Uma transformação em movimento : os desafios comunicacionais das estratégias de diversidade, equidade e inclusão (DE&I) nas organizações
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302145 |
Resumo: | Partindo de uma problematização da desigualdade no Brasil e de como isso se reflete nas organizações, especialmente nas empresas privadas brasileiras, elaboramos a seguinte questão problema: como são articulados e mobilizados os processos comunicacionais para a configuração e aplicação das estratégias de Diversidade, Equidade e Inclusão por profissionais de DE&I em empresas brasileiras? O objetivo geral da pesquisa é compreender os processos e as práticas comunicacionais mobilizados por profissionais da área de DE&I em organizações, bem como tensionamentos experienciados. Para essa compreensão, o presente trabalho faz uma leitura de contexto e apresenta uma reflexão sobre o conceito de cultura (Geertz, 1973; Segato, 2022) e das estruturas sociais (Bourdieu, 2004) a fim de questionar a desigualdade social do país através de uma abordagem interseccional e de consciência histórica da experiência latinoamericana (Crenshaw, 1989; Carneiro, 2005, 2011; Mombaça, 2016; Bento, 2017; Akotirene, 2019). Também se observa, nos dados estatísticos e demográficos das pesquisas documentais e bibliográficas realizadas, que a desigualdade é uma consequência estruturada e estruturante (Bourdieu, 2004). Por sua vez, é sustentada pelas relações de poder (Foucault, 1979, 1987, 1989) a partir de sistemas de vulnerabilidade, precariedade e hierarquização (Butler, 2017; Kilomba, 2019). Nesse contexto, somam-se ao nosso repertório os paradigmas da área de comunicação organizacional e das estratégias de DE&I no Brasil, de tal forma que a abordagem complexa resulta como o foco teórico do presente estudo (Morin, 2006; Curvello, Scroferneker, 2009; Baldissera, 2004, 2009, 2022; Scheid, Machado, Pérsigo, 2019; Scroferneker, Silva, Amorim, Florczak, 2023). O conceito proposto por Baldissera (2009, 2022) sobre as três dimensões da comunicação organizacional possibilita desvendar o fluxo de tensões e desordem que se constrói no âmbito do tema. Para responder a questão problema, com o amparo da pesquisa teórica, foram realizadas entrevistas em profundidade com sete (7) profissionais com relação direta e indireta com a DE&I em organizações privadas brasileiras, considerando suas vivências nas cinco (5) regiões do país e diversidade identitária. As conclusões indicam que a comunicação é o campo mais acionado para a execução das estratégias de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I), manifestando diferentes níveis de maturidade paradoxais no contexto nacional. |
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Silva, Nílton Luiz FeijóRosário, Nísia Martins doCoca, Adriana Pierre2026-03-10T08:01:16Z2025http://hdl.handle.net/10183/302145001301930Partindo de uma problematização da desigualdade no Brasil e de como isso se reflete nas organizações, especialmente nas empresas privadas brasileiras, elaboramos a seguinte questão problema: como são articulados e mobilizados os processos comunicacionais para a configuração e aplicação das estratégias de Diversidade, Equidade e Inclusão por profissionais de DE&I em empresas brasileiras? O objetivo geral da pesquisa é compreender os processos e as práticas comunicacionais mobilizados por profissionais da área de DE&I em organizações, bem como tensionamentos experienciados. Para essa compreensão, o presente trabalho faz uma leitura de contexto e apresenta uma reflexão sobre o conceito de cultura (Geertz, 1973; Segato, 2022) e das estruturas sociais (Bourdieu, 2004) a fim de questionar a desigualdade social do país através de uma abordagem interseccional e de consciência histórica da experiência latinoamericana (Crenshaw, 1989; Carneiro, 2005, 2011; Mombaça, 2016; Bento, 2017; Akotirene, 2019). Também se observa, nos dados estatísticos e demográficos das pesquisas documentais e bibliográficas realizadas, que a desigualdade é uma consequência estruturada e estruturante (Bourdieu, 2004). Por sua vez, é sustentada pelas relações de poder (Foucault, 1979, 1987, 1989) a partir de sistemas de vulnerabilidade, precariedade e hierarquização (Butler, 2017; Kilomba, 2019). Nesse contexto, somam-se ao nosso repertório os paradigmas da área de comunicação organizacional e das estratégias de DE&I no Brasil, de tal forma que a abordagem complexa resulta como o foco teórico do presente estudo (Morin, 2006; Curvello, Scroferneker, 2009; Baldissera, 2004, 2009, 2022; Scheid, Machado, Pérsigo, 2019; Scroferneker, Silva, Amorim, Florczak, 2023). O conceito proposto por Baldissera (2009, 2022) sobre as três dimensões da comunicação organizacional possibilita desvendar o fluxo de tensões e desordem que se constrói no âmbito do tema. Para responder a questão problema, com o amparo da pesquisa teórica, foram realizadas entrevistas em profundidade com sete (7) profissionais com relação direta e indireta com a DE&I em organizações privadas brasileiras, considerando suas vivências nas cinco (5) regiões do país e diversidade identitária. As conclusões indicam que a comunicação é o campo mais acionado para a execução das estratégias de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I), manifestando diferentes níveis de maturidade paradoxais no contexto nacional.Starting from a problematization of inequality in Brazil and how this is reflected in organizations, especially in Brazilian private companies, we formulated the following research question: how are communication processes articulated and mobilized for the configuration and application of Diversity, Equity, and Inclusion strategies by DE&I professionals in Brazilian companies? The overall objective of the research is to understand the communication processes and practices mobilized by DE&I professionals in organizations, as well as the tensions experienced. To achieve this understanding, the present work analyzes the context and presents a reflection on the concept of culture (Geertz, 1973; Segato, 2022) and social structures (Bourdieu, 2004) in order to question the country's social inequality through an intersectional approach and historical awareness of the Latin American experience (Crenshaw, 1989; Carneiro, 2005, 2011; Mombaça, 2016; Bento, 2017; Akotirene, 2019). It is also observed, in the statistical and demographic data from the documentary and bibliographic research carried out, that inequality is a structured and structuring consequence (Bourdieu, 2004). In turn, it is sustained by power relations (Foucault, 1979, 1987, 1989) based on systems of vulnerability, precariousness, and hierarchization (Butler, 2017; Kilomba, 2019). In this context, we add to our repertoire the paradigms of the area of organizational communication and DE&I strategies in Brazil, in such a way that the complex approach results as the theoretical focus of the present study (Morin, 2006; Curvello, Scroferneker, 2009; Baldissera, 2004, 2009, 2022; Scheid, Machado, Pérsigo, 2019; Scroferneker, Silva, Amorim, Florczak, 2023). The concept proposed by Baldissera (2009, 2022) on the three dimensions of organizational communication makes it possible to unveil the flow of tensions and disorder that is constructed within the scope of the topic. To answer the research question, with the support of theoretical research, in-depth interviews were conducted with seven (7) professionals with direct and indirect relationships with DE&I in Brazilian private organizations, considering their experiences in the five (5) regions of the country and identity diversity. The conclusions indicate that communication is the field most activated for the execution of Diversity, Equity and Inclusion (DE&I) strategies, manifesting different paradoxical levels of maturity in the national context.application/pdfporComunicação organizacionalDiversidadeCommunicationOrganizational communicationDiversityEquityInclusionOrganizationsUma transformação em movimento : os desafios comunicacionais das estratégias de diversidade, equidade e inclusão (DE&I) nas organizaçõesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Biblioteconomia e ComunicaçãoPrograma de Pós-Graduação em ComunicaçãoPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001301930.pdf.txt001301930.pdf.txtExtracted Texttext/plain425150http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302145/2/001301930.pdf.txt5952472faa096eb8dca271e80f6fc291MD52ORIGINAL001301930.pdfTexto completoapplication/pdf1101503http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302145/1/001301930.pdf317d16bd9d41e23d4ce22bc942992f9eMD5110183/3021452026-03-11 07:53:02.835651oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302145Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-03-11T10:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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