomando o conto de Machado de Assis, o Alienista, como inspiração, este trabalho olha para as construções de masculinidades de homens usuários de serviços de saúde mental da rede substitutiva, egressos de longa permanência em hospital psiquiátrico e suas itinerâncias no espaço urbano. Entre o cuidado, exercido predominantemente por mulheres e o duplo interdito que recai sobre os mesmos, interdito diagnóstico e o interdito legal, homens perambulam pela cena urbana, ganhando chão e tecendo redes. Redes de vizinhança e de troca que lhes colocam a possibilidade de serem mais um, perdendo-se na indiferença, no anonimato que os torna cabíveis. Em suas andarilhanças se fazem viáveis redesenhando lugares e nomeações. Morar, escolher, trabalhar, prover a casa, exercer a conjugalidade, provar sua honra e virilidade, ser depositário da confiança do dono do armazém e comprar no caderno, dizem de frestas que se abrem no social. Olhares que se deseducam, ressignificando masculinidades. Num recorte de território e de subjetivações, inseridos em serviços residenciais terapêuticos, perdidos/achados numa vila, que poderia ser a do conto Machadiano, alforriados pelos muitos doutores Bacamartes que lhes selaram caminhos, homens experimentam a potência dos encontros como produção de saúde.Taking the tale of Machado de Assis, the Alienist, as inspiration, this work looks at the construction of masculinities of male users of mental health services network replacement. Men are emerging from long stay in a psychiatric hospital and its itinerancies in urban space. Among the care exercised predominantly by women and the double injunction that falls on them, diagnosis and interdict interdict legal, men roam the urban scene, gaining ground and weaving networks. Neighborhood networks and exchange them put the possibility of another, losing himself in indifference, anonymity makes them reasonable. In his itinerancies make themselves viable redesigning seats and appointments. Living in a home, choose to work, provide for the household, marital exercise, prove your honor and manhood, be custodian of the trust of the owner of the store and buy the book, say the cracks that open in social. In a clipping territory and subjectivation, inserted in residential care homes, lost / found in a village, which could be the tale Machado, men experience the power of the encounters as health production.application/pdfporSaúde mentalMasculinidadeCuidadoMental healthMasculinitiesItineranciesHomens cuidados por mulheres : entre cuidado e interdição, o que escapa?info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de EducaçãoPrograma de Pós-Graduação em EducaçãoPorto Alegre, BR-RS2013mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000914986.pdf000914986.pdfTexto completoapplication/pdf698017http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/94698/1/000914986.pdffb7ccc5c7d127339356b7a18dfebebe2MD51TEXT000914986.pdf.txt000914986.pdf.txtExtracted Texttext/plain205952http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/94698/2/000914986.pdf.txtc183f92357f89f748ec77650e9ce4686MD52THUMBNAIL000914986.pdf.jpg000914986.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1023http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/94698/3/000914986.pdf.jpge79ce9fccfeaf887a01b22fbce8eb8a5MD5310183/946982018-10-05 08:37:55.73oai:www.lume.ufrgs.br:10183/94698Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-05T11:37:55Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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